Glossário de Entomologia
O Glossário de Entomologia do e-insetos foi elaborado com base em pesquisas na internet e em livros especializados. Tivemos o cuidado de atribuir a devida autoria de cada descrição, listando as referências no final desta página. Você pode acessá-las pelo número indicado após cada termo.
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É quando a união entre o abdome e o tórax se faz por uma constrição moderada, e como exemplos temos as moscas.
É quando a união entre o abdome e o tórax se faz em toda a sua largura, e como exemplos temos as baratas.
O músculo abdutor é um músculo que, ao se contrair, afasta um apêndice do corpo, como uma asa ou perna, sendo um componente essencial para a locomoção, voo e diversas outras movimentações. Os músculos dos insetos se fixam no exoesqueleto e atuam em pares antagônicos, ou seja, enquanto um músculo realiza a abdução, outro (o adutor) realiza a adução, trazendo o apêndice de volta para sua posição original.
(Ordem Hymenoptera, família Apidea). Do latim apicula. Por esta denominação são chamadas 20.000 espécies de insetos, sendo: sociais (5%), solitárias (80%) e parasíticas (15%). O seu estudo, é feito pela apidologia, pelo profissional denominado apidólogo. Coletivo: colméia, cortiço, enxame, apiário, abelhal. Som: zoar, zumbir, zinir, zuir, zunir, zunzunar, azoinar, ziziar.
(Ordem Hymenoptera, família Apidea, Apis melífera escutellata), muito semelhante às abelhas européias, porém mais agressiva e com grande potencial de produtividade. Foi "acidentalmente" introduzida em nosso continente em 1956, na região de Campinas, SP, de onde se espalhou para todos os três continentes americanos, sendo limitada apenas pelas fronteiras térmicas em altas latitudes.
(Ordem Hymenoptera, família Apidea, Apis mellifera remipes Pall). Abelhas de porte médio
(Ordem Hymenoptera, Apis mellifera melífera Linnaeus, 1758).Originária da Alemanha e paises visinhos, foi introduzida no Brasil em 1839. Possuem o abdome com listras estreitas amarelas, porte médio 13mm. Sin: abelha-comum, abelha-da-europa, abelha-de-mel, abelha-doméstica,abelha-alemã, abelha-do-reino, abelha-escura, abelha-européia.
São as abelhas da subfamília Meliponinae, que tem como característica básica possuírem o ferrão atrofiado. São subdivididas em duas tribos. Meliponini e Trigonini.
(Ordem Hymenoptera, família Apidea, Apis mellifera ligustica Spin). Abelhas originárias da Itália, não muito agressivas, porém menos produtivas, as operárias alcançam de 12 a 13mm.
Ordem Hymenoptera, Meliponida minima. Abelha meliponinae, de pequeno porte, de cor preta com manchas amarelas.
Ordem Hymenoptera, Plebeia plebeia mosquito. Abelha meliponinae; nidifica em árvores e pouco mel, porém muito saboroso, Sin, mosquito,jati, jataí-mosquito, jataí-preta.
Ordem Hymenoptera, abelha meliponinae que constroem seu ninho no solo. Sin: iruçu, iruçu-mineiro
Teoria que admite que os seres vivos se originaram de matéria inorgânica, espontaneamente. Veja biogênese e neobiogênese.
União sexual de macho e fêmea, para proporcionar a fusão das células reprodutivas (gametas), isto é , a fecundação, e, por meio delas, a reprodução da espécie. Sin: coito, cópula.
Substância presente em várias partes do corpo dos animais; é de grande importância para o funcionamento das células nervosas, funcionando como mediador químico.
Tipo de viviparidade em que a larva é mantida dentro de um “útero” e alimentada por secreções glandulares da mãe. Ocorre em algumas moscas (Diptera).
Hormônio que regula os níveis de metabólitos energéticos na hemolinfa, como trealose e diacilglicerol.
A musculatura não é descrita com nomes como "adutor curto" ou "adutor magno" como em vertebrados, pois o sistema musculoesquelético é diferente. Os músculos nos insetos são feixes de células que se fixam ao exoesqueleto, e não a ossos. A função de "aduzir" (aproximar) as pernas ou asas ocorre através desses músculos que, em conjunto com outros músculos que atuam em antagonismo, permitem uma grande variedade de movimentos, como voar, nadar e correr.
Resultado da mistura genética da subespécie Apis melífera escutellata (abelha-africana) com raças de Apis melífera de origem européia. Sin: abelha africanizada, abelha híbrida brasileira (AHB). O equivalente em língua inglesa é: AHB africanized honey bee ou killer bee. Ver também abelha-africana.
Neuropeptídeos que estimulam os corpora allata, resultando na produção de hormônio juvenil.
São substancias voláteis disseminadas por indivíduos de uma determinada espécie que geram uma resposta em indivíduos de outras espécies
Um dos processos de armagenagem de insetos em coleções em que os insetos são espetados em alfinetes entomológico e em local apropriado.
Alfinetes de aço inixidável, em geral com cabeça de bronze ou plástico, de vários tamanhos, utilizados para transfixar insetos e que são assim melhor acondicionados em coleções e para facilitar o manuseio.
Diz-se dos insetos que consomem alimento de origem vegetal (fitófago). Neste caso, algas. (Ver também alimentação).
Quanto aos hábitos alimentares, os insetos podem ser: atróficos, monófagos, polífagos (oligófagos), pantófagos (onívoros); e quanto ao tipo de alimento: fitófagos, zoófagos, necrófagos, saprófagos, geófagos, etc.
Parasitoide onde o macho e fêmea pertencente a mesma espécie possuem hospedeiros diferentes.
Tipo de apêndice motor adaptado especificamente para andar sobre uma superfície. Perna ambulatorial.
Tipo de acoplamento de asas no qual um grande lobo umeral da asa anterior projeta-se sob a asa posterior (Lepidoptera).
É a fase do metabolismo em que se regenera a matéria viva (nutrientes), partindo-se de substâncias simples e energia. Sin: assimilação.
Estruturas unidas ou fundidas, como veias, nervos, vasos etc., incluindo veias das asas.
Inseto com imaturos aquáticos e adultos terrestres ou aéreos (Ephemeroptera, Odonata, Plecoptera).
São apêndices formados por três partes distintas: Foto escapo, pedicelo e flagelo, este último formado por uma série de artículos. As antenas são presentes sempre em par, em todos os insetos, por isto são denominados de díceros e, segundo o aspecto dos artículos (antenômeros), elas podem ser classificadas em: filiforme, moliniforme, clavada, capitada, imbricada, fusiforme, serreada, denteada, estiliforme, plumosa, flabelada, setácea, furcada, pectinada, lamelada, geniculada, aristada e composta. Sua função principal é sensorial como por exemplo: tato, olfato e audição.
Estrutura triangular na borda do soquete antenal, que serve de ponto de articulação para a base do escapo.
Substância antagonista à coagulação do sangue, geralmente presente em saliva de insetos hematófagos.
Apêndice é a designação dada às estruturas anatômicas pares dos artrópodes, formadas por elementos articulados entre si, que se inserem como apêndices nos metâmeros do corpo do artrópode. A condição primitiva é a presença de um par de apêndices similares em cada metâmero, disposição que é conservada em poucos artrópodes atuais. Nesta acepção, as asas dos insetos não são consideradas apêndices.
É a arte de criar e cuidar das abelhas, para delas obter os produtos apícolas, tais como o mel, geléia real, apitoxina, etc.
Larva sem espiráculos abertos, com respiração através do tegumento ou de brânquias traqueais.
Refere-se a uma característica evolutiva recente e derivada, uma inovação que surgiu de uma característica mais antiga em uma espécie ancestral e é compartilhada por seus descendentes.
Subclasse de insetos desprovidos de asas, mesmo na sua história evolucionária, providos de apêndices ventrais, além dos cercos. Seu desenvolvimento é progressivo, sem metamorfose. São os Thysanura (Archaeognata + Zygentoma). Sin: ametábolo.
(Ordem Coleoptera, família Cerambycidae, Acrocinus longimanus (Linnaeus, 1758)). Magnífico besouro que pode medir 68mm, cor de fundo preto com a parte superior decorada em arabescos avermelhados e cinzentos; machos apresentam as pernas* anteriores bem desenvolvidas. Possui habito noturno e suas larvas se desenvolvem em árvores* do gênero Ficus. Pela sua beleza e tamanho é muito cobiçado por colecionadores, que adicionado com a destruição de seus habitas, pode causar problemas para o futuro da espécie. Sin: arlequim-da-mata, arlequim-grande, arlequim-de-caiena, broca-da-jaqueira, besouro-da-figueira. *Alterado por e-insetos
Tipo de partenogênese que resulta apenas na produção de machos haploides a partir de ovos não fertilizados.
Filoanimal que compreende as classes Insecta, Arachnida, Diplopoda, Chjilopoda, etc., caracterizado por ter o coorpo a apêndices articulados e pela presença do exoesqueleto que conté quitina, incrustrado ou não com sais calcáreos.
São apêndices torácicos laminados, membranosos, reforçados com veias e são articulados ao tórax, para locomoção aérea dos insetos. O par anterior chama-se mesotorácico ou asas I, e o posterior metatorácico ou asas II. Os insetos com apenas um par de asas funcionais são chamados de dípteros, os desprovidos de asas são ápteros e os que apesar de as possuírem não as usam são os aptésicos. Quanto aos tipos de asas temos: membranosas, tégminas, hemiélitros, élitros, balancins, pseudo-halteres, franjadas e lobadas.
É quando o inseto não se alimenta. Isto ocorre na fase adulta de alguns insetos (ver também alimentação)
Um caráter ou estado derivado (apomorfia) que ocorre em um único táxon terminal em uma análise filogenética.
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Estes insetos se caracterizam por serem achatados, e por terem o pronoto recobrindo a cabeça quando em repouso, e cercos bem desenvolvidos. Algumas poucas espécies se espalharam pelo mundo inteiro e se tornaram companheiras do homem, proliferando no interior de suas habitações; porém a maioria das espécies são silvestres e vivem no serrapilheiro em raízes e caules da vegetação, sob pedras e madeiras podres. Sin: bicho-das-padarias, bicho-dos-padeiros.
É o nome dado às baratas do gênero Panchlora, que são de um belo verde. São de hábitos silvestres, porém são facilmente criadas em terrários (insetários), cuidadosamente telados, desde que mantidas as condições de umidade e temperatura, e respeitando sua necessidade de se esconder entre superfícies adjacentes (tignotropismo). Em cativeiro aceitam dietas como açúcar mascavo com ração para cães, obviamente não esquecendo de fornecer água.
É o apinhamento de abelhas na porta do alvado. Pode ser um sinal de excesso de calor. Se elas não voltarem para a colméia após o amenizar da temperatura, aí sim pode ser um sinal de enxameação.
(Ordem Hemiptera, família Reduviidae). Nome vulgar de vários insetos, vetores do Trypanosoma cruzi, que é o agente etiológico causador da doença de Chagas, especialmente as espécies Triatoma infestans, T. sordida, Panstrongylus megistus e Rodnius prolixus (este último introduzido acidentalmente no Brasil, devido ao fato de ser muito resistente e facilmente criado para estudos científicos. Têm por hábito sugar o sangue humano e de outros animais, mamíferos e aves. Há espécies que vivem fora das habitações humanas, mas a maioria vive, principalmente, nas casas de pau-a-pique, nas frestas das paredes que se formam após o ressecamento da argamassa, de onde saem à noite, para picar as pessoas, geralmente na face, fato que dá origem a seu nome, que é o mais vulgar. Sin: bicho-de-parede, chupança, chupa-pinto, fincão, bicudo, furão, gaudério, percevejo-do-sertão, procotó, rondão, vunvum.
Consiste em um método de observação e análise, que tem como objetivo o estudo das relações entre os estímulos e as respostas do organismo ou superorganismo estudado.
(Ordem Diptera, famílias Cuterebridae e Oestridae). 1) Cuterebridae. Diz-se das larvas de moscas que se alimentam de tecidos do hospedeiro, causando a miíase. As larvas da maioria das espécies parasita roedores e marsupiais. A mais comum em nosso país é a Dermatobia hominis. Sin: berro, estro, torcel, ura. Ver também mosca-do-berne e miíase. 2) Oestridae. Larvas de grandes moscas semelhantes a abelhas, que se alimentam de tecidos do hospedeiro. Em algumas espécies as larvas migram no corpo do hospedeiro. São comuns em outras regiões zoogeográficas.
(Ordem. Coleoptera, Família tenebrionídeos Phaleria brasilienses). Com aproximadamente 10 mm, de cor pardo-amarronzado,vive nas praias oceânicas, e suas larvas vivem sob a areia comendo detritos orgânicos. Incomodam os banhistas com mordidas na pele em contato com a areia. Sin besouro-da-praia.
(Ordem. Coleoptera, família anobiédeos, Lasioderm serricorne). Ataca as folhas do tabaco armazenado, causando grande prejuízo
(Ordem Coleoptera). Do castelhano abejorro, aumentativo de abeja, do latim apicula. Insetos cujo primeiro par de asas ( élitro ) é queratinizado e funciona como um estojo protetor para o segundo par; além disto, possuem aparelho bucal mastigador. É a maior Ordem dentre os insetos, e também entre todos os outros seres vivos. Sin: cascudo, escaravelho.
(Ordem Coleoptera, família Scarabaeidae, Onthophagus gazella). Originário da África, foi introduzido no Brasil para consumir a grande massa fecal produzida pelos grandes herbívoros, que também são exóticos, diminuindo a infestação da mosca-do-chifre, que também e exótica (e de quebra a nossa população de rola-bosta rotulada de "incompetente"). Sin: rola-bosta-africano.
(Ordem Coleoptera, família Scarabaeidae, sub-família Acanthocerinae). São besouros que medem até 10mm. Quando injuriados, para se defenderem, encolhem-se tomando o aspecto esférico. Em algumas espécies, ao se contraírem, as pernas de tíbias fortemente achatadas, articulam-se de uma forma tão perfeita que quase não se vê sua descontinuidade.
(Ordem Coleoptera, família crisomelídeos, Maecolaspis quatuordecimcostata). Atacam folhas e frutos da macieira, videira, abacateiro e eucalipto; sua coloração varia do violáceo ao verde; as larvas vivem no solo.
(Ordem Coleoptera, família escarabeídeos, Bolax flavolineatus). medindo de 13 a 15mm, ataca a videira e várias outras culturas, como o marmeleiro, a ameixeira, a soja, o eucalipto.
(Ordem Coleoptera, família alticideos). Ataca espécies de Anthurium e apresenta as pernas posteriores dilatadas, o que favorece o saltar.
(Ordem Coleoptera, família Lagriidae, Lagria villosa Fabricius 1783). Besouro exótico, oriundo do continente africano, o que justifica alguns de seus nomes, que foram dados em alusão ao ditador de Uganda Idi Amin Dada. Foi referido pela primeira vez nos continentes americanos em 1976, no estado do Espírito Santo. A forma adulta mede entre 10 e 15mm, com coloração metálica bronze esverdeado. As larvas alcançam as mesmas proporções dos adultos, sendo do tipo elateriforme, de cor escura possuindo setas longas. É praga de várias lavouras, entre elas, abacaxi, bananeira, cafeeiro, cana, ervilha, fava, feijoeiro, milho, soja, sorgo, trigo e outras tantas hortaliças. Adultos e larvas são fitófagos, sendo que os adultos atacam as folhas na planta, e as larvas ficam no solo comendo seus resíduos. No final da década de 70 suas infestações eram maciças; no litoral carioca, quando ocorriam ventos sudoestes, suas populações eram lançadas no oceano e depois eram jogadas nas praias, cobrindo toda a arrebentação numa faixa de até 1 metro de largura, que se estendia por quilômetros. Hoje suas populações são mais discretas, mas ainda assim costumam causar grandes prejuízos. Sua criação em insetários é fácil, bastando um pequeno aquário com 5cm de terra vegetal, que deve ser mantida úmida, alguns adultos e folhagens como couve e alface (orgânicos), que ao serem trocados, deve-se deixar alguns restos em contato com a terra. Sin: capichabinha, idiamin, besouro-idiamin.
É a lagarta da mariposa Bombix mori. Após o nascimento, esta lagarta pode aumentar em 10.000 ou 11.000 vezes seu peso, comendo unicamente folhas de amoras Norus alba, passando pelas 5 idades (como são chamados os estágios em sericicultura) até se encasular nos bosque (emboscamento), quando finalmente se aproveita a seda e, em alguns casos, a crisálida. Sin: sirgo.
(Ordem Lepidoptera, família Psychidae). São conhecidos assim, pois suaq larvas constroem um casulo característico, composto por um emaranhado de gravetos ou folhas, unidos por seda e envoltos ou não por ela. Outro fato interessante é que as fêmeas nunca abandonam o casulo, pois encrisalidam-se dentro dele ficando com aspecto vermiforme e ai são fecundadas e depositam os ovos. Sin: bicho-do-cesto, bicho-cesto, bicho-de-canastra, bicho-do-cigarro.
(Ordem Siphonaptera, família Hectopsilídeos, espécies tunga penetrans e tunga caecata). Pequena pulga hematófaga, cuja fêmea fecundada penetra na pele humana ou de outros hospedeiros, deixando para fora apenas o ânus, os estigmas respiratórios e o ovipositor. Seu abdome se dilata causando a tungíase (tungidíase) e passa a produzir grande quantidade de ovos, que são arremessados para fora do hospedeiro. A remoção do bicho-do-pé deve ser feita de preferência por profissional da área de saúde, devidamente treinado, mas em casos de dificuldade em obter tratamento, sua remoção deve ser feita levando-se em conta uma perfeita desinfecção local, seguida da ampliação do orifício com extrema cautela para não romper o abdome da tunga, que deve ser puxada de preferência com os dedos. A espécie Tunga penetrans, originária das América do sul e ilhas do Caribe, foi introduzida na África no século 19. Sin: bicho-de-pé, bicho-de-porco, bicho-do-porco, espinho-de-bananeira, jetecuba, nígua, pulga-de-areia, sico, taçura, tunga, xiquexique, zungue, zunga, zunja.
1. (Ordem Phasmida). Insetos de corpo semelhante a um graveto ou pequeno galho; possuem a cabeça curta e antenas longas, podem alcançar proporções de gigantes entre os insetos, com algumas espécies superando os 50 cm. Sua defesa é a camuflagem com o meio, potencializada com imobilidade na presença de possíveis predadores. Sin: bicho-de-pau, cipó-seco,chico-magro, joão-magro, mané-magro, manuel-magro, maria-seca, taquarinha.
(Ordem Orthoptera, família proscopidae). Diferem da Ordem anterior pela cabeça alongada, antenas curtas e fêmures apropriados para o salto. Sin maria-seca, maria-mole, gafanhoto-de-jurema, gafanhoto-de-marmeleiro.
Amplo conjunto de ecossistemas terrestres, caracterizados por tipos fisionômicos semelhantes de vegetação, com diferentes tipos climáticos. É o conjunto de condições ecológicas de ordem climática e características de vegetação: o grande ecossistema com fauna, flora e clima próprios. Os principais biomas mundiais são: tundra, taiga, floresta temperada caducifólia, floresta tropical chuvosa, savana, oceano e água doce.
Atividade exploratória que visa identificar componente do patrimônio genético e informação sobre conhecimento tradicional associado, com potencial de uso comercial. (medida provisória nº 2186-16, de 23 de agosto de2001).
(Manta, Aliblanco, Jején, Manta blanca, Palomilla, Capotillo, Chitra, Pito, Pringador, Quemador, Alú, Aludo - Colômbia; Titira, Plumilla, Angelillos, Puma, Rapache, Jenjen, Capa blanca, Lalapo, Wanwa, Pumamanchachi, Pumakanikum, Chuspi, Quitis, Manta blanca, Mosco, Ushpa, Uta - Peru). (Ordem Diptera, família Psycodidae, subfamília Phlebotominae). Do tupi mberu'wi, 'mosca pequena'. Mosquito hematófago de porte pequeno, com o corpo recoberto por cerdas finas e compridas. Quando em repouso, suas asas ficam em posição de "V". São conhecidos mais de 450 psicodídeos nas Américas, que transmite diversas doenças, dentre elas a Leishmaniose. Sin: asa-branca, barigui, bererê, flebótomo, tatuquira, mosquito-palha.
(Ordem Lepidoptera) Denominação que deve ser aplicada somente aos insetos da ordem dos Lepidópteros, cujas espécies são de hábito diurno e, geralmente, ao pousarem, suas asas ficam em posição perpendicular ao corpo. Possuem antenas clavadas, pertencendo a antiga divisão Rhopalocera. Coletivo: boana, cardume, panapaná, panapanã.
(Ordem Lepidoptera, Parides ascanius) Bela borboleta negra com detalhes brancos e rosa escuro e com cauda de andorinha. É uma espécie encontrada apenas no estado do Rio de Janeiro e corre grave risco de extinção devido a destruição da sua planta alimento a Jarrinha-da-praia que cresce em áreas pantanosas, que são drenadas na ocupação deste habitat.
(Ordem Diptera, família Simuliidae). Nome usado para designar vários insetos pequenos, de coloração escura, alguns possuem manchas brancas na(s) perna(s) e, ou abdome; tem um aspecto corcunda. Suas fêmeas são hematófagas, e quando atacam causam enorme desconforto, podendo levar a sérios quadros alérgicos em pessoas suscetíveis. Seus ataques massivos podem colocar em risco de vida até pessoas que não tenham alergia, devido à perda excessiva de sangue. Desovam em água corrente, onde suas larvas se criam presas a pedras, folhas ou outro substrato. Sin: pinhum, pium, promotor.
Em apicultura, é o aspersor utilizado para borrifar com água fria as abelhas, acalmando-as. É usado principalmente em episódios de pilhagem, para afugentar as intrusas. Usa-se ainda aspergir com água e algumas gotas de essência de hortelã-pimenta ou água açucarada, quando se une duas famílias, para que adquiram o mesmo cheiro. Sin: aspersor. Ver também pulverizador.
Grânulos microscópicos que recobrem o corpo de algumas cigarrinhas (Hemiptera). São produzidos por segmentos glandulares especializados dos túbulos de Malpighi, liberados através do ânus e depois espalhados sobre o corpo.
Câmara genital expandida da fêmea de algumas ordens de insetos, formando uma bolsa que recebe o edeago (ou pênis) durante a cópula.
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Por este nome são conhecidos vários hemípteros aquáticos, entre os quais as espécies Lethocerus maximus, L. grandis e L. delponteisao, consideradas as gigantes do grupo. Atacam peixes, rãs etc., dos quais suga-lhe os líquidos orgânicos. Devem ser manuseadas com cautela, pois podem dar dolorosas bicadas.
(Ordem Isoptera, gênero Nasutitermes). Designação dada ao ninho do cupim-narigudo, gênero Nasutitermes, quando arborícolas e escuros.
É a transferência da energia alimentar que existe no ambiente natural, numa seqüência na qual alguns organismos consomem e outros são consumidos. Essas cadeias são responsáveis pelo equilíbrio natural das comunidades e o seu rompimento pode trazer o desequilíbrio natural das comunidades, com conseqüências drásticas, como é o caso quando da eliminação de predadores de insetos. A cadeia alimentar é formada por diferentes níveis tróficos (trophe, nutrição). A energia necessária ao funcionamento dos ecossistemas é proveniente do sol e é captada pelos organismos clorofilados (autótrofos) que, por produzirem alimento, são chamados produtores (1º nível trófico). Estes servem de alimento aos consumidores primários (2º nível trófico ou herbívoros), que servem de alimento aos consumidores secundários (3º nível trófico) que servem de alimento aos consumidores terciários (4º nível trófico) e assim sucessivamente. Todos os organismos, ao morrerem, sofrem a ação dos saprófagos (sapros, morto, em decomposição; phagos, devorador), que constituem o nível trófico dos decompositores.
É uma substância ou mistura química de substâncias usadas em comunicação (infoquímico de ação interespecífica, ou seja um aleloquímico) no meio de indivíduos que pertence a espécies diferentes. Evoca uma resposta que é adaptativa, desfavorável para o emissor mas favorável para o receptor. Ex: os feromônios sexuais de percevejos funcionam como cairomônios para vespinhas parasitóides, que se mantêm à espera da oviposição.
É um procedimento de dissimulação e ocorre quando um inseto possui a mesma cor (homocromia) e, ou a mesma forma (homotipia) das coisas do meio em que vive, podendo ser obtido pelo comportamento (como no caso do bicho-pau, que ao sopro do vento imita os movimentos de um galho real). Sin: mimecrismo.
É o inseto que consome alimentos de origem animal (zoófago), podendo devorar outro de sua espécie (ver alimentação).
Estrutura tegumentar que divide os olhos de alguns insetos em uma parte superior e outra inferior (Coleoptera).
Em Taxonomia, uma característica observável que varia e pode ser usada para diferenciar táxons. Em Sistemática Filogenética o termo é usado com dois significados distintos na literatura: 1) a diferença entre duas condições de uma estrutura homóloga (equivalente a estado); 2) a estrutura que varia (equivalente a série de transformação).
Carena transversal presente na região de transição entre as superfícies anterior e lateral do mesepisterno (abaixo do lobo pronotal) (Hymenoptera: Apoidea).
Diz-se dos insetos que consomem alimentos de origem animal (zoófago), neste caso, carne (Ver também alimentação)
Em sericultura, são os casulos que apresentam imperfeição(ões) em um ou mais parâmetros de classificação (forma, coloração e textura).
É a fase do metabolismo na qual ocorre a degradação das moléculas de nutrientes, disponibilizando assim a energia contida nelas, para o uso do organismo.
Célula presente na região basal ou central da asa (normalmente, entre as veias mediais) de vários grupos de insetos (Diptera, Hemiptera, Hymenoptera, Lepidoptera).
Células componentes do cone cristalino do olho composto, ocorrendo em conjuntos de quatro células abaixo da córnea.
(Orden Phthiraptera, família Phthiriidae, Phthirus pubis).É um ectoparasito hematófago que se especializou para a parte pubiana do corpo humano (é exclusivo do ser humano). Sua infestação é conhecida como fitiríase. Em infestações severas os chatos podem ocupar pêlos axilares, sobrancelhas e barba. É vetor do tifo exantemático (Rickettsia prowazeki), febre recorrente (Borrelia recurrentis) e febre das trincheiras (Rickettsia quintana). Sin: carango, piolho-das-virilhas, piolho-de-soldado, piolho-do-púbis, piolho-ladro, piolho-pubiano, piolho-de-cós
Em sericicultura, é como se chama a construção destinada à eclosão dos ovos (sementagem) ou mesmo à criação das larvas de 1° estágio do bicho-da-seda. Sin: incubadeira.
Método de reconstrução das relações filogenéticas baseado no princípio da parcimônia e no compartilhamento de apomorfias.
Um diagrama em forma de árvore que representa uma hipótese de relações filogenéticas entre táxons a partir de sinapomorfias.
É o agrupamento de organismos em categorias naturais em função de características por eles compartilhadas.
Um organismo que parasita o trabalho efetuado pelo hospedeiro na preparação do alimento larval, portanto adotando a mesma dieta larval do hospedeiro.
É quando uma fêmea usa os recursos do ninho de outro individuo (materiais do ninho ou alimento), que pode ser da mesma espécie ou de espécie diferente, para fornecer para seus filhotes, deste modo usurpando os esforços dos donos e evitando usar os próprios.
Diz-se dos insetos que consomem alimento de origem vegetal (fitófago), neste caso, produtos armazenados (ver também alimentação).
Processo em que os membros de duas espécies (ou mais) contribuem reciprocamente para as forças de seleção que exercem um sobre o outro.
É a coloração chamativa do organismo que alerta outros organismos do perigo.
É a coloração do organismo, que é semelhante ao ambiente em que se encontra, dando-lhe a característica de passar desapercebido.
É quando o organismo apresenta uma atitude ameaçadora, tentando desencorajar um predador.
São os comportamentos de manipulação das plantas pelos insetos que visam desativar ou sabotar suas defesas químicas, tais como sangramento dos lactíferos (vasos que transportam o látex), estrangulamento por torniquete e corte de trincheiras. Através destes comportamentos alguns insetos podem exercer sua herbivoria de forma impune. Sin: sabotagem, desativação.
Transferência de informação entre animais, usando sinais visuais, táteis, auditivos ou químicos.
significa as condições em que recursos genéticos existem em ecossistemas e habitats naturais e, no caso de espécies domesticadas ou cultivadas, nos meios onde tenham desenvolvido suas propriedades características.
Informação ou prática individual ou coletiva de comunidade indígena ou de comunidade local, com valor real ou potencial, associada ao patrimônio genético.
O manejo do uso humano da natureza, compreendendo a preservação, a manutenção, a utilização sustentável, a restauração e a recuperação do ambiente natural, para que possa produzir o maior benefício, em bases sustentáveis, às atuais gerações, mantendo seu potencial de satisfazer as necessidades e aspirações das gerações futuras, e garantindo a sobrevivência dos seres vivos em geral. (LEI Nº 9.985, DE 18 DE JULHO DE 2000).
Significa a conservação de componentes da diversidade biológica fora de seus habitats naturais. (Convenção de Diversidade Biológica).
Significa a conservação de ecossistemas e habitats naturais e a manutenção e recuperação de populações viáveis de espécies em seus meios naturais e, no caso de espécies domesticadas ou cultivadas, nos meios onde tenham desenvolvido suas propriedades características.(Convenção de Diversidade Biológica).
Estrutura especializada, para nutrir insetos que servem de defesa da planta, encontrado em plantas do gênero Macaranga.
Estrutura especializada, para nutrir insetos que servem de defesa da planta, encontrado em plantas do gênero Acácia.
Estrutura especializada, para nutrir insetos que servem de defesa da planta, encontrado em plantas do gênero Cecropia (Imbaúba).
Estrutura especializada, para nutrir insetos que servem de defesa da planta, encontrado em 50 gêneros de 19 famílias de dicotiledôneas.
(Plural) Par de glândulas usualmente dispostas uma de cada lado do esôfago. Produzem o hormônio juvenil. A tradução como “corpos alados” seria inadequada, pois não possuem, de fato, asas. Sing., corpus allatum.
Par de órgãos neuroglandulares localizados atrás do cérebro, geralmente junto à aorta. A tradução como “corpos cardíacos” seria inadequada, pois não estão, de fato, ligados ao coração. Sing., corpus cardiacum.
Porções de ecossistemas naturais ou seminaturais, ligando unidades de conservação, que possibilitam entre elas o fluxo de genes e o movimento da biota, facilitando a dispersão de espécies e a recolonização de áreas degradadas, bem como a manutenção de populações que demandam para sua sobrevivência áreas com extensão maior do que aquela das unidades individuais. (LEI No 9.985, DE 18 DE JULHO DE 2000).
Este nome lhe é atribuída porque são vistas comumente após fortes chuvas, em marcha, predando outros insetos, entretanto, seu carreiro normalmente é subterrâneo e milhões de formigas podem estar passando debaixo de seus pés, sem serem notadas. Seu atributo de predadora (que valeu o nome da espécie mais comum Labidus praedator), é conhecido pelos habitantes rurais, que as toleram, considerando a invasão de suas casas, mais uma benção do que um castigo, pois fazem um eficiente serviço de “desinsetização”, comendo baratas, aranhas e até barbeiros. Um hábito comum da L. praedator é o de cortar as pernas de suas presas para mantê-las imóveis e, desta forma, ter um suprimento de alimento por tempo relativamente longo (uma forma de despensa para as formigas). Suas colônias podem ter mais de 2 milhões de indivíduos, divididos em várias castas, sendo que os maiores são soldados, que podem morder de forma a cortar facilmente a pele humana. Ao contrário de suas primas africanas, as formigas-safari, a correição-da-chuva apenas esporadicamente pode comer vertebrados.
Escleritos presentes no abdome de alguns insetos, considerados homólogos às coxas de pernas em ancestrais mais na base da evolução dos artrópodes.
Associação dos túbulos de Malpighi com o reto, em alguns insetos (Coleoptera, Hymenoptera e Lepidoptera), que aumenta a reabsorção de água das fezes.
Pleura oculta do protórax. Em Orthoptera a pleura é coberta pelo pronoto. Em Coleoptera (Polyphaga) a pleura é reduzida e interna (nesse caso também chamada de endopleura).
É a célula responsável pela mudança da cor, pela expansão ou aglutinação de pigmentos.
Cerdas grossas inseridas em um soquete com um anel de espinhos, presentes nas tíbias de alguns Psocodea/Psocoptera.
É o investimento realizado por um ou ambos os pais e que aumenta a probabilidade de sobrevivência da prole, reduzindo os riscos de predação e parasitismo. O cuidado parental inclui algumas atividades, tais como seleção de local de desova, manutenção do território, limpeza e proteção dos ovos ou transporte dos mesmos e alimentação de larvas ou ninfas.
(Culicidae) é uma família de insetos habitualmente chamados de muriçocas, mosquitos ou pernilongos. As fêmeas em muitas regiões são designadas vulgarmente como melgas. Como os outros membros da ordem Diptera, os mosquitos têm um par de asas e um par de halteres. Em geral, apresentam dimorfismo sexual acentuado: as fêmeas apresentam antenas pilosas e são muito mais corpulentas que os machos, que apresentam antenas plumosas.
Insetos sociais, cuja alimentação é baseada na habilidade de digerir celulose. Coletivo: cupinzeiro, cupim, termiteiro. Sin: térmita, térmite. Os indivíduos sexualmente ativos e alados são chamados aleluia, sililuia, ciriluia, sarassará, rebibiu, siririca, siriri, sirica. Foto. . O seu estudo, é feito pela termitologia, pelo profissional denominado termitólogo. Veja também isópteros.
Habitação dos cupins, indo desde tocas ou galerias subterrâneas até grandes construções, que podem se elevar a mais de 8 metros, abrigando centenas de milhares de indivíduos. Sin: termiteiro, cupim.
D 38
Inclinado ou deitado; termo empregado frequentemente para descrever a forma da pilosidade.
É o retorno de uma condição de células especializadas para uma condição de células mais generalizadas; é comum na regeneração.
Diz-se dos insetos que consomem alimento de origem animal (zoófago), neste caso, detritos como pelos, escamas, etc (ver também alimentação).
Existência de dois tipos de indivíduos morfologicamente distintos na mesma espécie, por exemplo, com indivíduos alados e ápteros. No dimorfismo sexual, macho e fêmea são diferentes, em particular na morfologia externa.
Toda coexistência de duas formas adultas, sejam simultâneas, como pecilandria ou peciloginia, sejam sucessivas, como mudanças nas cores de verão em Lepidoptera.
Significa a variabilidade de organismos vivos de todas as origens,compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte; compreendendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas.(Convenção de Diversidade Biológica).
(Ordem Coleoptera, família Tenebrionidae, Ulomoides (= Palembus) dermestoides). São besouros exóticos, trazidos pelos colonizadores orientais devido aos seus atributos terapêuticos (cura de asma, artrite, tuberculose e impotência sexual). Para tais fins o besouro adulto é consumido vivo ou colocado no chá quente, alguns de meus clientes (não orientais) os colocavam em café quente. Na Argentina, onde são chamados de gorgojos, são consumidos vivos, em iogurte, leite ou encapsulado para a terapia do câncer. No Brasil esteve na moda no início da década de 80, devido a algumas matérias em jornais e revistas. São fáceis de ser criados, porém para fins terapêuticos devem consumir apenas amendoim (Arachis hypogaea L.) de boa qualidade, sem a aflotoxina produzida por fungos (Aspergillus), e preferencialmente o fruto inteiro, "bainha", no interior do qual irão fazer a metamorfose. Suas larvas são excelentes como alimento vivo para outros animais. Sin: bichinho-do-amor, bicho-do-amendoim.
(Ordem Diptera, família Drosofilidae).Pequenas moscas do gênero Drosophila, encontradas em frutas em decomposição. Algumas espécies são facilmente criadas, e desenvolvem várias gerações por ano, devido a essa peculiaridade, são muito usadas em experimentos de genética. Sin: mosca-da-banana, mosca-do-vinagre, mosca-da-fruta.
E 139
A palavra ecosfera pode ser considerada sinônimo de biosfera. É um sistema ecológico contido em um planeta. Neste ecossistema global, as diversas formas de energia e matéria que constituem um determinado planeta interagem continuamente. As forças das quatro interações fundamentais fazem com que as diversas formas de matéria se estabeleçam em camadas identificáveis.
Um conjunto dos relacionamentos que se passam entre os seres vivos e o meio ambiente, e que incluem os fatores de equilíbrio atmosférico, meteorológico, geológico e biológico. 2 significa um complexo dinâmico de comunidades vegetais, animais e de microorganismos e o seu meio inorgânico que interagem como uma unidade funcional. (Convenção de Diversidade Biológica)
Diz-se dos efeitos que modificam o meio, devido a uma superpopulação, causando o controle desta que muitas vezes pode ser catastrófico para a população envolvida.
Inseto cujas asas se desenvolvem internamente durante os estágios imaturos (holometábolo).
Relação de simbiose, em que um dos parceiros se encontra dentro do outro, e como exemplo temos os proctistas, que habitam o trato intestinal dos cupins.
Entomologia é o estudo dos insetos e sua relação com os humanos, o meio ambiente e outros organismos. Entomologistas fazem grandes contribuições para áreas tão diversas como agricultura, química, biologia, saúde humana/animal, ciência molecular, criminologia e ciência forense. O estudo dos insetos serve de base para desenvolvimentos no controle biológico e químico de pragas, produção e armazenamento de alimentos e fibras, epidemiologia farmacêutica, diversidade biológica e uma variedade de outros campos da ciência.
É o processo de formação de novas colônias por sociotomia, característico das abelhas Apis mellifera, no qual após o vôo nupcial a agora rainha recém fecundada volta a sua colônia de origem, para sair com parte das operarias à procura de um local para formar sua nova colônia. Veja também vôo nupcial, vôo de dispersão e sociotomia.
Tipo de desenvolvimento em que todos os segmentos do corpo são diferenciados durante o desenvolvimento embrionário. Ver anamórfico.
Tipo de larva com o corpo geralmente cilíndrico, cabeça distinta, pernas torácicas e falsas pernas abdominais (lagarta).
Tipo de perna, onde a tíbia, o tarso e a garra tarsal apresentam uma conformação típica, que possibilita ao inseto agarrar-se ao pêlo do hospedeiro. Encontrada em piolhos hematófagos.
Tipo de larva com cabeça distinta, pernas torácicas bem desenvolvidas, sem pernas abdominais e com corpo cilíndrico, grosso e curvado.
Endurecimento da cutícula através da deposição e polimerização de substâncias não quitinosas. Esclerosação ou esclerosamento é a forma mais usual para designar “endurecimento” na língua portuguesa.
O mesmo que esclerosação. A forma “esclerotinização” não é correta, pois partia da ideia de que houvesse apenas a esclerotina como proteína, um conceito ultrapassado.
É a interação desarmônica, na qual uma espécie captura e faz uso do trabalho, das atividades e até dos alimentos de outra espécie. Certas formigas amazonas e formigas foscas, são exemplos.
Como categoria taxonômica, é a unidade mais básica da hierarquia da classificação. Como entidade biológica, pode ser definida como “um conjunto de populações naturais diagnosticável por uma combinação única de caracteres” ou, seguindo o tradicional conceito biológico, como “um grupo de populações naturais intercruzantes separado reprodutivamente de outros grupos do mesmo tipo”.
São organismos que tem uma marcadíssima influencia no caráter ou estrutura de um ecossistema, é podem ser divididas em 3 categorias: 1) predadores, parasitóides, herbívoros e patógenos que contribuem na manutenção da biodiversidade ao reduzirem a abundancia de competidores dominantes; 2) mutualistas, sem os quais as espécies associadas correm o risco de extinção; 3) espécies que provem recursos que são essenciais a manutenção das espécies dependentes.
Significa espécie em cujo processo de evolução influiu o ser humano para atender suas necessidades.(Convenção de Diversidade Biológica).
É uma estrutura saculiforme (em forma de saco) usada pela fêmea para armazenar os espermatozóides do(s) macho(s).
São poros de respiração, aberturas do sistema traqueano, através dos quais ocorre a difusão de gases . Eles normalmente ocorrem no terceiro segmento torácico e em todo o abdome.
Prefixo utilizado para organismos com baixa tolerância a um determinado fator ecológico. Ex: estenotérmico.
Utilizando apenas uma variedade limitada de alimentos ou espécies alimentares, consumindo apenas uma gama restrita de alimentos.
Sulco ou carena longitudinal presente na porção lateroinferior do mesepisterno (Hymenoptera).
Organismo que utiliza uma 'estratégia' de sobrevivência e reprodução caracterizada por baixa fecundidade, baixa mortalidade, maior longevidade e com populações próximas à capacidade de suporte do ambiente, controladas por fatores dependentes da densidade.
Organismo que utiliza uma 'estratégia' de sobrevivência e reprodução caracterizada por alta fecundidade, alta mortalidade e curta longevidade; populações controladas por fatores independentes da densidade.
Produzir som, pelo atrito de duas estruturas ou superfícies. Sin: cricrilar. Som: cricrido, cricri.
É a parte da entomologia que estuda os conhecimentos tradicionais que uma comunidade, povo ou etnia tem sobre os insetos. Segundo Miguel A. Altieri, é uma relação biológica, entomológica, ecológica e antropológica.
Prefixo utilizado para organismos com grande tolerância a um determinado fator ecológico. Ex: euritérmico.
É uma característica altamente social, pois apresentam as três características que definem o comportamento dito verdadeiramente social em insetos, que são eles: 1) ocorrência de, pelo menos, duas gerações em determinado instante do desenvolvimento da colônia. 2) indivíduos estéreis e reprodutivos. 3) cuidado cooperativo com a prole.
A Eussocialidade é um sistema de organização social caracterizado por três aspectos fundamentais: divisão reprodutiva do trabalho, gerações sobrepostas e cuidado cooperativo dos jovens. Essa estrutura promove harmonia dentro da colônia e maximiza a aptidão genética do grupo como um todo. Espécies eussociais passam por um longo processo evolutivo até atingirem um ponto de organização irreversível, conhecido como "ponto de não retorno", onde os indivíduos não podem mais retornar ao comportamento solitário, devido à existência de castas com diferenças anatômicas específicas.
Estrutura de sustentação externa, formada por peças de cutícula, presente em todos os artrópodes.
Insetos com asas que se desenvolvem no exterior do corpo, como nos de metamorfose simples.
F 87
(Ordem Hymenoptera, família Formicidae, Dinoponera gigantea = Dinoponera grandis). Como seu nome científico evoca, esta formiga tem um porte descomunal, sendo uma das maiores formigas existente, pois alguns exemplares excedem os 30mm (é superada apenas pelos soldados da formiga-gigante-da-malasia Camponotus gigas, que são pouco maiores). Seus formigueiros são pouco povoados, com menos de 100 indivíduos de hábito carnívoro. São respeitadas pela população da região norte do pais, pois suas ferroadas deixam pouco a desejar a da tocandira. Sin: tapicuim, formiga-carnívora-gigante.
Fator que estabelece os limites do desenvolvimento de uma população dentro do ecossistema, pela ausência, redução ou excesso desse fator ambiental.
É responsável pelo fenômeno de agregação em alguns insetos. Ver também agregação.
É característico dos insetos sociais, e tem como função alertar os indivíduos da colônia sobre o perigo, e desencadear a reação agressiva sobre o intruso.
É usado para marcar as trilhas de forrageamento ou migração em insetos.
É produzido por um dos sexos para atração do parceiro para cópula. Como exemplos, temos as fêmeas de alguns Lepidópteros e Isópteros que assumem posição característica para emitir este feromônio.
Diz-se dos insetos que consomem alimento de origem vegetal, neste caso, folhas (ver também alimentação).
Diz-se dos insetos que se alimentam de vegetais, e podem ser subdivididos em: xilófagos, fleófagos, carpófagos, sitófagos, polenófagos, rizófagos, melífagos, filófagos, algófagos, micetófagos (fungívoros), succívoros, liquenófagos e cletrófagos (ver também alimentação).
Diz-se dos insetos que consomem alimento de origem vegetal (fitófago), neste caso, da madeira da região sub-cortical, onde abrem galerias entre a casca e o lenho (ver também alimentação).
A abertura posterior da cápsula cefálica, que faz a ligação com o tórax através da cérvix.
(Ordem Hymenoptera, família Formicidae). Nome genérico dos insetos himenópteros da família dos Formicídeos, os quais vivem em colônias com elevada organização social, debaixo da terra, em ninhos sobre árvores, no oco dos paus etc. Caracterizam-se por terem, entre o tórax e o abdome, um estreito pecíolo com um ou dois nódulos (nós). Coletivo: cordão, correição, formigueiro. Veja também tocandira, saúva, quenquém. Atualmente, segundo o ITIS, já existem mais de 11.800 espécies. O seu estudo, é feito pela mirmecologia, pelo profissional denominado mirmecólogo.
(Ordem Hymenoptera, família Formicidae). Nome comum a várias formigas que, embora onívoras, preferem nutrir-se com substâncias açucaradas. Dentre elas, temos: formiga-argentina.
(Ordem Hymenoptera, família Formicidae, gênero Polyergus). São formigas do gênero Poliergo, são escravistas que carregam e criam, em seus próprios ninhos, as larvas e ninfas de outras espécies, para que executem as tarefas necessárias à manutenção do formigueiro. O nome deriva da lenda das amazonas que capturavam crianças de outras tribos e as criavam como próprias.
(Ordem Hymenoptera, família Formicidae). Nome dado, nos Estados Unidos, à formiga Iridomyrmex humilis = Linepithema humile e adotado no Brasil. Estas formigas são monomórficas, ou seja, não têm diferença de tamanho, que é de 2,5mm de comprimento. Apresenta somente um nó no pecíolo e coloração que vai do marrom claro ao escuro. Esta espécie tem maior ocorrência nos estados da região sul do Brasil. Nos países de clima temperado são muito comuns dentro das residências e hospitais. São onívoras, dando preferência aos alimentos adocicados. A colônia pode conter milhares de operárias e o ninho pode ocupar vários locais. Este tipo de ninho é denominado polidômico. A colônia é poligínica (apresentam várias rainhas). O fato de expulsarem as outras espécies de formigas do território onde estabelecem seus ninhos, favorece sua dispersão, dificultando o controle. Em muitos países, onde foi introduzida, desenvolveu a estratégia de formar supercolônias, em que pelo menos uma delas ocupa uma extensão de quase 6.000 km com milhões de ninhos e bilhões de operárias. Sin: cigana, caçadora, açucareira, formiga-açucareira.
(Ordem Hymenoptera, família Formicidae). Cada uma de várias espécies de formigas nômades, que vagueiam e forrageiam livremente, estabelecendo acampamentos temporários (bivaques), em vez de ninhos permanentes. Várias espécies predadoras dos gêneros Eciton, Labidus (correição-da-chuva), Neivamyrmex e Nomamyrmex na América tropical, e do gênero Dorylus (formigas-safári) na África. Migram em grandes colônias, que, dependendo da espécie, devoram tudo o que encontram no caminho, tanto insetos e larvas quanto pequenos animais. Sin: correição, formiga-de-correição, guaju-guaju, guerreira, saca-saias, murupeteca, morupeteca, taoca, tanoca.
(Ordem Hymenoptera, família Formicidae, gênero Azteca). Por este nome são chamadas as formigas pequenas, normalmente de coloração preta ou marrom, que habitam os espaçosos internódios do tronco e galhos da embaúba ou imbaúba (Cecropia). Alimentam-se dos corpos de Müller, produzidos pela imbaúba, e de secreções açucaradas produzida por coccídeos que criam nos internódios. Quando perturbadas, saem às centenas para defender sua moradia, mordem e secretam toxina de cheiro parecido com solvente de borracha que causa irritação, e se cheirado pode causar reação alérgica em algumas pessoas. Cada espécie tem uma espécie de embaúba relacionada. Sin: formiga-de-imbaúba.
(Ordem Hymenoptera, família Formicidae, Pachycondyla striata). São formigas médias com cerca de 12mm, de coloração preta. Possuem um nó no abdome. Vagueiam sozinhas, raramente em dupla, no solo da floresta, campos ou restinga à procura de restos de insetos ou animais. Também podem predar insetos ou outros Artrópodes. São muito territoriais, atacando avidamente membros de outras colônias. Sua ferroada causa uma reação bem intensa, eu particularmente desaconselho experimentar. Sin: come-cobra, mata-cobra.
(Ordem hymenoptera, família Formicidae, gênero Solenopsis). Formiga cuja picada é muito dolorosa, que em algumas pessoas pode formar pequenas pústulas, ou mesmo causar reação anafilática. Apesar dos seus pontos negativos, tem pelo menos um benéfico, é uma das poucas formigas que enfrentam as saúvas, invadindo sauveiros fracos para roubarem ovos, larvas e pupas, podendo causar sua destruição. Sin: taçuíra, caga-fogo, formiga-lava-pés, formiga-malagueta, lava-pés (os últimos dois nomes se devem à atitude característica das pessoas que, ao pisarem em seus formigueiros, passam as mãos nos pés como se os estivessem lavando).
(Ordem Hymenoptera, família Formicidae, gênero Pseudomyrmex). São formigas que variam, de acordo com a espécie, de pequenas a médias, normalmente de coloração amarela. São de corpo esbelto e possuem olhos compostos grandes e bem atentos. Possuem dois nós no abdome. Habitam as cavidades do pedúnculo das folhas do taxizeiro ou pau-de-novato (Pterocarpus ancylocalix e Tripalis surinamensis). Seu nome vulgar se deve ao fato de que quando se encosta ou se tenta cortar o taxizeiro, as formigas rapidamente atacam o "novato", caindo sobre ele ou passando diretamente para seu corpo. Os conhecedores desta estratégia de defesa procuram manter distância dos taxizeiros. Sin: tachi, taxi.
(Ordem Hymenoptera, família Formicidae, gênero Tapinoma). As formigas do gênero Tapinoma são pequenas, com tamanhos de 1,5 mm à 3 mm. Têm apenas um nó no pecíolo. São poligínicas (mais de uma rainha), policálicas (a colônia é dividida em vários ninhos), se multiplicam por sociotomia (normalmente algumas rainhas seguidas de muitas operárias, com ovos, larvas e pupas procuram um local para a fundação de uma nova colônia) e suas rainhas são digástricas (são maiores e têm o abdome muito desenvolvido). Estas formigas são comedoras de insetos, mas têm uma preferência pelo líquido açucarado de afídios ou coccídeos. Elas são especialmente aficionadas por doce e podem ser coletadas usando iscas de mel, especialmente à noite. São encontradas no mundo inteiro (com exceção do pólo norte e Antártida), sendo que a espécie Tapinoma melanocephalum teve grande difusão nas regiões tropicais, pois muitas vezes faz seu ninho em vasos de plantas. Em nosso país, esta espécie, além deste local, escolhe frestas em azulejos de banheiros e cozinhas. Por adorar ovos de insetos, já foi verificada a sua pressão inibidora sobre a população de barbeiros na Venezuela e sobre ovos de Aedes aegypti em condições de laboratório (veja Artigo).
(Ordem Hymenoptera, família Mutillidae). Nome popular dos insetos da família dos Mutilídeos. Possuem seu exoesqueleto bem esclerosado, o que lhe valeu os nomes de formiga-de-ferro e formiga-sete-socos. Com centenas de espécies, possui tamanhos e cores muito variados. Sua ferroada é muito dolorida. Apesar do nome alusivo, não pertencem à família das formigas (Formicidae). As formas comumente conhecidas pelos leigos, são os adultos fêmeas, que são ápteros. Os machos são alados e procuram avidamente as fêmeas. Suas larvas são parasitas de insetos. A formiga-feiticeira é usada na prática da feitiçaria, pelos moradores do interior, que consiste em tornar apaixonada a mulher pretendida. Uma das muitas variantes destas praticas, diz que deve-se procurar o local onde a mulher pretendida urinou, para colocar a terra ainda molhada em uma caixa de fósforo e uma formiga-feiticeira; ela ira "morder" a terra, o que causará libido na mulher. Sin: bunda-de-ouro, cachorrinho-de-mulher, chiadeira, formiga-cascavel, formiga-cega, formiga-chiadeira, formiga-conga, formiga-feiticeira, formiga-ferro, formiga-de-onça, formiga-picadeira, formiga-rainha, formiga-rica, formiga-sete-socos, formiga-sozinha, gatinha, formiga-vespa, oncinha, piolho-de-onça, tajipucu.
(Hymemoptera Formicidae Camponotus (Dinomyrmex) gigas Latreille 1802) É a maior formiga conhecida, pois pelo menos seus soldados, superam os 3 cm. Habita as florestas do sudeste asiático. Seus ninhos são polidômicos, normalmente compostos de 8 a 14 unidades.
(Ordem Hymenoptera, família Formicidae, Atta vollenweideri Forel, 1839). Por este nome é conhecida uma formiga saúva encontrada em Uruguaiana (RS) e Porto Murtinho (MS). Seus formigueiros são de grandes proporções (6 m de diâmetro, com 16m³) e podem abrigar 4.000.000 e 7.000.000 de indivíduos e para manter as condições de temperatura e umidade são providos de sofisticados sistemas de ventilação. Gostam muito de gramíneas, as quais são cortadas e carregadas para o formigueiro, para o preparo dos jardins de fungos, seu alimento.
(Ordem Neuroptera, família Myrmeleontidae) Por este nome são conhecidos vários insetos neurópteros cujas larvas são predadoras, que se caracterizam por construírem uma armadilha de forma cônica na areia ou poeira para capturar suas presas, nas quais injeta substâncias paralisantes, para dominá-las e sugar-lhes o conteúdo. Por comerem também formigas, o certo seria chamá-las de "o leão das formigas". Os adultos se parecem com odonatos.
(Ordem Hymenoptera, família Formicidae, Gênero Dorylus). É o predador dominante do sub-saara; suas colônias podem alcançar 20 milhões de indivíduos. Apesar de serem potencialmente perigosas, pois suas mandíbulas podem cortar a carne de vertebrados (os quais fazem parte de sua dieta), são toleradas pelas populações rurais africanas, pois são eficientes predadores de insetos-praga. Em tempos passados elas eram usadas para cumprir a sentença de morte de alguns prisioneiros que eram amarrados no caminho de suas hordas. Possuem larga distribuição no sub-saara, e por este motivo têm muitos nomes vernaculares na África: siafu, ensanafu, kelelau, bashikouay e nkran.
Depressão na face ventral da cabeça, onde se alojam as peças bucais (Lepidoptera).
Estrutura vesicular com cerdas adesivas presente na região apical das tíbias de alguns Hemiptera: Heteroptera.
Cabeça em forma de rolha, usada para fechar aberturas e túneis (soldados de cupins e formigas).
G 64
Gânglio localizado na cabeça ou mais especificamente o que entra na formação do cérebro.
(Gânglio esofágico) gânglio representado neurossoma viseral situado sobre o esôfago.
Gânglio mais anterior do neurossoma visceral, localizado sobre o nervo recurrente.
Gânglio infra-esofágico. gânglio situado na parte inferior da cabeça, onde tem início a cordão nervoso ventral.
Gânglio situado abaixo do esôfago, formado pela união dos gânglios mandibular, maxilar e labial.
Gânglio supra-esofágico, i. q. gânglio cerebróide ou, por extensçao, cérebro.
Com uma dobra ou flexão abrupta, em forma de cotovelo, normalmente na antena, muito típica de formigas.
É o tropismo relacionado à gravidade terrestre. Ex: saúvas sempre cavando para aprofundar o formigueiro.
São glândulas associadas com os órgãos reprodutores de machos ou fêmeas e produzem substâncias que acompanham os espermas ou ovos.
Estão situadas na base dos pulvilos nos pés dos insetos, e secretam um fluido adesivo que serve para a fixação dos insetos em superfícies muito lisas.
Estão na cabeça, associadas às peças bucais, e se dividem em: glândulas mandibulares, glândulas maxilares e glândulas labiais.
Glândulas ligadas ao oviduto, que geralmente produzem uma substância adesiva, responsável pela aglutinação dos ovos entre si no momento da postura, pela fixação no substrato ou pela formação da ooteca
Glândulas de cheiro com aberturas presentes na junção tórax-abdome de vários Hemiptera: Heteroptera
São responsáveis pela produção de cera, que pode servir para proteção (ex: jaquiranabóia) ou para construção (ex: abelhas).
São glândulas que secretam uma substância mucilaginosa que, misturada ao líquido excretado pelo ânus, forma uma espuma protetora para as ninfas de cigarrinhas da família Cercopidae.
São produtoras de substâncias resinosas, tal como a goma laca dos Lacciferidae (Laccifer lacca).
São produtoras de líquidos cáusticos associados aos ferrões de Hymenoptera e espinhos em lagartas de Lepidoptera.
São as produtoras dos hormônios endócrinos, que são lançados diretamente no sangue.
São dotadas de um duto para lançar suas secreções na parte externa do corpo ou no lúmen de um órgão.
São produtoras de secreções fétidas, que funcionam como repelentes, e encontradas em alguns percevejos.
São glândulas produtoras de seda; em Lepidoptera são glândulas labiais, e em Embiidina, são glândulas tarsais.
Uma pequena placa localizada entre os gonocoxitos VIII e IX, que facilita a movimentação do ovipositor.
H 47
Sistema de determinação do sexo em que as fêmeas são diploides e os machos, haploides.
São insetos com metamorfose simples, sem estágio de pupa. Os indivíduos se desenvolvem com mudanças graduais no tamanho e forma, do primeiro estágio de ninfa até a fase adulta. Sin: batmetabolia, hemimetábolo, hemimetamorfose.
(Ordem Hymenoptera). Hymeno ( membrana) + ptera (asas). São insetos que abrangem desde as abelhas, vespas e formigas até as espécies minúsculas (micro-himenópteros); a maioria possui quatro asas membranosas, sendo as anteriores muito maiores que as posteriores, muitas formas porém não são aladas; todos têm desenvolvimento holometábolo: ovo, larva, pupa, adulto; têm aparelho bucal lambedor nas abelhas, triturador nos outros grupos. As abelhas e formigas desenvolveram características altamente sociais (eussocial).
É o tipo de metamorfose completa (holometabolia) que se caracteriza por dois ou mais tipos diferentes de larvas. Sin: hipermetabolia e hipermetamorfose. Ex: cantárida.
Tipo de metamorfose em que existem dois ou mais estágios larvais distintos, com morfologia e hábitos diferentes.
Parasito cujo hospedeiro é outro parasito. Pode ser secundário, se parasita um parasito ou terciário, se parasita um hiperparasito.
(Ordem Diptera, família Hippoboscidae). São moscas de corpo achatado e coriáceo, incluindo formas aladas e ápteras. Como exemplo dos alados temos a mosca-do-pombo.
É o tipo de metamorfose, que na última fase de ninfa, o inseto se torna imóvel, com hábitos semelhantes a pupas, porém morfologicamente igual às formas precedentes. Sin: hipometabolia, hipometamorfose. Ex: cigarras.
Insetos com metamorfose completa, com estágios de ovo, larva, pupa e adulto bem distintos.
Inseto com metamorfose completa, em que as larvas são muito diferentes dos adultos, havendo um estágio intermediário, chamado pupa.
Uma similaridade não homóloga presente em táxons diferentes, resultante de convergência ou reversão, ou seja, ausente na espécie ancestral comum mais recente.
Hormônio produzido pelos corpora allata, que inibe o surgimento de características imaginais durante o desenvolvimento, entre várias outras funções.
Hormônio produzido por células neurossecretoras do cérebro que estimula as glândulas protorácicas a produzirem ecdisona.
I 23
É uma das atividades exercida pelo taxonomista, e consiste em identificar os organismos, baseado em esquemas de classificação.
Parasitoide que paralisa o hospedeiro após a oviposição, interrompendo seu desenvolvimento.
Qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam: I a saúde, a segurança e o bem-estar da população; II as atividades sociais e econômicas; III a biota; IV as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; V a qualidade dos recursos ambientais.(RESOLUÇÃO CONAMA Nº 001, de 23 de janeiro de 1986).
Ver Estágio.
Fase do desenvolvimento do inseto entre duas mudas sucessivas. O primeiro ínstar ocorre entre a eclosão do ovo e a primeira muda, o segundo ocorre entre a primeira muda e a segunda e assim por diante. Esse termo é usado para se referir a dois conceitos diferentes: 1) o intervalo de tempo entre mudas (equivalente a estádio), e 2) o indivíduo entre mudas (com sua morfologia, comportamento etc.) 1
A capacidade de aprender e modificar o comportamento como resultado de experiências. Pode ser observado facilmente em experimentos com insetos, principalmente com os eussociais.
Célula nervosa que está inteiramente contida dentro do sistema nervoso central e apenas se comunica com outros neurônios.
(Ordem Hymenoptera, família Apidae, subfamília Meliponinae). Do tupi i'rá pu'ã (abelha redonda). Por este nome são conhecidas várias espécies de abelhas nativas que, na época de seca, dilaceram folhas para sugar a seiva e continuar seu trabalho. Odiadas por isso e por não produzirem mel de sabor agradável, é porém, a abelha de maior eficiência na polinização. Sin: abelha-cachorro, mel-de-cachorro, abelha-de-cachorro, arapuá e arapuã
São os cupins, insetos sociais em que estão presentes a casta do alado (destinada à reprodução), do soldado e do operário, sendo as duas últimas constituídas de indivíduos ápteros e estéreis. O alado possui quatro asas membranosas delicadas, sendo as anteriores semelhantes às posteriores, e todas são eliminadas após o vôo de dispersão, restando no tórax somente a parte basal de cada asa, mais esclerotizada e de formato triangular, conhecida por escama alar. O desenvolvimento é paurometábolo: ovo, ninfas (as das linhagens dos operários e soldados são designadas "larvas", para diferenciar daquelas que conduzem ao alado e que possuem coto alar). Tem aparelho bucal mastigador. Todas as espécies são altamente sociais (eussocial). Veja também cupim. Nota: (Ordem Blattodea)
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Designação do tpo de oviposição dos culicídeos, na qual os ovos sçao postos conjuntamente, em posição vertical, colados uns aos outros e formasdo aglomerados que flutuam no meio líquido.
(Ordem Hemiptera, família Fulgoridae). Nome comum a vários insetos grandes e semelhantes a cigarras, entre os quais a espécie Fulgora laternaria, outrora Laternaria phosphorea, a mais conhecida. A crendice popular afirma serem venenosos (se bate numa árvore, esta seca e se bate numa pessoa, esta morre) mas, em verdade, são absolutamente inofensivos. (Uma crença costarriquenha diz que se um jovem for picado por uma Jaquiranabóia, deve deitar-se com sua noiva em 24 horas ou morrerá. Algumas espécies possuem defesa tripla, ou seja, na cabeça tem uma apófise quitinosa que funciona como uma máscara protetiva, com aspecto de cobra, ao ser descoberta, utiliza o recurso secundário das manchas nas asas posteriores com aspecto de olhos, e se apreendido, tem o abdome recoberto por filamentos cerosos que o torna impalatável. A espécie F. laternaria é encontrada em troncos de Zanthoxylum árvores da família Rutaceae. Sin: cigarra-cobra, cobra-cigarra, cobra-do-ar, cobra-de-asa, cobra-que-voa, cobra-voadora, gafanhoto-cobra, gitirana, jacaré-nambóia, jaciara, jaquitirana, jaquitiranabóia, jaquitiranambóia, jequitiranabóia, jetiranabóia , jetiranumbóia, jequié, jiquitiranabóia, jiquitiranambóia, jitiranabóia, serpente-voadora, tirambóia, tiranabóia.
(Ordem Coleoptera, família Coccinellidae). Por esse nome são conhecidas várias espécies de coleópteros da família dos coccinelídeos, de porte pequeno e normalmente de cores vistosas. São insetos extremamente úteis, pelo fato de se alimentarem de pulgões, tanto na fase larval como na fase adulta. Sin. Cabeça-amarga, Joaninha-guenza, Michola, Mixorne, tartaruguinha, tatuzinho.
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(Ordem Thysanopterta). Nome dado aos insetos desta ordem, em algumas regiões do Brasil, que quando em grandes infestações, ao caírem em nossos olhos, causam grande ardência
(Ordem Dermaptera) Nome vulgar que se dá, em algumas regiões do Brasil, aos insetos desta Ordem, que trazem na extremidade do abdome uma pinça córnea, como uma tesoura; é encontradiço em matéria orgânica em decomposição. Foto. Sin: tesourinha, tesoura, bicha-cadela, bicho-de-lenha, rapelho e Dermápteros.
Estágio imaturo de insetos, com morfologia distinta em relação ao adulto. Termo mais usado para imaturos em estádios anteriores à pupa em holometábolos, mas também usado por diversos autores para vários hemimetábolos. Em Isoptera, refere-se aos imaturos da linhagem estéril, que dão origem a operários e soldados.
Para Hemiptera, ver conexivo. Em Diptera, esclerito da metapleura torácica logo acima do espiráculo posterior e anteriormente ao mediotergito.
(Ordem Odonata). São todos os insetos desta Ordem. Todos na forma larval (as odonáiades) e adulta são ferozes predadores. Ver também Odonatos. Sin: agrião, aguadera, arquiptero, aviãozinho, cabra-cega, calunga, cambito, canzil, cavalinho-de-São-Jorge, cavalo-de-judeu, cavalo-de-cão, cavalo-do-cão, cavalo-dos-mortos, chupeta, donzelo, fura-olho, guigo, helicóptero, jacina, jaçanã, jacinta, larva-lunada, lava-bunda, lavadeira, lavandeira, libelinha, macaquinho-de-bambá, odonatos, olho-de-peixe, papa-mosquito (talvez este seja o nome popular mais bem empregado), papa-vento, pica-fogo, pito, pito-da-coisa-ruim, pito-do-demo, tangerina, zabumba, zig-zag e zigue-zague.
Em apicultura, é a direção preferencial das 'decolagens e aterrissagens', em uma colméia de abelhas, que não deve ser obstruída, pois causa muita ira das abelhas.
Linha em forma de um Y invertido presente na cabeça de insetos imaturos e que se estende para o tórax. Essa linha tem cutícula mais fraca, que se rompe durante a ecdise.
Diz-se dos insetos que consomem alimento de origem vegetal (fitófago), neste caso, liquens (ver também alimentação).
Local onde foi coletado o tipo primário (holótipo, lectótipo, neótipo) de uma espécie.
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Cerda, geralmente referida na superfície das asas, tanto na membrana quanto nas veias, com articulação em soquetes.
(Ordem Hymenoptera, famílias Apidae, Anthophoridae e outras). São as grandes abelhas solitárias ou sociais. Nidificam no solo ou em madeira seca. Algumas espécies são essenciais para a polinização de plantas, como os maracujás. Sin: abelhão bomboloni, mamangava, mangava, mangaba, mangagá, mangangá, mangangaba, vespa-de-rodeio, vespão. : decolagem de ninho cavado em árvore morta.
(Ordem Hymenoptera, super família Sphecoidea, gênero Eumenes). Por este nome são conhecidas as pequenas vespas caçadoras que fazem seus ninhos de barro em forma de balão em ramos, troncos, pedras ou paredes, protegidos da chuva, que suprirão com os artrópodes cassados, para depositarem seus ovos.
Ordem Diptera, família Ceratopogonidae). Mosquitos pequenos, entre 1 e 2 mm de comprimento, muito comuns próximos a cursos de água, principalmente em áreas de maré, ricas em matéria orgânica em decomposição, onde suas larvas se desenvolvem. São hematófagos e causam um ardor no local da picada, o que justifica alguns de seus outros nomes: mosquito-pólvora ou simplesmente pólvora, meruim, miruim, bembé, catuqui, catuquim, merui,meurim, muruim, porvinha, mosquito-do-mangue, mosquitinho-do-mangue.
Diz-se dos insetos que consomem alimento de origem vegetal (fitófago), neste caso, o mel. Sin: melívoro. (Ver também alimentação).
Membrana porosa que reveste o mesêntero e protege suas células da abrasão mecânica, da penetração de patógenos e da ação química das enzimas digestivas.
O epímero da mesopleura, às vezes subdividido em anepímero (dorsalmente) e catepímero (ventralmente).
O episterno da mesopleura, às vezes subdividido em anepisterno (dorsalmente) e catepisterno (ventralmente).
A transformação em forma ou substância durante as fases sucessivas do desenvolvimento. Alguns tipos de metamorfose são: ametabolia, paurometabolia, hemimetabolia, hipometabolia, holometabolia e hipermetabolia.
Células que abrigam microrganismos e se encontram dispersas no corpo gorduroso [Hemiptera e Blattaria (baratas)].
Que se alimentam de fungos.
Diz-se dos insetos que consomem alimento de origem vegetal (fitófago), neste caso, fungos (ver também alimentação). Sin: fungívoro. 8
Estrutura cuticular microscópica subcelular em forma de pelo, presente especialmente nas asas de alguns insetos.
Tipo de mimetismo no qual uma espécie palatável (mimético) obtém proteção contra predação ao imitar a aparência de uma espécie impalatável (modelo).
É a forma de defesa em que o inseto imitador (mímico), pouco venenoso, se assemelha ao inseto ou animal imitado (modelo), que é mais venenoso.
Tipo de mimetismo em que as duas espécies impalatáveis obtêm proteção contra predação por meio da semelhança entre elas.
É o mimetismo tátil, no qual o mímico confunde a comunicação tátil do modelo, para lograr beneficio. Como exemplo temos o ácaro do gênero Planodiscus, que imita a ultraestrutura do tegumento e a distribuição da pilosidade da tíbia da formiga-correição Eciton para obter transporte (forésia). Sin. mimetismo tátil.
São os sulcos ou galerias cavado em folhas pelos insetos minadores. Ver também minador de folhas
Diz-se dos insetos que vivem em folhas e se alimentam de células situadas entre as superfícies superior e inferior de uma folha, causando as minas. Sin. minador. Ver também mina.
É a maior família de insetos neurópteros que reúne todas aquelas espécies denominadas popularmente de formiga-leão. Sin: Mirmeleonídeos.
É um parasita encontrado em climas tropicais e semi-tropicais das Américas. Sua estratégia de reprodução consiste em depositar seus ovos em outros Dípteros, como a mosca-do-estábulo e a mosca-doméstica, que servirão como vetores da doença (miíase), já que ao pousarem em um hospedeiro, os ovos ficam na pele deste e eclodem em seguida. A larva (berne) penetra até atingir a região subcutânea, onde se alimenta dos líquidos e tecidos do hospedeiro, causando a doença conhecida como miíase. Sin: berneira, mosca-berneira. Ver também miíase.
(Ordem Diptera, família Muscidae, Haematobia irritans). Originária da África e constatada nos Estados Unidos em 1885, descreveu uma jornada implacável em direção ao sul, chegando em território Brasileiro em 1978 onde encontrou também excelente habitat, já que temos grandes rebanhos de seus hospedeiros (os grandes herbívoros, que também são exóticos) que lhes dão o sangue necessário ao seu metabolismo parasitário (picando em media 40 vezes ao dia) e a grande massa fecal necessária ao desenvolvimento massivo de suas larvas; isto levou a rotulagem de nossos besouros rola-bosta de "incompetentes" e a importação de um terceiro exótico, o besouro-africano Onthophagus gazella, que provavelmente disputará o habitat com nossos "incompetentes" besouros.
(Ordem Diptera, família Muscidae, Stomoxis calcitrans). É uma mosca muito parecida com a mosca-doméstica, sendo que ambos os sexos são de hábito alimentar hematófago. Suas larvas se desenvolvem em plantas em decomposição. Sin: beruanha, bironha, meruanha, mosca-do-bagaço, mosca-do-gado, muruanha
Ordem Diptera, família Hippoboscidae, Pseudolynchia canariensis (Macquart, 1840) = P. maura). É uma mosca parasita dos pombos, pertencente a família dos Hipoboscídeos. Possui forma achatada. Faz vôos muito rápidos e introduz-se com grande facilidade entre as penas das aves. É vivípara, colocando larvas já prontas para se transformarem em pupas. Sin. Cafuti, kafuti.
(Ordem Diptera, família Muscidae, Musca domestica). Tem hábitos cosmopolitas, e são muito encontradas em áreas rurais, alimenta-se de quase todo tipo de restos alimentares, estrume e líquidos, como sucos, sangue, chorume do lixo, etc. Suas larvas também não são exigentes no quesito alimentação, evoluindo rapidamente até a fase adulta, que é alcançada em aproximadamente uma semana, no verão. A mosca-doméstica é vetor de inúmeras doenças, como cólera, febre tifóide e disenteria. Sin: mosca, mosca-caseira, mosca-comum, mosca-das-casas, mosca-de-casa
Ordem Diptera, família Tabanidae). Do tupi mu'tuka. São grandes moscas que podem alcançar 20 mm, e cujas fêmeas têm hábitos hematófagos, e não são nada discretas ao atacar o seus hospedeiros. Sua picada normalmente é muito dolorida. Os machos são polenófagos. A maioria das larvas são aquáticas e predadoras.
N 23
(Ordem Blattodea, família Termitidae, subfamília Nasutitermitinae).Um cupim soldado, no qual a cabeça se estreita na parte anterior, em uma projeção semelhante a um focinho ou nariz, utilizada para defesa, pois emite substâncias adesivas ou tóxicas. As espécies do gênero Nasutitermes são muito comuns e designadas cupim-narigudo; seus ninhos, quando arborícolas e escuros, são apelidados cabeça-de-negro.
Diz-se dos insetos que se alimentam de animal ou vegetal morto (ver também alimentação).
Glândula produtora de néctar, situada fora das estruturas florais de plantas, que tem associação cominsetos.
Teoria que admite que os seres vivos evoluiram várias vezes. Veja abiogênese e biogênese.
Insetos holometabólicos, com aparelho bucal mastigador e adaptado a capturar e devorar outros insetos; suas larvas também são predadoras, desenvolvendo-se muitas espécies na água de rios e riachos, sendo outras terrestres; como exemplo temos a formiga-leão o lixeiro
Diz-se da colônia de formigas-correição quando em sua fase ativa, oposta a sua fase estacionária, quando não têm sede fixa e vagueiam “errantes”.
Parte da Taxonomia relativa à criação e uso dos nomes formais dos táxons (nomes científicos). As regras de nomenclatura de insetos são definidas no Código Internacional de Nomenclatura Zoológica.
É o sistema de nomenclatura em que os organismos têm dois nomes, o primeiro é o gênero e o segundo a espécie. Devem ser escritos em itálico, sendo a letra inicial do gênero em maiúsculo. Ex: Labidus praedator (a correição-da-chuva ou correição-preta).
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Olho simples presente na região frontal ou no vértice da cabeça de muitos insetos adultos e ninfas, em número de três ou dois.
(Ordem Odonata). São as libélulas, insetos de corpo alongado e subcilíndricos, as quatro asas são alongadas, providas de rica nervação e membranosas; sua cabeça é provida de dois grandes olhos compostos e antenas curtas e setáceas. As peças bucais são do tipo mastigador. A metamorfose é incompleta. Se dividem em duas subordens: Anisópteros (Anisoptera) e Zigópteros (Zygoptera). Em alguns países os odonatos tem o nome vulgar dado para a subordem, como Libellules e Demoiselles na França e Dragonflies, Damselflies nos paises de língua inglesa, que designam respectivamente os Anisópteros e os Zigópteros.
É o conjunto fisiológico formado pela reunião dos omatídeos e é responsável pela visão, nos insetos.
Larva com formato do corpo que lembra tatuzinhos do gênero Oniscus (Crustacea: Isopoda), achatada e ovalada.
Órgão sensorial alongado, subcuticular, ligado ao integumento, mas sem sinal externo da sua presença. Também chamado de escolóforo.
Estrutura (ponta, espinho etc.) presente no embrião usada para quebrar a casca do ovo na eclosão.
Fendas verticais do coração do inseto por onde entra a hemolinfa durante a diástole. Em Hemiptera, as aberturas externas das glândulas odoríferas.
Tipo de ovaríolo no qual células nutrizes ou trofócitos estão presentes. Ver ovaríolo politrófico e telotrófico.
Ovaríolo sem trofócitos, em que os oócitos são alimentados pelo epitélio folicular. Ocorre em Thysanura, Siphonaptera, Odonata e todas as ordens ortopteroides exceto Dermaptera.
Ovaríolo do tipo meroístico em que a cada ovócito corresponde uma série de trofócitos e o conjunto fica reunido em um folículo.
Ovaríolo do tipo meroístico em que todos os trofócitos permanecem no germário.
Estrutura especializada para oviposição, presente nas fêmeas de vários grupos de insetos.
Reprodução através da produção de ovos, que ficam retidos dentro do corpo da fêmea até a eclosão, sem que haja nenhum mecanismo de alimentação da larva.
É quando os ovos se desenvolvem e eclodem dentro do trato reprodutor, dando-se assim a liberação de indivíduos jovens.
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É o estudo dos grãos de pólen produzidos por plantas sementeiras (angiospermas e gimnospermas) e esporos (pteridófitas, briófitas, algas e fungos).
16A palinologia é uma disciplina da botânica que investiga os grãos de pólen e esporos. Os grãos de pólen são estruturas vegetais responsáveis por assegurar o transporte do gameta masculino da antera até o estigma, realizando assim a fecundação da planta. São estruturas altamente resistentes, devido a presença da esporopolenina presente na parede externa (exina) do grão, o que permite sua preservação ao longo de milhões de anos, mesmo em condições adversas. Além disso tem uma grande diversidade morfológica o que confere em diversas aplicações cientificas. Por isso, a palinologia desempenha um papel fundamental na elucidação de questões paleontológicas, ecológicas e aplicadas.
Diz-se dos insetos que se alimentam de qualquer tipo de alimento (ver também alimentação).
É uma substância que tem a propriedade de modificar o comportamento, sem contudo poder ser classificada como feromônio.
Grupo taxonômico definido por simplesiomorfias e que inclui o ancestral comum mais próximo e alguns de seus descendentes, mas não todos. Exemplos: Apterygota, Homoptera
Associação entre seres vivos, temporária ou permanente, na qual há uma adaptação mais ou menos estreita, sendo que o parasita terá proveito dessa associação, em detrimento do hospedeiro.
Diz-se dos insetos que consomem alimentos de origem animal (zoófago), neste caso, alimenta-se durante qualquer fase de sua vida, do hospedeiro, podendo ou não causar-lhe a morte. São divididos em endoparasito e ectoparasito (ver também alimentação).
É o inseto parasito cujos ovos são colocados em um hospedeiro vivo, no qual a larva se desenvolve, consumindo-o e eventualmente matando-o.
1Inseto que, em sua fase larval, se alimenta de tecidos de outro animal por um tempo relativamente longo. O hospedeiro geralmente morre no final.
Cantos posteriores do mesoscuto, distintamente projetados para trás, lateralmente às axilas, na forma de uma projeção estreita.
Região marginal lateral do noto; em Chalcidoidea (Hymenoptera), escleritos pares finos localizados simetricamente nas laterais do sintergo IX de Tetracneminae.
É a reprodução na qual os óvulos se desenvolvem sem terem sido fecundados.
1 Desenvolvimento do óvulo sem que tenha havido fecundação por um espermatozoide. Ver arrenotoquia e telitoquia.
É uma divisão da heterometabolia, onde o inseto recém eclodido se assemelha ao adulto, com a diferença da falta de asas e com órgãos sexuais imaturos. Sin: metamorfose gradual ou metamorfose direta. Ex: Isoptera e Hemiptera.
Cada uma das estruturas (labro, mandíbulas, maxilas, lábio, epifarínge e hipofaringe) que, em cnjunto, constituem o aparelho bucal.
É quando um estágio larval ou imaturo de um inseto possui ovário funcional, cujos óvulos desenvolvem-se partenogeneticamente.
Tarso com cinco tarsômeros. Termo também aplicado a qualquer apêncide que tenha cinso segmentos.
São encontradas em alguns machos de coleópteros aquáticos e servem para fixação na cópula.
São pernas que servem para correr ou andar, não possuindo qualquer modificação especial. São encontradas em baratas, moscas, formigas e vespas. Sin: pernas corredoras, pernas marchadeiras e pernas gressoras.
São pernas adaptadas para recolher e transportar grãos de pólen, possuindo uma estrutura denominada corbícula. Estão presentes em alguns himenópteros.
São pernas adaptadas para agarrar nos pelos de hospedeiros de alguns insetos. Os piolhos são exemplos típicos.
São pernas que servem para nadar. Possuem fêmur, tíbia e tarso achatados, e geralmente, com as margens providas de pelos e esporões. Sin: pernas nadadoras.
São pernas adaptadas para a captura de outros animais e insetos. Possuem o fêmur desenvolvido, provido de sulco no qual se aloja a tíbia que é recurvada.
São pernas adaptadas para a captura de outros insetos. Possuem o fêmur e a tíbia providos de espinhos e dentes que se encaixam perfeitamente. Sin: pernas raptadoras.
São pernas adaptadas para saltar. Possuem o fêmur e a tíbia intumescido devido à forte musculatura propulsora. Sin: pernas saltadoras.
Apêndices terminais foliáceos com numerosos túbulos do segmento abdominal X de algumas larvas de Coleoptera.
(Orden Phthiraptera, família Pediculidae, Pediculus humanus). É um ectoparasito hematófago que se especializou para o corpo humano (é exclusivo do ser humano), sua infestação é conhecida como pediculose, e é sinônimo de falta de higiene, sendo particularmente severa em episódios de desordens sociais, como na guerra ou crises sociais. É vetor do tifo exantemático (Rickettsia prowazeki), febre recorrente (Borrelia recurrentis) e febre das trincheiras (Rickettsia quintana). Coloca seus ovos nas dobras das roupas. Sin: muquirana, mucurana, piolho-de-homem, piolho-de-corpo, quirana.
Reconstrução das características do ancestral mais recente de um grupo monofilético através da análise cladística. O termo é usado para o organismo todo ou para estruturas específicas, como as asas. O termo correspondente em inglês é ground plan.
Caráter ou estado ancestral ou primitivo dentro do nível hierárquico em estudo. Os conceitos de plesiomorfia e apomorfia são relativos, e uma plesiomorfia é sempre uma apomorfia em um nível hierárquico mais inclusivo.
O pólen ou polem (do latim pollen) é o conjunto dos minúsculos grãos produzidos pelas flores das angiospermas (ou pelas pinhas masculinas das gimnospermas), que são os elementos reprodutores masculinos ou microgametófitos, onde se encontram os gametas que vão fecundar os óvulos, que posteriormente irão se transformar em sementes. O estudo do pólen é a palinologia.
Diz-se dos insetos que consomem alimento de origem vegetal (fitófago), neste caso, pólen (ver também alimentação e palinologia).
Diz-se dos insetos que se alimentam de duas ou mais espécies (ver também alimentação).
1Animal de alimentação não especializada. O termo é mais usado para insetos fitófagos que se alimentam de muitos tipos de plantas.
É o grupo de espécies similares que são oriundas de dois ou mais ancestrais diferentes.
1 Grupo taxonômico definido por características convergentes que contém duas ou mais linhagens não diretamente relacionadas e não inclui o ancestral comum mais próximo.
É a presença de dois ou mais indivíduos estruturalmente e funcionalmente diferentes em uma mesma espécie.
São poluentes orgânicos persistentes, compostos químicos produzidos pelo homem, e seus impactos na saúde humana e no meio ambiente são devastadores. São bioacumulativos, ou seja, uma vez no corpo humano, não se degradam facilmente, gerando problemas como disfunções hormonais, prejuízos ao sistema nervoso central, danos aos rins, hepatotoxicidade, alterações dos níveis de hormônio, do sistema reprodutivo e indução ao aborto em fases iniciais de gravidez, entre outros. Os "12 Sujos", como são conhecidos, são: dioxinas, furanos, PCBs, hexaclorobenzeno, mirex (Dechlorane, Kepone, Ferriamicide, e GC 1283), heptacloro, DDT, dieldrin, clordano, toxafeno, aldrin e endrin. Sin: sujos.
(Ordem Coleoptera, família Staphylinidae). Do tupi potó, são besouros estafilinídeos, que se caracterizam por serem longos e delgados, com élitros curtos, e ao correr mantêm o ápice do abdome erguido. São predadores ativos. Os do gênero Paederus, que segregam líquido cáustico, podem ocasionar sérias queimaduras na pele humana. Sin: bicho-de-fogo, caga-fogo, caga-pimenta, papa-pimenta, pimenta, fogo-selvagem, podó, potó-grande, potó-pimenta, trepa-moleque, tucura.
Diz-se dos insetos que consomem alimentos de origem animal (zoófago), neste caso, presas vivas. Pode ser um predador verdadeiro, parasitóide, parasita ou herbívoro que consome partes de plantas (ver também alimentação).
É a interação desarmônica, na qual um indivíduo (predador) ataca, e devora outro (presa) de espécie diferente.
São feromônios que agem na fisiologia do organismo, exercendo efeito mais prolongado e mais lento.
Conjunto de métodos, procedimentos e políticas que visem a proteção a longo prazo das espécies, habitats e ecossistemas, além da manutenção dos processos ecológicos, prevenindo a simplificação dos sistemas naturais
Direcionada para frente; com ápice direcionado para porção anterior do corpo; termo aplicado a cerdas.
São precursores ou componentes de feromônios obtidos em laboratório. São bem estáveis, e são usados para evitar a degradação prematura nas formulações de feromônios.
Receptor sensorial sensível a estímulos internos do organismo, principalmente relacionados a mudanças da posição do corpo ou de suas partes.
Região do estomodeo entre o papo e o mesêntero, com função triturante. Também chamado de moela.
Fina poeira. Termo usado para designar pilosidade muito curta, com aspecto de uma poeira fina.
Tarso com cinco tarsômeros, mas com o quarto tarsômero reduzido, escondido na base do terceiro tarsômero (Coleoptera).
Tarso com quatro tarsômeros, mas com o terceiro muito reduzido, dando a impressão de haver apenas três (Coleoptera).
Tipo de pupa cujas mandíbulas são imóveis, não funcionais, em oposição ao conceito de pupas décticas.
Tipo de pupa na qual os apêndices são livres, não colados ao corpo, em oposição ao conceito de pupas obtecta.
É a pupa que tem os apêndices intimamente ligados ao corpo. Ex: Lepidoptera, onde são conhecidas como crisálidas.
Q 13
Período de isolamento para prevenir a propagação de uma doença. Este período era inicialmente de 40 dias, mas atualmente difere com o tipo de doença.
Ordem Hymenoptera, família Formicidae, subfamília Myrmicinae, gêneros Acromyrmex, Trachymyrmex, Mycocepurus e Serycomyrmex). Por este nome são conhecidas as formigas de características anatômicas e hábitos muito próximos às saúvas (pertencem à mesma tribo Attini). As colônias das espécies do gênero Acromyrmex são menores que os de suas parentes Atta, e possuem normalmente apenas uma panela, possuem algumas castas de soldados e operárias que protegem e executam as tarefas, principalmente a de cultivo dos fungos que as alimentam e que são cultivados em folhas mascadas de várias espécies vegetais. Sin: carregadeira, cortadeira, formiga-cabeçuda, formiga-carregadeira, formiga-cortadeira, formiga-de-mandioca, formiga-de-roça, formiga-picadeira, jardineira, picadeira, roceira. De acordo com a espécie, têm nomes próprios como: quenquém-de-cisco, quenquém-mineira, etc.
R 23
Região sensível à luz formada por um conjunto de rabdômeros compactados em uma estrutura cilíndrica no eixo de cada omatídio.
É a proporção entre o número de fêmeas e a soma do número de machos e fêmeas. rs = nº fêmeas/ nº machos + nº fêmeas.
Qualquer mecanismo ou sistema de autocontrole, que explica como um órgão ou organismo passa a funcionar em determinado momento, sob certa circunstância, e pára de funcionar, evitando sua sobrecarga ou excesso de trabalho em outro momento, numa nova circunstância. Sin: mecanismo de realimentação, retroalimentação.
Compreende recursos genéticos, organismos ou partes destes, populações, ou qualquer outro componente biótico de ecossistemas, de real ou potencial utilidade ou valor para a humanidade.
Em Collembola, o mesmo que tenáculo; em Lepidoptera, um tufo de cerdas ou uma dobra na membrana ventral da asa anterior, geralmente na base da veia Sc; em larvas de Coleoptera, estrutura em forma de dente localizada na margem mesal da mandíbula, abaixo dos dentes distais.
Diz-se dos insetos que consomem alimento de origem vegetal (fitófago), neste caso, raízes (ver também alimentação).
(Ordem Coleoptera, família Scarabaeidae). Diz-se dos besouros que têm como estratégia reprodutiva fazer uma ou várias bolas de estrume, as quais são enterradas e sobre as quais depositam seus ovos. Sin: bosteiro, escaravelho, vira-bosta.
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Estrutura situada anteriormente ao apódema basal e que contém internamente o edeago, geralmente ornamentado com escamas, espinhos ou manchas. Também chamado saco interno ou vesícula-pênis (Psocodea/ Phthiraptera).
São as pernas posteriores dos gafanhotos, grilos, esperanças e pulgas. Possuem o fêmur e a tíbia bastante desenvolvidos e alongados.
Diz-se dos insetos que se alimentam de materiais em decomposição, de origem vegetal ou animal (ver também alimentação).
(Ordem hymenoptera, família Formicidae, Camponotus rufipes). Por este nome são conhecidas as formigas sarassarás ou sararás que apresentam as pernas arruivadas. As operárias variam de 5 mm à 7 mm e os soldados de 9 mm à 10 mm, a rainha mede 13 mm. Seus ninhos são construídos em ocos de árvores, sob pedras ou sobre o solo utilizando pequenos gravetos (ciscos). Suas pupas (erroneamente chamadas de ovos pelos leigos) são muito procuradas para alimentação de pássaros em cativeiro. Alimentam-se de restos de insetos e de líquidos açucarados produzidos por vários Hemípteros, tais como percevejos, cigarrinhas e pulgões, são grandes apreciadoras do néctar de nectários extra-floral, adoram mel, o que causa grande transtorno aos apicultores, pois para obtê-lo atacam as colméias levando de quebra suas larvas; a forma que o apicultor tem para se defender é utilizar funis ou outra proteção na base da colméia.
(Ordem hymenoptera, família Formicidae, subfamília Myrmicinae, gênero Atta). Por este nome são conhecidas algumas das mais organizadas e bem sucedidas formigas. As colônias de algumas espécies são divididas em várias castas de soldados e operárias, que protegem e executam as tarefas, principalmente a de cultivo dos fungos que as alimentam e que são cultivados em folhas mascadas de várias espécies vegetais. Daí vêm os problemas que causam, desfolhando, as vezes em um dia, um pequeno cultivar, o que motivou o naturalista Francês Augustin César Prouvençal de Saint-Hilaire (1779 -1853) a citar a bombástica frase: ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil. Suas colônias são subterrâneas e divididas em vários compartimentos (panelas) interligados e que servem a diversos fins. Suas fêmeas aladas são chamadas de tanajuras os machos de bitu e seu ninho de sauveiro. Sin: cabeçuda, carregadeira, cortadeira, formiga-cabeçuda, formiga-carregadeira, formiga-cortadeira, formiga-de-mandioca, formiga-de-roça, formiga-de-saúva, formiga-picadeira, formiga-saúva, jardineira, picadeira, roceira, saúba, formiga-pára-sol. De acordo com a espécie e subespécie têm nomes próprios como: saúva-mata-pasto, saúva-limão, saúva preta, etc. Veja também formiga-isaú.
(Ordem Hymenoptera, família Formicidae, subfamília Myrmicinae, Atta robusta). É uma habitante das áreas de restinga desde a cidade do Rio de Janeiro, até o norte do Espírito Santo, e é um inseto muito raro e consta da lista de animais brasileiros ameaçados de extinção.
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Em sericultura é assim que se chama a produção de larvas a partir dos ovos de bicho-da-seda.
São as substâncias químicas que transportam informações entre os organismos. Também podem transportar toxinas e nutrientes.
(sensílio, sensila, sensilo ou sensório de diferentes autores) Estrutura epidérmica que se constitui de um receptor simples, formado por uma ou poucas células epiteliais que se projetam na cutícula. É especializada na detecção ou na recepção de sinais e estímulos de natureza físico-química. Corresponde ao termo em latim sensillum (sensilla no plural), que não tem equivalente em português.
a arte de criar e cuidar das lagartas de bicho-da-seda, para delas obter os produtos sericícolas, tais como a seda ou farinha de crisálida. Sin: sericicultura.
Estrutura tubular externa presente em alguns insetos aquáticos que conecta o sistema traqueal com o ar.
Organismos cujas áreas de distribuição se sobrepõem ou são até idênticas, de modo que ocorrem juntos pelo menos em alguns lugares.
Apomorfia compartilhada por dois ou mais táxons, que constitui evidência de monofiletismo desse grupo.
É uma substância ou mistura química de substâncias usadas em comunicação (infoquímicos) no meio de indivíduos que pertencem a espécies diferentes. Evoca uma resposta que é adaptativa, favorável para o emissor e para o receptor. Ex: várias plantas utilizam sinomônios para atraírem predadores, para debelar insetos herbívoros.
Disciplina que tem o objetivo de catalogar a diversidade biológica, reconstruir sua história evolutiva e desenvolver a classificação formal dos seres vivos. Frequentemente tratada como sinônimo de Taxonomia.
Diz-se dos insetos que consomem alimento de origem vegetal (fitófago)., neste caso, sementes (ver também alimentação)
É o processo de formação de novas colônias em alguns insetos sociais; em Hymenoptera se caracteriza pela saída de uma fêmea fertilizada (rainha) acompanhada de várias operárias. Como exemplos temos as abelhas Apis mellifera e as formigas Eciton. Veja também: enxameação, voo nupcial e voo de dispersão.
A maior subdivisão de uma família, contendo um grupo de tribos ou gêneros aparentados. Os nomes das subfamílias são seguidos do sufixo -nae. Subfilo. A maior subdivisão de um filo, contendo um grupo de classes aparentadas.
Diz-se dos insetos que consomem alimento de origem vegetal (fitófago). Neste caso, seivas (ver também alimentação).
Aparelho bucal adaptado para perfurar e sugar (Siphonaptera e Psocodea/Phthiraptera).
É a união de milhares (algumas vezes milhões) de colônias com pouca variação genética, o que faz com que os indivíduos colaborem, como se fossem da mesma colônia (população unicolonial). Como exemplo temos a formiga-argentina (Iridomyrmex humilis = Linepithema humile), que na América do Sul não é ecologicamente dominante, por apresentar agressão para com indivíduos de outras colônias, porém introduzida na América do Norte, se comporta como Supercolônia, com grande fluxo de operárias e mesmo de rainhas, tornando-se, assim, dominante para com as formigas nativas.
Categoria taxonômica que engloba duas ou mais famílias. Nomes de superfamília são seguidos do sufixo -oidea.
Lobos laterais da hipofaringe presentes em adultos de Entognatha, Archaeognatha e Zygentoma, e em imaturos de Ephemeroptera e Dermaptera. O mesmo que superlínguas.
É um parasitoide que produz vários descendentes por hospedeiro individual. 2) É a oviposição em um hospedeiro previamente parasitado, por um parasitóide de mesma espécie. 3) É o parasitismo em um hospedeiro por mais larvas do que as que podem chegar até a maturidade.
Posição de cerdas acima da base da asa, entre as cerdas notopleurais e pós-alares (Diptera).
Linha em forma de Y invertido presente da cabeça de insetos adultos. Não é uma sutura verdadeira, e sim vestígio da linha ecdisial.
T 88
(tapete) Nos olhos compostos de espécies noturnas e crepusculares, estrutura multilaminar formada pelo dobramento intenso de traquéolas, situada sob o ponto de armazenamento de pigmentos visuais do olho composto, especialmente dos Lepidoptera. Nos ocelos, área diferenciada na região posterior das células retinulares e formada por sais de urato.
(Ordem Hymenoptera, super-família Apoidea, Oxitrigona tataira cagafogo e Oxitrigona obscura). Do tupi tata'ira “tata” fogo + “ira” abelha. São conhecidas também por caga-fogo, devido ao fato de serem muito agressivas e, quando mordem, secretam um líquido muito cáustico que causa muito ardor. Nidificam em ocos de árvores. Sin: abelha-de-fogo, caga-fogo, abelha-caga-fogo, bota-fogo, abelha-bota-fogo.
Larva semelhante à ao primeiro ínstar de Teleas (Scelionidae), com protuberâncias cefálicas em forma de gancho.
O conjunto de segmentos terminais do abdome modificados, incluindo a genitália e o ânus.
Tendência a manter o corpo em contado com superfícies ou em frestas e espaços estreitos.
É o tropismo relacionado ao contato com superfícies adjacentes. Ex: baratas em frestas.
(Ordem hymenoptera, Família Formicidea, Paraponera clavata Fabr). Do tupi tukã’di, ‘fere muito’. Comum na Amazônia, de coloração preta, e atingindo até 22 mm, possui peçonha muito ativa, produzindo ferroadas muito dolorosas, capaz de causar vômito. É utilizada, pelos indígenas da região, para a emancipação dos adolescentes, onde várias são agrupadas em um colete de folhagem, que é amarrado ao tórax do iniciado. Desta forma também é usada na terapêutica indígena, e é chamado de maraké, entretanto a variante mais usada na emancipação é em forma de luva recheada de formigas chamado de tiptip. Variações: tocanera, tocandera, tocainará, tocanguira, tocanquibira, tucandira. Sin: chia-chia, vinte-e-quatro (em alusão ao tempo de dor da sua ferroada), saracutinga, tracutinga, tracuxinga, formigão, formigão-preto. Outros nomes indígenas: ipurotó (Naruoto), man (Ualapiti), men (Mehinaku e Uaurá), menái e nâna (Pareci), rundara (Suiá), tapinhaim ou tapiaí (Uabois), tletatagliçu ou tletataglizu (Nambiquara), tocanuro (Trumai), tocanüt (Auetí), tsike (Matipu) e Tsikê (Kuikuro e Kalapalo).
Cerda sensorial tricoide, constituída de mecanorreceptores especiais. A cerda é fina e longa e tem uma base diferenciada, que pode ser uma protuberância, uma depressão ou uma mancha circular.
Parte posterior do cérebro de um inseto, correspondente a um par de gânglios metaméricos incorporados ao cérebro, de fato dispostos lateralmente ao esôfago.
O primeiro ínstar larval de Strepsiptera e alguns Coleoptera parasitoides. É ativo e possui três garras em cada perna. Também triungulim.
Porção basal do fêmur, separada do restante por um sulco ou uma linha, semelhante ao trocanter (Hymenoptera).
A troca mútua de alimento entre insetos, especialmente entre indivíduos da mesma colônia de insetos sociais.
Habitantes ocasionais de cavernas, cuja longa permanência nelas poderia levá-los à morte.
Tubos longos e finos, com fundo cego, que se abrem na região entre o mesêntero e o proctodeo. Constituem o sistema excretor da maioria dos insetos.
(túnica própria) Envoltório laminar de revestimento externo de órgãos, como glândulas e ovaríolos, e de compartimentos da cavidade do corpo, como os diafragmas.
U 20
Espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público, com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção. (LEI No 9.985, DE 18 DE JULHO DE 2000).
espécie em que só existem fêmeas, portanto são partenogênicas. Ex: algumas espécies de bicho-pau. 2) geração em que só existem fêmeas em espécie que ciclicamente produzem machos. Ex: pulgões.
V 41
Dobra ou linha da superfície da asa que lembra uma veia; falsa veia (às vezes, na literatura, vena spuria).
A existência de táxons filogeneticamente próximos em áreas disjuntas, que foram separadas pela formação de uma barreira natural. O processo que dá origem a esse padrão.
É o deslocamento aéreo efetuado pelos reprodutores alados maduros de insetos sociais, com o objetivo de encontrarem seus parceiros sexuais, para copularem, e assim com a fêmea fertilizada formar uma nova colônia. Normalmente no caso dos cupins (Blatodea: Isoptera), macho e fêmea dividem o trabalho da formação da nova colônia e no caso das formigas (Hymenoptera Formicidae), normalmente apenas a fêmea executa esta tarefa. Veja também sociotomia, enxameação e voo nupcial.
É o deslocamento aéreo efetuado pelos reprodutores alados maduros de insetos sociais, com o objetivo de encontrarem seus parceiros sexuais, para copularem. Este termo é comumente utilizado, para a abelha Apis mellifera, que após copular com alguns machos (zangões), volta a sua colônia de origem, para a enxameação. Veja também sociotomia, enxameação e voo de dispersão.
X 4
Z 3
Diz-se dos insetos que consomem alimento de origem animal e podem ser divididos em: carnívoro, predador, canibal, hematófago, parasito, coprófago e detritívo (ver também alimentação).
1. Constantino, R. & Aguiar, A.J.C. (2024). Glossário, pp. 832-846, Cap. 37. In: Rafael, J.A.; Melo, G.A.R.; Carvalho, C.J.B. de; Casari, S. & Constantino, R. (eds). Insetos do Brasil: Diversidade e Taxonomia. 2ª ed. Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Manaus. 880 pp. URL: https://doi.org/10.61818/56330464c37
2. Brasil Escola. O que são insetos ametábolos e metábolos? URL: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/biologia/o-que-sao-insetos-ametabolos-metabolos.htm
3. Insetário da Ilha - Glossário URL: https://www.insetariodailha.ufpa.br/gloss%C3%A1rio
4. Wikipédia - Aleloquímicos URL: https://pt.wikipedia.org/wiki/Aleloqu%C3%ADmicos
5. Wikipédia - Alomônio URL: https://pt.wikipedia.org/wiki/Alom%C3%B4nio
6. Apomórfico - Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (DPLP) URL: https://dicionario.priberam.org/apom%C3%B3rfico
7. Buzzi, Z.J. (2003). Coletânea de termos técnicos de entomologia. Curitiba-PR: Editora UFPR. 222 p.
8. Eizemberg, Roberto. Glossário Entomológico Brasileiro, Atualização: Priscila F. Viana-Medeiros Loredo (LAFICAVE-IOC/Fiocruz RJ) e Bruno Gomes (LABFISI-IOC/Fiocruz) URL: https://www.inctem.bioqmed.ufrj.br/index.php/pt/publicacoes/glossario-entomologico-brasileiro
9. Wikipédia - Apomorfia URL: https://pt.wikipedia.org/wiki/Apomorfia
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14. Rocha, Lucas. Pente fino: tudo o que você sempre quis saber sobre piolhos. Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz URL: https://www.ioc.fiocruz.br/noticias/pente-fino-tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-piolhos
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16. Wikipédia - Palinologia URL: https://pt.wikipedia.org/wiki/Palinologia
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