Glossário de Entomologia

O Glossário de Entomologia do e-insetos foi elaborado com base em pesquisas na internet e em livros especializados. Tivemos o cuidado de atribuir a devida autoria de cada descrição, listando as referências no final desta página. Você pode acessá-las pelo número indicado após cada termo.

1397 termos cadastrados

A 132

Abdome 1

Região do corpo posterior ao tórax, contendo até 11 segmentos reconhecíveis. É a terceira e última região do corpo, composta por segmentos que albergam órgãos vitais, como os do sistema digestório, reprodutor e respiratório.

Abdome livre 8

É quando a união entre o abdome e o tórax se faz por uma constrição moderada, e como exemplos temos as moscas.

Abdome séssil 8

É quando a união entre o abdome e o tórax se faz em toda a sua largura, e como exemplos temos as baratas.

Abdutor 1

O músculo abdutor é um músculo que, ao se contrair, afasta um apêndice do corpo, como uma asa ou perna, sendo um componente essencial para a locomoção, voo e diversas outras movimentações. Os músculos dos insetos se fixam no exoesqueleto e atuam em pares antagônicos, ou seja, enquanto um músculo realiza a abdução, outro (o adutor) realiza a adução, trazendo o apêndice de volta para sua posição original.

Abelha 8

(Ordem Hymenoptera, família Apidea). Do latim apicula. Por esta denominação são chamadas 20.000 espécies de insetos, sendo: sociais (5%), solitárias (80%) e parasíticas (15%). O seu estudo, é feito pela apidologia, pelo profissional denominado apidólogo. Coletivo: colméia, cortiço, enxame, apiário, abelhal. Som: zoar, zumbir, zinir, zuir, zunir, zunzunar, azoinar, ziziar.

Abelha-africana 8

(Ordem Hymenoptera, família Apidea, Apis melífera escutellata), muito semelhante às abelhas européias, porém mais agressiva e com grande potencial de produtividade. Foi "acidentalmente" introduzida em nosso continente em 1956, na região de Campinas, SP, de onde se espalhou para todos os três continentes americanos, sendo limitada apenas pelas fronteiras térmicas em altas latitudes.

Abelha-caucasiana 8

(Ordem Hymenoptera, família Apidea, Apis mellifera remipes Pall). Abelhas de porte médio

Abelha-europa 8

(Ordem Hymenoptera, Apis mellifera melífera Linnaeus, 1758).Originária da Alemanha e paises visinhos, foi introduzida no Brasil em 1839. Possuem o abdome com listras estreitas amarelas, porte médio 13mm. Sin: abelha-comum, abelha-da-europa, abelha-de-mel, abelha-doméstica,abelha-alemã, abelha-do-reino, abelha-escura, abelha-européia.

Abelha-indígena 8

São as abelhas da subfamília Meliponinae, que tem como característica básica possuírem o ferrão atrofiado. São subdivididas em duas tribos. Meliponini e Trigonini.

Abelha-italiana 8

(Ordem Hymenoptera, família Apidea, Apis mellifera ligustica Spin). Abelhas originárias da Itália, não muito agressivas, porém menos produtivas, as operárias alcançam de 12 a 13mm.

Abelha-mirim 8

Ordem Hymenoptera, Meliponida minima. Abelha meliponinae, de pequeno porte, de cor preta com manchas amarelas.

Abelha-mosquito 8

Ordem Hymenoptera, Plebeia plebeia mosquito. Abelha meliponinae; nidifica em árvores e pouco mel, porém muito saboroso, Sin, mosquito,jati, jataí-mosquito, jataí-preta.

Abelha-mulata 8

Ordem Hymenoptera, abelha meliponinae que constroem seu ninho no solo. Sin: iruçu, iruçu-mineiro

Abiogênese 8

Teoria que admite que os seres vivos se originaram de matéria inorgânica, espontaneamente. Veja biogênese e neobiogênese.

Acaricida 8

Produto químico empregado para o controle dos ácaros.

Acasalamento 8

União sexual de macho e fêmea, para proporcionar a fusão das células reprodutivas (gametas), isto é , a fecundação, e, por meio delas, a reprodução da espécie. Sin: coito, cópula.

Acéfala 1

Ausência da cabeça.

Acetábulo 1

A cavidade na qual um apêndice é articulado; cavidade coxal.

Acetil colina 8

Substância presente em várias partes do corpo dos animais; é de grande importância para o funcionamento das células nervosas, funcionando como mediador químico.

Acicular 1

Em forma de agulha.

Acidoporo 1

Poro presente na região terminal do abdome de formigas da subfamília Formicinae.

Ácron 8

É a parte anterior não segmentada do corpo de um animal metamérico.

Acrosternito 1

Parte do esterno anterior à sutura antecostal.

Acrosticais 1

Cerdas pequenas ao longo do centro do mesonoto (Diptera).

Acrotergito 1

Parte do tergo anterior à sutura antecostal.

Aculeado 8

Com acúleos (Ordem Lepidoptera);com ferrão (Ordem Hymenoptera).

Acúleo 8

Espinho muito pequeno existente na membrana da asa (Lepidoptera).

Acuminado 1

Terminando em uma ponta longa.

Adaptação 8

Processo pelo qual se modificam certos aspectos de um organismo, permitindo adequar-se ao ambiente ou a uma função.

Adenotrófica 1

Tipo de viviparidade em que a larva é mantida dentro de um “útero” e alimentada por secreções glandulares da mãe. Ocorre em algumas moscas (Diptera).

Adipocinético 1

Hormônio que regula os níveis de metabólitos energéticos na hemolinfa, como trealose e diacilglicerol.

Adpressa 1

Contígua, em contato.

Adutor 1

A musculatura não é descrita com nomes como "adutor curto" ou "adutor magno" como em vertebrados, pois o sistema musculoesquelético é diferente. Os músculos nos insetos são feixes de células que se fixam ao exoesqueleto, e não a ossos. A função de "aduzir" (aproximar) as pernas ou asas ocorre através desses músculos que, em conjunto com outros músculos que atuam em antagonismo, permitem uma grande variedade de movimentos, como voar, nadar e correr.

Aerópilos 1

Poros finos presentes nos ovos de insetos.

Africanizada 8

Resultado da mistura genética da subespécie Apis melífera escutellata (abelha-africana) com raças de Apis melífera de origem européia. Sin: abelha africanizada, abelha híbrida brasileira (AHB). O equivalente em língua inglesa é: AHB africanized honey bee ou killer bee. Ver também abelha-africana.

Agâmico 8

Reprodução de forma partenogênica, ou seja, sem acasalamento.

Agregação 8

Atração de um grupo de indivíduos a um recurso ambiental, ao qual cada indivíduo reage independentemente, não implicando em qualquer tipo de organização social.

Alado 8

Que possui asas.

Alar 1

Relativo as asas do insetos.

Alatostatina 1

Neuropeptídeos que afetam os corpora allata inibindo a produção de hormônio juvenil.

Alatotropina 1

Neuropeptídeos que estimulam os corpora allata, resultando na produção de hormônio juvenil.

Alça anal 8

Estrutura encontrada na asa posterior de Odonata utilizada para classificação das espécies; é formada por um grupo de células que podem ser arredondados, alongados ou em forma de pé.

Aleloquímico 4

São substancias voláteis disseminadas por indivíduos de uma determinada espécie que geram uma resposta em indivíduos de outras espécies

Alfinetagem 7

Um dos processos de armagenagem de insetos em coleções em que os insetos são espetados em alfinetes entomológico e em local apropriado.

Alfinete entomológico 7

Alfinetes de aço inixidável, em geral com cabeça de bronze ou plástico, de vários tamanhos, utilizados para transfixar insetos e que são assim melhor acondicionados em coleções e para facilitar o manuseio.

Algófago 8

Diz-se dos insetos que consomem alimento de origem vegetal (fitófago). Neste caso, algas. (Ver também alimentação).

Alimentação 8

Quanto aos hábitos alimentares, os insetos podem ser: atróficos, monófagos, polífagos (oligófagos), pantófagos (onívoros); e quanto ao tipo de alimento: fitófagos, zoófagos, necrófagos, saprófagos, geófagos, etc.

Alimentador 8

Dispositivo utilizado em apicultura para alimentar artificialmente as abelhas.

Alinoto 1

A placa dorsal do mesotórax ou metatórax de um inseto com asas.

Alometria 1

Padrão de desenvolvimento ontogenético no qual diferentes partes do corpo ou de uma estrutura crescem em velocidades diferentes, resultando em alteração em suas proporções.

Alomônio 5

Qualquer substância química produzida e libertada por um indivíduo de uma espécie que afeta o comportamento de um membro de outra espécie em benefício do produtor.

Aloparasitoide 1

Parasitoide onde o macho e fêmea pertencente a mesma espécie possuem hospedeiros diferentes.

Álula 1

Um lobo na base da asa, adicional ao lobo anal (Diptera).

Alvado 8

É a entrada de uma colméia, podendo ser regulada de acordo com a época do ano.

Alvéolo 1

Uma cavidade ou depressão externa onde fica inserida uma estrutura, como uma cerda ou antena.

Ambulatorial 1

Tipo de apêndice motor adaptado especificamente para andar sobre uma superfície. Perna ambulatorial.

Amensalismo 8

É a interação onde uma espécie não é afetada e a outra é inibida.

Ametábolo 2

Tipo de desenvolvimento em que não há metamorfose. O indivíduo que emerge do ovo difere do adulto basicamente no tamanho e no desenvolvimento do sistema reprodutor. Isso significa que a forma jovem é bem semelhante à forma adulta, diferenciando-se apenas pelo tamanho

Amplexiforme 3

Tipo de acoplamento de asas no qual um grande lobo umeral da asa anterior projeta-se sob a asa posterior (Lepidoptera).

Anabolismo 8

É a fase do metabolismo em que se regenera a matéria viva (nutrientes), partindo-se de substâncias simples e energia. Sin: assimilação.

Anal 1

Parte posterior basal da asa; relativo ao ânus ou ao último segmento abdominal.

Anamórfico 1

Tipo de desenvolvimento em que o número de segmentos do corpo aumenta após a eclosão.

Anastomosadas 1

Estruturas unidas ou fundidas, como veias, nervos, vasos etc., incluindo veias das asas.

Anatergito 1

Esclerito torácico localizado acima dos halteres (Diptera).

Androcônias 1

Escamas especializadas encontradas nos machos de algumas borboletas.

Anelo 1

Estrutura presente no edeago (Lepidoptera).

Anemotropismo 8

É o tropismo relacionado ao vento.

Anepímero 1

Parte superior do epímero, quando dividido longitudinalmente em duas placas.

Anepisterno 1

Parte superior do episterno, quando dividido longitudinalmente em duas placas.

Anfibiótico 1

Inseto com imaturos aquáticos e adultos terrestres ou aéreos (Ephemeroptera, Odonata, Plecoptera).

Anfipnêustica 1

Larva na qual apenas o primeiro e o último ou dois últimos espiráculos são abertos.

Anfítoca 8

É a reprodução por partenogênese, que gera indivíduos machos e fêmeas.

Anocíclica 1

Espécie assexuada e sem alternância de hospedeiro (Hemiptera, pulgões).

Anteclípeo 1

Parte anterior do clípeo, quando existe uma divisão transversal.

Antecosta 1

Crista interna na parte anterior dos tergos e esternos, que serve para fixação de músculos longitudinais.

Antena 8

São apêndices formados por três partes distintas: Foto escapo, pedicelo e flagelo, este último formado por uma série de artículos. As antenas são presentes sempre em par, em todos os insetos, por isto são denominados de díceros e, segundo o aspecto dos artículos (antenômeros), elas podem ser classificadas em: filiforme, moliniforme, clavada, capitada, imbricada, fusiforme, serreada, denteada, estiliforme, plumosa, flabelada, setácea, furcada, pectinada, lamelada, geniculada, aristada e composta. Sua função principal é sensorial como por exemplo: tato, olfato e audição.

Antenas 1

Um par de apêndices metaméricos articulados na cabeça, geralmente com função sensorial.

Antenífero 1

Estrutura triangular na borda do soquete antenal, que serve de ponto de articulação para a base do escapo.

Antenodais 1

As veias presentes antes do nó (Odonata).

Antenômero 1

Cada subdivisão aparente da antena, inclusive os flagelômeros.

Antepigidiais 1

Cerdas grandes na margem apical do esterno VII (Siphonaptera).

Anterolateral 8

Situado lateralmente e para frente

Anticoagulante 8

Substância antagonista à coagulação do sangue, geralmente presente em saliva de insetos hematófagos.

Ânus 1

Abertura posterior do tubo digestório. Nota e-insetos: Presente geralmente na parte terminal do abdomem

Aorta 1

Parte anterior do vaso dorsal do sistema circulatório, sem capacidade contrátil.

Apêndice 11

Apêndice é a designação dada às estruturas anatômicas pares dos artrópodes, formadas por elementos articulados entre si, que se inserem como apêndices nos metâmeros do corpo do artrópode. A condição primitiva é a presença de um par de apêndices similares em cada metâmero, disposição que é conservada em poucos artrópodes atuais. Nesta acepção, as asas dos insetos não são consideradas apêndices.

Apiário 8

É o conjunto de colméias e outros equipamentos para a prática da apicultura.

Apical 1

Parte de um apêndice ou estrutura que fica mais distante do corpo.

Apícola 8

É relativo à criação e aos produtos das abelhas.

Apicultor 8

Pessoa que tem como profissão ou diversão a arte da apicultura.

Apicultura 8

É a arte de criar e cuidar das abelhas, para delas obter os produtos apícolas, tais como o mel, geléia real, apitoxina, etc.

Apidicida 8

Ser ou produto que causa a morte das abelhas.

Apidologia 8

É o ramo da entomologia que estuda as abelhas.

8

É o entomólogo que faz o estudo cientifico das abelhas.

Apitoxina 8

É a toxina (quando injetado veneno) produzida pela abelha, e é composta principalmente de ácido fórmico, misturado com várias outras toxinas, que além de servir para a defesa, serve ainda como conservante do mel, sendo esta sua principal função. Sin: veneno de abelha.

Apnêustica 1

Larva sem espiráculos abertos, com respiração através do tegumento ou de brânquias traqueais.

Ápode 1

Indivíduo sem pernas. Também ápodo(a).

Apódema 1

Projeção interna do exoesqueleto, na qual os músculos estão atados, que serve como tendão nos insetos, crustáceos e outros artrópodes; apófise

Apófise 1

Estrutura alongada ou tubercular do tegumento, externa ou interna.

Apólise 1

Processo de descolamento da cutícula velha, que marca o início da muda.

Apomorfia 9

Característica biológica recente que se originou de uma condição primitiva de uma espécie ancestral, sendo, portanto, uma inovação evolutiva que define um novo grupo ou clado.

Apomórfico 6

Refere-se a uma característica evolutiva recente e derivada, uma inovação que surgiu de uma característica mais antiga em uma espécie ancestral e é compartilhada por seus descendentes.

Aposemática 1

Coloração de advertência nos indivíduos de uma espécie com defesa química

Aposematismo 1

Presença de coloração de advertência.

Apterigoto 8

Subclasse de insetos desprovidos de asas, mesmo na sua história evolucionária, providos de apêndices ventrais, além dos cercos. Seu desenvolvimento é progressivo, sem metamorfose. São os Thysanura (Archaeognata + Zygentoma). Sin: ametábolo.

Áptero 1

Indivíduo sem asas.

Aptésico 8

Inseto que apesar de possuir asas, não as usam para o vôo.

Aquático 8

Diz-se dos organismos que vivem em água doce ou salgada; as formas da água salgada são normalmente descritas como marinhas.

Arborícola 8

Organismo que vive nas árvores.

Árculo 1

Pequena veia transversal entre as veias radial e cubital (Odonata).

Aréola 1

Pequena área arredondada e diferenciada, cavidade ou célula.

Areola postica 1

Célula cua presente na asa anterior (Psocodea/Psocoptera).

Areolado 1

Que tem aréolas.

Arista 1

Cerda presente no pedicelo da antena (Hemiptera) ou a parte distal do pós-pedicelo da antena, em forma de cerda (Diptera).

Aristiforme 1

Em forma de cerda (arista).

Arlequim 8

(Ordem Coleoptera, família Cerambycidae, Acrocinus longimanus (Linnaeus, 1758)). Magnífico besouro que pode medir 68mm, cor de fundo preto com a parte superior decorada em arabescos avermelhados e cinzentos; machos apresentam as pernas* anteriores bem desenvolvidas. Possui habito noturno e suas larvas se desenvolvem em árvores* do gênero Ficus. Pela sua beleza e tamanho é muito cobiçado por colecionadores, que adicionado com a destruição de seus habitas, pode causar problemas para o futuro da espécie. Sin: arlequim-da-mata, arlequim-grande, arlequim-de-caiena, broca-da-jaqueira, besouro-da-figueira. *Alterado por e-insetos

Arólio 1

Estrutura em forma de almofada, presente entre as garras de alguns insetos.

Arrenotoquia 1

Tipo de partenogênese que resulta apenas na produção de machos haploides a partir de ovos não fertilizados.

Arthropoda 7

Filoanimal que compreende as classes Insecta, Arachnida, Diplopoda, Chjilopoda, etc., caracterizado por ter o coorpo a apêndices articulados e pela presença do exoesqueleto que conté quitina, incrustrado ou não com sais calcáreos.

Artículo 1

Uma subdivisão de qualquer apêndice metamérico, como antenas, palpos, pernas ou gonopódios.

Asa 8

São apêndices torácicos laminados, membranosos, reforçados com veias e são articulados ao tórax, para locomoção aérea dos insetos. O par anterior chama-se mesotorácico ou asas I, e o posterior metatorácico ou asas II. Os insetos com apenas um par de asas funcionais são chamados de dípteros, os desprovidos de asas são ápteros e os que apesar de as possuírem não as usam são os aptésicos. Quanto aos tipos de asas temos: membranosas, tégminas, hemiélitros, élitros, balancins, pseudo-halteres, franjadas e lobadas.

Asperites 1

Rugosidades cuticulares ou estruturas microscópicas em forma de espinhos.

Átrio 1

Uma câmara presente em uma abertura do corpo, por exemplo, o espiráculo.

Atrófico 8

É quando o inseto não se alimenta. Isto ocorre na fase adulta de alguns insetos (ver também alimentação)

Aureliano 8

Denominação utilizada para o estudioso de borboletas.

Aurícula 1

Estrutura lembrando uma pequena orelha, presente no abdome (Odonata).

Autapomorfia 1

Um caráter ou estado derivado (apomorfia) que ocorre em um único táxon terminal em uma análise filogenética.

Autótrofo 8

É o tipo de nutrição baseada na síntese de compostos inorgânicos

Axilar 1

Área triangular que articula a asa com o tórax, incluindo uma área membranosa e os escleritos axilares.


B 64

Baciliforme 1

Em forma de bastonete.

Balancim 1

O mesmo que halter.
Nota e-insetos: tipo de assa encontrada em Diptera e Strepsiptera.

Barata 8

Estes insetos se caracterizam por serem achatados, e por terem o pronoto recobrindo a cabeça quando em repouso, e cercos bem desenvolvidos. Algumas poucas espécies se espalharam pelo mundo inteiro e se tornaram companheiras do homem, proliferando no interior de suas habitações; porém a maioria das espécies são silvestres e vivem no serrapilheiro em raízes e caules da vegetação, sob pedras e madeiras podres. Sin: bicho-das-padarias, bicho-dos-padeiros.

Barata-branca 8

É o nome dado às ninfas de baratas, após efetuarem a muda.

Barata-verde 8

É o nome dado às baratas do gênero Panchlora, que são de um belo verde. São de hábitos silvestres, porém são facilmente criadas em terrários (insetários), cuidadosamente telados, desde que mantidas as condições de umidade e temperatura, e respeitando sua necessidade de se esconder entre superfícies adjacentes (tignotropismo). Em cativeiro aceitam dietas como açúcar mascavo com ração para cães, obviamente não esquecendo de fornecer água.

Barba 8

É o apinhamento de abelhas na porta do alvado. Pode ser um sinal de excesso de calor. Se elas não voltarem para a colméia após o amenizar da temperatura, aí sim pode ser um sinal de enxameação.

Barbeiro 8

(Ordem Hemiptera, família Reduviidae). Nome vulgar de vários insetos, vetores do Trypanosoma cruzi, que é o agente etiológico causador da doença de Chagas, especialmente as espécies Triatoma infestans, T. sordida, Panstrongylus megistus e Rodnius prolixus (este último introduzido acidentalmente no Brasil, devido ao fato de ser muito resistente e facilmente criado para estudos científicos. Têm por hábito sugar o sangue humano e de outros animais, mamíferos e aves. Há espécies que vivem fora das habitações humanas, mas a maioria vive, principalmente, nas casas de pau-a-pique, nas frestas das paredes que se formam após o ressecamento da argamassa, de onde saem à noite, para picar as pessoas, geralmente na face, fato que dá origem a seu nome, que é o mais vulgar. Sin: bicho-de-parede, chupança, chupa-pinto, fincão, bicudo, furão, gaudério, percevejo-do-sertão, procotó, rondão, vunvum.

Basalar 1

Relativo à base da asa; pequenos escleritos pleurais localizados na base das asas; músculos ligados aos escleritos basalares.

Basi- 1

Prefixo indicador da porção basal de um apêndice ou estrutura.

Basicônico 1

Sensor olfativo com forma de projeção curta, digitiforme, com parede fina.

Basiflagelo 1

Parte basal do flagelo (Hemiptera).

Basímero 1

Parte basal da genitália do macho de alguns holometábolos. Em Siphonaptera, parte fixa do tergito IX dos machos, também denominado dedo imóvel ou p1 do clasper (= fórceps)

Basitarsômero 1

Artículo mais basal do tarso

Batmedometabolia 8

É a metamorfose gradual, na qual as ninfas não se assemelham aos adultos.

Batume 7

Parede de própolis ou cerume, que as abelhas sem ferrão controem como divisória entre a colméia e a superfície em que ela se apóia.

Behaviorismo 8

Consiste em um método de observação e análise, que tem como objetivo o estudo das relações entre os estímulos e as respostas do organismo ou superorganismo estudado.

Bentos 8

Conjunto de seres vivos do bioma aquático que vivem restritos ao fundo de rios, lagos ou oceanos.

Berne 8

(Ordem Diptera, famílias Cuterebridae e Oestridae). 1) Cuterebridae. Diz-se das larvas de moscas que se alimentam de tecidos do hospedeiro, causando a miíase. As larvas da maioria das espécies parasita roedores e marsupiais. A mais comum em nosso país é a Dermatobia hominis. Sin: berro, estro, torcel, ura. Ver também mosca-do-berne e miíase. 2) Oestridae. Larvas de grandes moscas semelhantes a abelhas, que se alimentam de tecidos do hospedeiro. Em algumas espécies as larvas migram no corpo do hospedeiro. São comuns em outras regiões zoogeográficas.

Besourinho-da-praia 8

(Ordem. Coleoptera, Família tenebrionídeos Phaleria brasilienses). Com aproximadamente 10 mm, de cor pardo-amarronzado,vive nas praias oceânicas, e suas larvas vivem sob a areia comendo detritos orgânicos. Incomodam os banhistas com mordidas na pele em contato com a areia. Sin besouro-da-praia.

Besourinho-do-fumo 8

(Ordem. Coleoptera, família anobiédeos, Lasioderm serricorne). Ataca as folhas do tabaco armazenado, causando grande prejuízo

Besouro 8

(Ordem Coleoptera). Do castelhano abejorro, aumentativo de abeja, do latim apicula. Insetos cujo primeiro par de asas ( élitro ) é queratinizado e funciona como um estojo protetor para o segundo par; além disto, possuem aparelho bucal mastigador. É a maior Ordem dentre os insetos, e também entre todos os outros seres vivos. Sin: cascudo, escaravelho.

Besouro-africano 8

(Ordem Coleoptera, família Scarabaeidae, Onthophagus gazella). Originário da África, foi introduzido no Brasil para consumir a grande massa fecal produzida pelos grandes herbívoros, que também são exóticos, diminuindo a infestação da mosca-do-chifre, que também e exótica (e de quebra a nossa população de rola-bosta rotulada de "incompetente"). Sin: rola-bosta-africano.

Besouro-bola 8

(Ordem Coleoptera, família Scarabaeidae, sub-família Acanthocerinae). São besouros que medem até 10mm. Quando injuriados, para se defenderem, encolhem-se tomando o aspecto esférico. Em algumas espécies, ao se contraírem, as pernas de tíbias fortemente achatadas, articulam-se de uma forma tão perfeita que quase não se vê sua descontinuidade.

Besouro-de-limeira 8

(Ordem Coleoptera, família crisomelídeos, Maecolaspis quatuordecimcostata). Atacam folhas e frutos da macieira, videira, abacateiro e eucalipto; sua coloração varia do violáceo ao verde; as larvas vivem no solo.

Besouro-pardo-da-videira 8

(Ordem Coleoptera, família escarabeídeos, Bolax flavolineatus). medindo de 13 a 15mm, ataca a videira e várias outras culturas, como o marmeleiro, a ameixeira, a soja, o eucalipto.

Besouro-saltador 8

(Ordem Coleoptera, família alticideos). Ataca espécies de Anthurium e apresenta as pernas posteriores dilatadas, o que favorece o saltar.

Bicho-capixaba 8

(Ordem Coleoptera, família Lagriidae, Lagria villosa Fabricius 1783). Besouro exótico, oriundo do continente africano, o que justifica alguns de seus nomes, que foram dados em alusão ao ditador de Uganda Idi Amin Dada. Foi referido pela primeira vez nos continentes americanos em 1976, no estado do Espírito Santo. A forma adulta mede entre 10 e 15mm, com coloração metálica bronze esverdeado. As larvas alcançam as mesmas proporções dos adultos, sendo do tipo elateriforme, de cor escura possuindo setas longas. É praga de várias lavouras, entre elas, abacaxi, bananeira, cafeeiro, cana, ervilha, fava, feijoeiro, milho, soja, sorgo, trigo e outras tantas hortaliças. Adultos e larvas são fitófagos, sendo que os adultos atacam as folhas na planta, e as larvas ficam no solo comendo seus resíduos. No final da década de 70 suas infestações eram maciças; no litoral carioca, quando ocorriam ventos sudoestes, suas populações eram lançadas no oceano e depois eram jogadas nas praias, cobrindo toda a arrebentação numa faixa de até 1 metro de largura, que se estendia por quilômetros. Hoje suas populações são mais discretas, mas ainda assim costumam causar grandes prejuízos. Sua criação em insetários é fácil, bastando um pequeno aquário com 5cm de terra vegetal, que deve ser mantida úmida, alguns adultos e folhagens como couve e alface (orgânicos), que ao serem trocados, deve-se deixar alguns restos em contato com a terra. Sin: capichabinha, idiamin, besouro-idiamin.

Bicho-da-seda 8

É a lagarta da mariposa Bombix mori. Após o nascimento, esta lagarta pode aumentar em 10.000 ou 11.000 vezes seu peso, comendo unicamente folhas de amoras Norus alba, passando pelas 5 idades (como são chamados os estágios em sericicultura) até se encasular nos bosque (emboscamento), quando finalmente se aproveita a seda e, em alguns casos, a crisálida. Sin: sirgo.

Bicho-de-cesto 8

(Ordem Lepidoptera, família Psychidae). São conhecidos assim, pois suaq larvas constroem um casulo característico, composto por um emaranhado de gravetos ou folhas, unidos por seda e envoltos ou não por ela. Outro fato interessante é que as fêmeas nunca abandonam o casulo, pois encrisalidam-se dentro dele ficando com aspecto vermiforme e ai são fecundadas e depositam os ovos. Sin: bicho-do-cesto, bicho-cesto, bicho-de-canastra, bicho-do-cigarro.

Bicho-do-pé 8

(Ordem Siphonaptera, família Hectopsilídeos, espécies tunga penetrans e tunga caecata). Pequena pulga hematófaga, cuja fêmea fecundada penetra na pele humana ou de outros hospedeiros, deixando para fora apenas o ânus, os estigmas respiratórios e o ovipositor. Seu abdome se dilata causando a tungíase (tungidíase) e passa a produzir grande quantidade de ovos, que são arremessados para fora do hospedeiro. A remoção do bicho-do-pé deve ser feita de preferência por profissional da área de saúde, devidamente treinado, mas em casos de dificuldade em obter tratamento, sua remoção deve ser feita levando-se em conta uma perfeita desinfecção local, seguida da ampliação do orifício com extrema cautela para não romper o abdome da tunga, que deve ser puxada de preferência com os dedos. A espécie Tunga penetrans, originária das América do sul e ilhas do Caribe, foi introduzida na África no século 19. Sin: bicho-de-pé, bicho-de-porco, bicho-do-porco, espinho-de-bananeira, jetecuba, nígua, pulga-de-areia, sico, taçura, tunga, xiquexique, zungue, zunga, zunja.

Bicho-pau 8

1. (Ordem Phasmida). Insetos de corpo semelhante a um graveto ou pequeno galho; possuem a cabeça curta e antenas longas, podem alcançar proporções de gigantes entre os insetos, com algumas espécies superando os 50 cm. Sua defesa é a camuflagem com o meio, potencializada com imobilidade na presença de possíveis predadores. Sin: bicho-de-pau, cipó-seco,chico-magro, joão-magro, mané-magro, manuel-magro, maria-seca, taquarinha.
(Ordem Orthoptera, família proscopidae). Diferem da Ordem anterior pela cabeça alongada, antenas curtas e fêmures apropriados para o salto. Sin maria-seca, maria-mole, gafanhoto-de-jurema, gafanhoto-de-marmeleiro.

Bicudo 8

(Ordem Coleoptera, família Curculionidae e Ordem Hemiptera, família Reduviidae ), Por este nome são conhecidos os gorgulhos e em alguns casos os barbeiros.

Biflabelada 1

Antena com projeções achatadas para os dois lados, nos antenômeros

Bíforo 1

Com duas aberturas

Biocenose 8

É sinônimo de comunidade ecologicamente equilibrada de animais e de plantas; é a associação biológica dos organismos de uma comunidade, e se divide em agregação, sociedade e simbiose.

Biodegradável 8

Substância que se decompõe pela ação de seres vivos.

Biogênese 19

É a teoria que afirma que todos os seres vivos surgem apenas a partir de outros seres vivos preexistentes.

Bioma 8

Amplo conjunto de ecossistemas terrestres, caracterizados por tipos fisionômicos semelhantes de vegetação, com diferentes tipos climáticos. É o conjunto de condições ecológicas de ordem climática e características de vegetação: o grande ecossistema com fauna, flora e clima próprios. Os principais biomas mundiais são: tundra, taiga, floresta temperada caducifólia, floresta tropical chuvosa, savana, oceano e água doce.

Biomassa 8

Quantidade de matéria orgânica presente num dado momento, numa determinada área, e que pode ser expressa em peso, volume, área ou número.

Bioprospecção 8

Atividade exploratória que visa identificar componente do patrimônio genético e informação sobre conhecimento tradicional associado, com potencial de uso comercial. (medida provisória nº 2186-16, de 23 de agosto de2001).

Biosfera 8

Conjunto formado por todos os ecossistemas da Terra. Constitui a porção do planeta habitada por seres vivos.e fisicamente formado pela atmosfera (troposfera), crosta terrestre (litosfera), água (hidrosfera). Sin: ecosfera

Biota 8

Conjunto de seres vivos que habitam um determinado ambiente ecológico, em estreita correspondência com as características físicas, químicas e biológicas deste ambiente.

Biótico 8

É o componente vivo do meio ambiente; um processo ou fenômeno causado por organismos vivos.

Biótipo 8

Grupo de indivíduos geneticamente iguais.

Biótopo 8

O lugar em que uma comunidade vive.

Bipectinada 1

Antena em forma de pente duplo, com um alongamento em cada lado do antenômero.

Birigui 8

(Manta, Aliblanco, Jején, Manta blanca, Palomilla, Capotillo, Chitra, Pito, Pringador, Quemador, Alú, Aludo - Colômbia; Titira, Plumilla, Angelillos, Puma, Rapache, Jenjen, Capa blanca, Lalapo, Wanwa, Pumamanchachi, Pumakanikum, Chuspi, Quitis, Manta blanca, Mosco, Ushpa, Uta - Peru). (Ordem Diptera, família Psycodidae, subfamília Phlebotominae). Do tupi mberu'wi, 'mosca pequena'. Mosquito hematófago de porte pequeno, com o corpo recoberto por cerdas finas e compridas. Quando em repouso, suas asas ficam em posição de "V". São conhecidos mais de 450 psicodídeos nas Américas, que transmite diversas doenças, dentre elas a Leishmaniose. Sin: asa-branca, barigui, bererê, flebótomo, tatuquira, mosquito-palha.

Bitu 8

(Ordem hymenoptera, Família Formicidea, Gênero Atta). Por esse nome é conhecido o macho alado das formigas saúvas. Sin. Catipará, caxipará, escumana, içábitu, sabitu, savitu e vitu. A fêmea é conhecida como tanajura.

Bivoltina 1

Espécie em que ocorrem duas gerações por ano.

Bivoltino 8

Organismo que tem duas gerações por ano.

Blatoide 1

Semelhante a uma barata

Borboleta 8

(Ordem Lepidoptera) Denominação que deve ser aplicada somente aos insetos da ordem dos Lepidópteros, cujas espécies são de hábito diurno e, geralmente, ao pousarem, suas asas ficam em posição perpendicular ao corpo. Possuem antenas clavadas, pertencendo a antiga divisão Rhopalocera. Coletivo: boana, cardume, panapaná, panapanã.

Borboleta-da-praia 8

(Ordem Lepidoptera, Parides ascanius) Bela borboleta negra com detalhes brancos e rosa escuro e com cauda de andorinha. É uma espécie encontrada apenas no estado do Rio de Janeiro e corre grave risco de extinção devido a destruição da sua planta alimento a Jarrinha-da-praia que cresce em áreas pantanosas, que são drenadas na ocupação deste habitat.

Borrachudo 8

(Ordem Diptera, família Simuliidae). Nome usado para designar vários insetos pequenos, de coloração escura, alguns possuem manchas brancas na(s) perna(s) e, ou abdome; tem um aspecto corcunda. Suas fêmeas são hematófagas, e quando atacam causam enorme desconforto, podendo levar a sérios quadros alérgicos em pessoas suscetíveis. Seus ataques massivos podem colocar em risco de vida até pessoas que não tenham alergia, devido à perda excessiva de sangue. Desovam em água corrente, onde suas larvas se criam presas a pedras, folhas ou outro substrato. Sin: pinhum, pium, promotor.

Borrifador 8

Em apicultura, é o aspersor utilizado para borrifar com água fria as abelhas, acalmando-as. É usado principalmente em episódios de pilhagem, para afugentar as intrusas. Usa-se ainda aspergir com água e algumas gotas de essência de hortelã-pimenta ou água açucarada, quando se une duas famílias, para que adquiram o mesmo cheiro. Sin: aspersor. Ver também pulverizador.

Brânquia 1

Órgão especializado em trocas gasosas, às vezes presente em imaturos de alguns insetos aquáticos.

Braquícero 1

Com antenas curtas.

Braquíptero 1

Com asas curtas.

Brocossomos 1

Grânulos microscópicos que recobrem o corpo de algumas cigarrinhas (Hemiptera). São produzidos por segmentos glandulares especializados dos túbulos de Malpighi, liberados através do ânus e depois espalhados sobre o corpo.

Búcula 1

Crista presente no lado ventral da cabeça, uma em cada lado da probóscide (Hemiptera).

Bula 1

Um trecho despigmentado curto de uma veia da asa (Hymenoptera); parte do duto seminal (Lepidoptera).

Bulga 1

Parte da espermateca.

Bursa copulatrix 1

Câmara genital expandida da fêmea de algumas ordens de insetos, formando uma bolsa que recebe o edeago (ou pênis) durante a cópula.

Búrsicon 1

Hormônio (neuropeptídeo) que controla a esclerotização e expansão da cutícula.


C 155

Barata-d'água 8

Por este nome são conhecidos vários hemípteros aquáticos, entre os quais as espécies Lethocerus maximus, L. grandis e L. delponteisao, consideradas as gigantes do grupo. Atacam peixes, rãs etc., dos quais suga-lhe os líquidos orgânicos. Devem ser manuseadas com cautela, pois podem dar dolorosas bicadas.

Cabeça 8

A porção anterior das três divisões principais do corpo dos insetos, que apresenta os olhos, as antenas e as peças bucais.

Cabeça-de-negro 8

(Ordem Isoptera, gênero Nasutitermes). Designação dada ao ninho do cupim-narigudo, gênero Nasutitermes, quando arborícolas e escuros.

Cadeia alimentar 8

É a transferência da energia alimentar que existe no ambiente natural, numa seqüência na qual alguns organismos consomem e outros são consumidos. Essas cadeias são responsáveis pelo equilíbrio natural das comunidades e o seu rompimento pode trazer o desequilíbrio natural das comunidades, com conseqüências drásticas, como é o caso quando da eliminação de predadores de insetos. A cadeia alimentar é formada por diferentes níveis tróficos (trophe, nutrição). A energia necessária ao funcionamento dos ecossistemas é proveniente do sol e é captada pelos organismos clorofilados (autótrofos) que, por produzirem alimento, são chamados produtores (1º nível trófico). Estes servem de alimento aos consumidores primários (2º nível trófico ou herbívoros), que servem de alimento aos consumidores secundários (3º nível trófico) que servem de alimento aos consumidores terciários (4º nível trófico) e assim sucessivamente. Todos os organismos, ao morrerem, sofrem a ação dos saprófagos (sapros, morto, em decomposição; phagos, devorador), que constituem o nível trófico dos decompositores.

Cairomônio 8

É uma substância ou mistura química de substâncias usadas em comunicação (infoquímico de ação interespecífica, ou seja um aleloquímico) no meio de indivíduos que pertence a espécies diferentes. Evoca uma resposta que é adaptativa, desfavorável para o emissor mas favorável para o receptor. Ex: os feromônios sexuais de percevejos funcionam como cairomônios para vespinhas parasitóides, que se mantêm à espera da oviposição.

Calazas 1

Protuberâncias com uma cerda presentes no tegumento de algumas larvas de Lepidoptera e Coleoptera. Também chalazas

Cálice 1

Parte do ovário que funciona como um receptáculo de todos os pedicelos

Calíptera 1

Um ou dois pequenos lobos na base da asa, localizados exatamente acima do haltere. Sin: álula ou escama.

Caliptra 1

Lobo basal no lado posterior da asa (Diptera).

Campaniforme 1

Sensor mecânico

Campodeiforme 1

Tipo de larva com corpo achatado e alongado, pernas e antenas bem desenvolvidas.

Camuflagem 8

É um procedimento de dissimulação e ocorre quando um inseto possui a mesma cor (homocromia) e, ou a mesma forma (homotipia) das coisas do meio em que vive, podendo ser obtido pelo comportamento (como no caso do bicho-pau, que ao sopro do vento imita os movimentos de um galho real). Sin: mimecrismo.

Canibal 8

É o inseto que consome alimentos de origem animal (zoófago), podendo devorar outro de sua espécie (ver alimentação).

Canibalismo 8

Uma variação do predatismo, em que o indivíduo mata e consome outro da mesma espécie.

Cantus 1

Estrutura tegumentar que divide os olhos de alguns insetos em uma parte superior e outra inferior (Coleoptera).

Capitada 1

Antena ou outro apêndice com uma dilatação distal abrupta, formando uma “cabeça”.

Carapanã-pinima 8

Mosquito pintado, plural: carapanãs-pinimas, carapanãs-pinima. Ver mosquito

Caráter 1

Em Taxonomia, uma característica observável que varia e pode ser usada para diferenciar táxons. Em Sistemática Filogenética o termo é usado com dois significados distintos na literatura: 1) a diferença entre duas condições de uma estrutura homóloga (equivalente a estado); 2) a estrutura que varia (equivalente a série de transformação).

Cardo 1

Parte basal da maxila.

Carena 1

Uma linha elevada do tegumento ou quilha.

Carena epicnemial 1

Carena presente entre o prepecto e o restante do mesepisterno (Hymenoptera).

Carena omaular 1

Carena transversal presente na região de transição entre as superfícies anterior e lateral do mesepisterno (abaixo do lobo pronotal) (Hymenoptera: Apoidea).

Carnívoro 8

Diz-se dos insetos que consomem alimentos de origem animal (zoófago), neste caso, carne (Ver também alimentação)

Carreiro 8

São as trilhas por onde caminham as formigas.

Casta 1

Um das formas de indivíduos em espécies de insetos sociais, geralmente com morfologia e função diferenciada na colônia, como soldados, operários e reprodutores.

Casulo 1

Cobertura protetora, composta parcial ou totalmente de seda, produzida pela larva para a proteção da pupa.

Casulos de 1ª 8

Em sericultura, são os casulos perfeitos em forma, coloração e textura.

Casulos de 2ª 8

Em sericultura, são os casulos que apresentam imperfeição(ões) em um ou mais parâmetros de classificação (forma, coloração e textura).

Casulos duplos 8

Em sericultura são os casulos que abrigam duas crisálidas.

Catabolismo 8

É a fase do metabolismo na qual ocorre a degradação das moléculas de nutrientes, disponibilizando assim a energia contida nelas, para o uso do organismo.

Categoria 1

Um nível na estrutura hierárquica da classificação, como Filo, Classe, Ordem etc.

Catepímero 1

Parte inferior do epímero, quando dividido longitudinalmente.

Catepisterno 1

Parte inferior do episterno, quando dividido longitudinalmente.

Cavernícola 8

Organismo que vive no interior de cavernas, ou de passagens subterrâneas.

Cecidogenia 1

Formação de galhas.

Cecos 1

Ramificações tubulares presentes na região anterior do mesêntero de alguns insetos, também chamados de cecos gástricos.

Cefaloteca 1

A cobertura da cabeça na pupa.

Cefalotórax 1

Região do corpo resultante da fusão da cabeça com o tórax.

Celocônico 1

Tipo de receptor (sensor) nas antenas sensível à temperatura e umidade.

Célula discal 1

Célula presente na região basal ou central da asa (normalmente, entre as veias mediais) de vários grupos de insetos (Diptera, Hemiptera, Hymenoptera, Lepidoptera).

Células de Semper 1

Células componentes do cone cristalino do olho composto, ocorrendo em conjuntos de quatro células abaixo da córnea.

Cencros 1

Par de estruturas circulares ou ovais situadas na porção sublateral do metanoto (Hymenoptera)

Cenobionte 1

Parasitoide que permite que o hospedeiro continue se desenvolvendo após a oviposição.

Cerambicoide 1

Larva semelhante à de besouros da família Cerambycidae.

Cerários 1

Estruturas presentes em cochonilhas, formadas por cerdas cônicas, às vezes também com cerdas filiformes e poros triloculares, de onde partem longos filamentos laterais de cera (Hemiptera).

Cercômero 1

Artículo do cerco.

Cercos 1

Par de apêndices metaméricos do segmento 10 do abdome de alguns insetos, às vezes multiarticulados, geralmente de função sensorial.

Cerda 1

Projeção cuticular em forma de pelo, geralmente de função sensorial.

Cerdas plantares 1

Cerdas associadas ventralmente no tarso (Siphonaptera).

Cerdiforme 1

De forma semelhante a uma cerda.

Cerdoso 1

Condição de estruturas cobertas por cerdas.

Cervical 1

Relativo ou pertencente ao pescoço.

Cérvix 1

Pescoço. Também cerviz.

Chato 8

(Orden Phthiraptera, família Phthiriidae, Phthirus pubis).É um ectoparasito hematófago que se especializou para a parte pubiana do corpo humano (é exclusivo do ser humano). Sua infestação é conhecida como fitiríase. Em infestações severas os chatos podem ocupar pêlos axilares, sobrancelhas e barba. É vetor do tifo exantemático (Rickettsia prowazeki), febre recorrente (Borrelia recurrentis) e febre das trincheiras (Rickettsia quintana). Sin: carango, piolho-das-virilhas, piolho-de-soldado, piolho-do-púbis, piolho-ladro, piolho-pubiano, piolho-de-cós

Chevrons 1

Marcas angulares, simétricas e sequenciais, em forma de <, >, V ou ? (dependendo do lado e da posição) presentes no fêmur posterior de alguns Orthoptera.

Chocadeira 8

Em sericicultura, é como se chama a construção destinada à eclosão dos ovos (sementagem) ou mesmo à criação das larvas de 1° estágio do bicho-da-seda. Sin: incubadeira.

Cibário 1

A cavidade formada entre a hipofaringe e a epifaringe.

Ciclo vital heterodinâmico 8

É o ciclo vital que há período de dormência.

Ciclo vital homodinâmico 8

É o ciclo vital que não há período de dormência.

Cingulo 1

Estrutura presente no edeago de alguns insetos.

Circadiano 8

É o ciclo que tem periodicidade de 24 horas.

Circanual 8

É o ciclo que tem periodicidade de 1 ano.

Citologia 8

Estudo das células, sua constituição e funcionamento.

Cladística 1

Método de reconstrução das relações filogenéticas baseado no princípio da parcimônia e no compartilhamento de apomorfias.

Clado 1

Um grupo monofilético.

Cladogênese 1

A divisão de espécies ancestrais em espécies descendentes.

Cladograma 1

Um diagrama em forma de árvore que representa uma hipótese de relações filogenéticas entre táxons a partir de sinapomorfias.

Clasper 1

Estrutura presente na terminália ou no abdome do macho de alguns insetos que auxilia na manutenção da fêmea em posição durante a cópula.

Classe 8

Uma divisão do reino animal, abaixo de um Filo e acima de uma Ordem, por exemplo a classe Insecta.

Classificação 8

É o agrupamento de organismos em categorias naturais em função de características por eles compartilhadas.

Clavada 1

Em forma de clava, com a região apical dilatada.

Clavado 8

Que possui a parte distal aumentada (em forma de clave).

Claviforme 1

O mesmo que clavada.

Clavo 1

Parte posterior da asa anterior (Hemiptera)

Cleptoparasita 1

Um organismo que parasita o trabalho efetuado pelo hospedeiro na preparação do alimento larval, portanto adotando a mesma dieta larval do hospedeiro.

Cleptoparasitismo 8

É quando uma fêmea usa os recursos do ninho de outro individuo (materiais do ninho ou alimento), que pode ser da mesma espécie ou de espécie diferente, para fornecer para seus filhotes, deste modo usurpando os esforços dos donos e evitando usar os próprios.

Cletrófago 8

Diz-se dos insetos que consomem alimento de origem vegetal (fitófago), neste caso, produtos armazenados (ver também alimentação).

Clímax 8

Uma comunidade que atingiu um estágio de estabilidade.

Clípeo 1

Esclerito localizado entre a fronte e o labro.

Cloaca 1

Câmara presente em alguns insetos, onde se abrem tanto o duto genital quanto o ânus.

Clone 8

Organismo resultante da reprodução assexuada de um indivíduo.

Clúnio 1

Estrutura presente na extremidade distal do tergito VIII (Psocodea/Psocoptera).

Codícola 1

Porção terminal alongada do abdome (cauda) da maioria dos pulgões (Hemiptera).

Coespecífico 8

São as interações entre indivíduos de mesma espécie.

Coevolução 8

Processo em que os membros de duas espécies (ou mais) contribuem reciprocamente para as forças de seleção que exercem um sobre o outro.

Coletora 8

É o terceiro par de pernas das abelhas e mamangabas, e servem para recolher e transportar grãos de pólen. A superfície externa da tíbia contém longos pêlos, formando uma espécie de cesto denominado corbícula, onde o pólen é transportado.

Colóforo 1

Projeção ventral do segmento abdominal I (Collembola).

Colônia 1

Grupo de indivíduos (maior que um casal) que coopera na criação dos imaturos e geralmente constrói um ninho.

Coloração aposemática 8

É a coloração chamativa do organismo que alerta outros organismos do perigo.

Coloração críptica 8

É a coloração do organismo, que é semelhante ao ambiente em que se encontra, dando-lhe a característica de passar desapercebido.

Competição 8

É a interação onde duas espécies competem pelo mesmo nicho.

Comportamento deimático 8

É quando o organismo apresenta uma atitude ameaçadora, tentando desencorajar um predador.

Comportamentos de sabotagem 8

São os comportamentos de manipulação das plantas pelos insetos que visam desativar ou sabotar suas defesas químicas, tais como sangramento dos lactíferos (vasos que transportam o látex), estrangulamento por torniquete e corte de trincheiras. Através destes comportamentos alguns insetos podem exercer sua herbivoria de forma impune. Sin: sabotagem, desativação.

Comunal 1

Nível de comportamento social em que adultos da mesma geração compartilham ninhos, mas não cooperam no cuidado com a prole.

Comunicação 8

Transferência de informação entre animais, usando sinais visuais, táteis, auditivos ou químicos.

Conatos 1

Escleritos, segmentos ou artículos fundidos e imó- veis um em relação ao outro.

Condições in situ 8

significa as condições em que recursos genéticos existem em ecossistemas e habitats naturais e, no caso de espécies domesticadas ou cultivadas, nos meios onde tenham desenvolvido suas propriedades características.

Côndilo 1

Articulação formada por uma protuberância arredondada encaixada numa cavidade.

Cone cristalino 1

Parte do omatídio localizada abaixo da córnea, formada por quatro células

Conexivo 1

Laterotergitos (pleuritos) que fazem a conexão entre tergo e esterno (Hemiptera).

Conglobar 1

Dobrar o corpo para uma forma aproximadamente esférica (Coleoptera).

Congloboso 1

Capaz de assumir uma forma aproximadamente esférica (Coleoptera).

Conhecimento tradicional associado 8

Informação ou prática individual ou coletiva de comunidade indígena ou de comunidade local, com valor real ou potencial, associada ao patrimônio genético.

Conservação da natureza 8

O manejo do uso humano da natureza, compreendendo a preservação, a manutenção, a utilização sustentável, a restauração e a recuperação do ambiente natural, para que possa produzir o maior benefício, em bases sustentáveis, às atuais gerações, mantendo seu potencial de satisfazer as necessidades e aspirações das gerações futuras, e garantindo a sobrevivência dos seres vivos em geral. (LEI Nº 9.985, DE 18 DE JULHO DE 2000).

Conservação ex situ 8

Significa a conservação de componentes da diversidade biológica fora de seus habitats naturais. (Convenção de Diversidade Biológica).

Conservação in situ 8

Significa a conservação de ecossistemas e habitats naturais e a manutenção e recuperação de populações viáveis de espécies em seus meios naturais e, no caso de espécies domesticadas ou cultivadas, nos meios onde tenham desenvolvido suas propriedades características.(Convenção de Diversidade Biológica).

Controle 8

Experiência ou teste paralelo que é usado como padrão para a comparação com os resultados experimentais.

Coprófago 1

Que se alimenta de fezes.

Coração 7

É a parte posterior ou abdominal do vaso dorsal que promove a circulação de hemolinfa.

Corbícula 1

Estrutura para coleta de pólen formada por uma depressão da tíbia posterior, margeada por cerdas longas (Hymenoptera: Apidae).

Coriácea 1

Com textura semelhante a couro. Asas coriáceas.

Cório 1

Região proximal coriácea da asa de Heteroptera (Hemiptera).

Córion 1

Casca do ovo.

Cornéolas 1

Lente córnea de cada olho simples (Collembola).

Cornículos 1

Par de estruturas tubulares, na parte posterior do abdome de pulgões (Hemiptera).

Coronal 1

O ramo mediano da linha ecdisial no vértice, entre os olhos.

Corpo de Becarian 8

Estrutura especializada, para nutrir insetos que servem de defesa da planta, encontrado em plantas do gênero Macaranga.

Corpo de Beltian 8

Estrutura especializada, para nutrir insetos que servem de defesa da planta, encontrado em plantas do gênero Acácia.

Corpo de Müller 8

Estrutura especializada, para nutrir insetos que servem de defesa da planta, encontrado em plantas do gênero Cecropia (Imbaúba).

Corpo perolado 8

Estrutura especializada, para nutrir insetos que servem de defesa da planta, encontrado em 50 gêneros de 19 famílias de dicotiledôneas.

Corpora allata 1

(Plural) Par de glândulas usualmente dispostas uma de cada lado do esôfago. Produzem o hormônio juvenil. A tradução como “corpos alados” seria inadequada, pois não possuem, de fato, asas. Sing., corpus allatum.

Corpora cardiaca 1

Par de órgãos neuroglandulares localizados atrás do cérebro, geralmente junto à aorta. A tradução como “corpos cardíacos” seria inadequada, pois não estão, de fato, ligados ao coração. Sing., corpus cardiacum.

Corredores ecológicos 8

Porções de ecossistemas naturais ou seminaturais, ligando unidades de conservação, que possibilitam entre elas o fluxo de genes e o movimento da biota, facilitando a dispersão de espécies e a recolonização de áreas degradadas, bem como a manutenção de populações que demandam para sua sobrevivência áreas com extensão maior do que aquela das unidades individuais. (LEI No 9.985, DE 18 DE JULHO DE 2000).

Correição-da-chuva 8

Este nome lhe é atribuída porque são vistas comumente após fortes chuvas, em marcha, predando outros insetos, entretanto, seu carreiro normalmente é subterrâneo e milhões de formigas podem estar passando debaixo de seus pés, sem serem notadas. Seu atributo de predadora (que valeu o nome da espécie mais comum Labidus praedator), é conhecido pelos habitantes rurais, que as toleram, considerando a invasão de suas casas, mais uma benção do que um castigo, pois fazem um eficiente serviço de “desinsetização”, comendo baratas, aranhas e até barbeiros. Um hábito comum da L. praedator é o de cortar as pernas de suas presas para mantê-las imóveis e, desta forma, ter um suprimento de alimento por tempo relativamente longo (uma forma de despensa para as formigas). Suas colônias podem ter mais de 2 milhões de indivíduos, divididos em várias castas, sendo que os maiores são soldados, que podem morder de forma a cortar facilmente a pele humana. Ao contrário de suas primas africanas, as formigas-safari, a correição-da-chuva apenas esporadicamente pode comer vertebrados.

Corticícola 1

Associado à casca de árvores.

Costal 1

Veia longitudinal que normalmente forma a margem anterior da asa.

Coxa 8

É o primeiro segmento da perna, e se localiza basalmente às porções do tórax.

Coxa vera 1

Em Neoptera, divisão anterior das coxas meso e metatorácica.

Coxopoditos 1

Escleritos presentes no abdome de alguns insetos, considerados homólogos às coxas de pernas em ancestrais mais na base da evolução dos artrópodes.

Cremaster 8

É uma estrutura de fios tecidos para prender a pupa (crisálida) a um substrato.

Cremulado 8

Ondulado, ou com pequenas elevações arredondadas.

Crenulada 1

Ondulada ou com numerosos recortes arredondados.

Criada 8

Denominação dada, na sericultura, à criação de um lote de lagartas de bicho-da-seda

Cribriforme 1

Em forma de peneira.

Criptonefrídio 1

Associação dos túbulos de Malpighi com o reto, em alguns insetos (Coleoptera, Hymenoptera e Lepidoptera), que aumenta a reabsorção de água das fezes.

Criptopleura 1

Pleura oculta do protórax. Em Orthoptera a pleura é coberta pelo pronoto. Em Coleoptera (Polyphaga) a pleura é reduzida e interna (nesse caso também chamada de endopleura).

Crisálida 8

A pupa de um borboleta.

Crochês 1

Espinhos em forma de ganchos, nas pernas abdominais de lagartas (Lepidoptera).

Cromatóforo 8

É a célula responsável pela mudança da cor, pela expansão ou aglutinação de pigmentos.

Ctenídio 1

Fileira de cerdas rígidas, semelhante a um pente (Siphonaptera).

Ctenidiobótrias 1

Cerdas grossas inseridas em um soquete com um anel de espinhos, presentes nas tíbias de alguns Psocodea/Psocoptera.

Cubital 1

Veia longitudinal da asa, em posição posterior à veia média.

Cuidado parental 8

É o investimento realizado por um ou ambos os pais e que aumenta a probabilidade de sobrevivência da prole, reduzindo os riscos de predação e parasitismo. O cuidado parental inclui algumas atividades, tais como seleção de local de desova, manutenção do território, limpeza e proteção dos ovos ou transporte dos mesmos e alimentação de larvas ou ninfas.

Culicídeos 12

(Culicidae) é uma família de insetos habitualmente chamados de muriçocas, mosquitos ou pernilongos. As fêmeas em muitas regiões são designadas vulgarmente como melgas. Como os outros membros da ordem Diptera, os mosquitos têm um par de asas e um par de halteres. Em geral, apresentam dimorfismo sexual acentuado: as fêmeas apresentam antenas pilosas e são muito mais corpulentas que os machos, que apresentam antenas plumosas.

Cultriforme 1

Em forma de faca.

Cúneo 1

Parte apical aproximadamente triangular da região coriácea da asa, delimitada por uma linha (Hemiptera).

Cupim 8

Insetos sociais, cuja alimentação é baseada na habilidade de digerir celulose. Coletivo: cupinzeiro, cupim, termiteiro. Sin: térmita, térmite. Os indivíduos sexualmente ativos e alados são chamados aleluia, sililuia, ciriluia, sarassará, rebibiu, siririca, siriri, sirica. Foto. . O seu estudo, é feito pela termitologia, pelo profissional denominado termitólogo. Veja também isópteros.

Cupinzeiro 8

Habitação dos cupins, indo desde tocas ou galerias subterrâneas até grandes construções, que podem se elevar a mais de 8 metros, abrigando centenas de milhares de indivíduos. Sin: termiteiro, cupim.

Cupuliforme 1

Em forma de copo.

Cursorial 1

Apêndice adaptado para correr. Perna cursorial.

Cursório 8

Que tem adaptações para correr, como longas pernas ambulatórias.

Cuspidado 8

Estrutura com terminação em ponta.

Cutícula 8

É a camada protetora externa, da parede do corpo dos insetos, é e formada basicamente de Quitina.


D 38

Dáctilos 1

Projeções em forma de dedo presentes na tíbia anterior de Gryllotalpidae (Orthoptera).

Dealado 8

Inseto que se privou das próprias asas, após o vôo de dispersão.

Decíduo 8

Que possui uma ou mais partes, que podem cair ou serem eliminadas.

Decumbente 1

Inclinado ou deitado; termo empregado frequentemente para descrever a forma da pilosidade.

Defesa 8

Comportamento que reduz a probabilidade de um organismo ser magoado ou predado por outro organismo.

Dengue 8

Doença infecciosa causada por um arbovírus do gênero flavivirus, constituído por quatro espécies tipos 1, 2, 3 e 4, transmitidas por mosquitos do gênero Aedes, que se prolifera em pequenos acúmulos de água parada.

Desdiferenciação 8

É o retorno de uma condição de células especializadas para uma condição de células mais generalizadas; é comum na regeneração.

Desertícula 8

Relativo ao organismo habitante do deserto.

Detritívoro 8

Diz-se dos insetos que consomem alimento de origem animal (zoófago), neste caso, detritos como pelos, escamas, etc (ver também alimentação).

Deuteroninfa 8

É o terceiro estádio de um ácaro.

Deutocérebro 1

Região intermediária do cérebro; contém os lobos antenais.

Diagnose 1

Em Sistemática, um resumo das características que seriam necessárias e suficientes para o reconhecimento de um táxon e sua diferenciação em relação a outros.

Diapausa 1

Um período de parada no desenvolvimento ontogenético dos insetos.

Dicondílica 1

Articulação feita com dois côndilos.

Dicóptico 1

Com os olhos separados na parte superior (Diptera).

Digitiforme 1

Em forma de dedo.

Dímero 1

Com apenas dois segmentos ou artículos.

Dimorfismo 1

Existência de dois tipos de indivíduos morfologicamente distintos na mesma espécie, por exemplo, com indivíduos alados e ápteros. No dimorfismo sexual, macho e fêmea são diferentes, em particular na morfologia externa.

Dimorfismo não sexual 8

Toda coexistência de duas formas adultas, sejam simultâneas, como pecilandria ou peciloginia, sejam sucessivas, como mudanças nas cores de verão em Lepidoptera.

Dimorfismo sexual 8

Conjunto de diferenças entre macho e fêmea de uma mesma espécie gonocórica.

Dióico 8

Espécie diferenciada em macho e fêmea.

Discrimen 1

Sulco longitudinal médio ventral do pterotórax que corresponde a uma invaginação do esterno.

Dispersão 1

Em Ecologia, movimentação de um organismo para longe do local de nascimento, o que possibilita ocupação de novos espaços. Em Biogeografia, deslocamento para uma área geográfica até então não ocupada por uma espécie.

Distal 1

O mesmo que apical.

Disti- 1

Prefixo indicador da porção distal de um apêndice ou estrutura.

Distiflagelo 1

Região distal do flagelo antenal (Hemiptera).

Dítisco 8

(Ordem Coleoptera, família Dytiscidae). São besouros ditiscídeos, comuns em lagos e rios, sendo mais encontrados nos remansos.

Diurno 8

Organismo cujo pico de atividade ocorre durante o dia.

Diversidade biológica 8

Significa a variabilidade de organismos vivos de todas as origens,compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte; compreendendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas.(Convenção de Diversidade Biológica).

DNA 8

Abreviação do inglês Dioxyribonucleic Acid (ver ADN).

Domiciliação 8

É a adaptação de espécies ao convívio humano. Ver também sinantropia.

Dormência 8

Fase de inatividade biológica.

Dorsal 8

Relativo ao dorso.

Dorso 8

É a superfície superior, lado oposto ao ventre.

Dragão-da-lua 8

(Ordem Coleoptera, família Tenebrionidae, Ulomoides (= Palembus) dermestoides). São besouros exóticos, trazidos pelos colonizadores orientais devido aos seus atributos terapêuticos (cura de asma, artrite, tuberculose e impotência sexual). Para tais fins o besouro adulto é consumido vivo ou colocado no chá quente, alguns de meus clientes (não orientais) os colocavam em café quente. Na Argentina, onde são chamados de gorgojos, são consumidos vivos, em iogurte, leite ou encapsulado para a terapia do câncer. No Brasil esteve na moda no início da década de 80, devido a algumas matérias em jornais e revistas. São fáceis de ser criados, porém para fins terapêuticos devem consumir apenas amendoim (Arachis hypogaea L.) de boa qualidade, sem a aflotoxina produzida por fungos (Aspergillus), e preferencialmente o fruto inteiro, "bainha", no interior do qual irão fazer a metamorfose. Suas larvas são excelentes como alimento vivo para outros animais. Sin: bichinho-do-amor, bicho-do-amendoim.

Drosófila 8

(Ordem Diptera, família Drosofilidae).Pequenas moscas do gênero Drosophila, encontradas em frutas em decomposição. Algumas espécies são facilmente criadas, e desenvolvem várias gerações por ano, devido a essa peculiaridade, são muito usadas em experimentos de genética. Sin: mosca-da-banana, mosca-do-vinagre, mosca-da-fruta.

Duto deferente 8

O duto que conduz o esperma, saindo do testículo.

Duto ejaculatório 1

Parte terminal do duto espermático do macho.


E 139

Ecdise 1

Etapa final do processo de muda, no qual a cutícula velha é descartada.

Ecdisona 1

Hormônio esteroide produzido pelas glândulas protorácicas, que induz o processo de muda.

Eclosão 8

É o aparecimento do adulto (imago) da pupa ou da última pele de ninfa. Sin: emergência.

Ecobiose 8

Conjunto de relações que se passam entre os seres vivos e o meio ambiente em que vivem.

Ecocida 8

É uma substância que tem a capacidade de matar todos os componentes de um sistema biológico.

Ecologia 8

Ramo da biologia que estuda as interações entre os seres vivos, e entre os seres vivos e o meio ambiente em que vivem.

Ecosfera 19

A palavra ecosfera pode ser considerada sinônimo de biosfera. É um sistema ecológico contido em um planeta. Neste ecossistema global, as diversas formas de energia e matéria que constituem um determinado planeta interagem continuamente. As forças das quatro interações fundamentais fazem com que as diversas formas de matéria se estabeleçam em camadas identificáveis.

Ecossistema 8

Um conjunto dos relacionamentos que se passam entre os seres vivos e o meio ambiente, e que incluem os fatores de equilíbrio atmosférico, meteorológico, geológico e biológico. 2 significa um complexo dinâmico de comunidades vegetais, animais e de microorganismos e o seu meio inorgânico que interagem como uma unidade funcional. (Convenção de Diversidade Biológica)

Ecótono 8

Região de transição entre dois ecossistemas diferentes.

Ecótopo 8

Determinado tipo de habitat dentro de uma área geográfica ampla.

Ectadenia 1

Glândulas acessórias do macho de origem ectodérmica

Ectognato 1

Com o aparelho bucal exposto.

Ectoparasita 8

Um parasita que vive do lado de fora de seu hospedeiro.

Edeago 1

O órgão copulador presente em insetos machos (pênis); parte distal do falo.

Efeito de massa 8

Diz-se dos efeitos que modificam o meio, devido a uma superpopulação, causando o controle desta que muitas vezes pode ser catastrófico para a população envolvida.

Elitrácea 1

Asa semelhante a élitro (Hemiptera).

Élitro 1

A asa anterior engrossada, endurecida e sem veias (Coleoptera).

Emarginado 1

Com a margem recortada.

Embólio 1

Na asa anterior, região estreita do cório ao longo da margem anterior delimitada por uma sutura (Hemiptera: Heteroptera).

Emboscamento 8

É o encasulamento das lagartas de bicho-da-seda nos bosques.

Empódio 1

Estrutura presente entre as garras de alguns insetos, em forma de um espinho ou almofada.

Empupar 8

É a transformação em pupa.

Encasulamento 8

É a confecção do casulo.

Endêmico 1

Táxon de distribuição geográfica restrita a uma certa região.

Endito 1

Qualquer lobo interno nas pernas de artrópodes.

Endocutícula 1

Camada interna da cutícula que permanece indiferenciada e flexível.

Endoderme 1

A camada do embrião que reveste a cavidade digestiva invaginada que dá origem ao mesêntero e a outros órgãos internos.

Endofagia 1

Alimentação dentro do organismo hospedeiro.

Endofalo 1

Uma câmara interna do falo invaginada no final do edeago, na qual se abre o duto ejaculatório.

Endofítico 1

Alimentação ou oviposição dentro de tecido de uma planta.

Endofurca 1

Estrutura interna bifurcada ligada ao esterno torácico. Também chamada de furca.

Endômeros 1

Escleritos pares em terminálias, que se articulam anteriormente com o apódema basal, sendo lateralmente protegidos pelos parâmeros (genitália do macho de Psocodea/Phthiraptera).

Endoparasita 1

Parasita que vive no interior do hospedeiro.

Endopterigota 1

Inseto cujas asas se desenvolvem internamente durante os estágios imaturos (holometábolo).

Endossimbiose 8

Relação de simbiose, em que um dos parceiros se encontra dentro do outro, e como exemplo temos os proctistas, que habitam o trato intestinal dos cupins.

Enócito 1

Célula grande de origem epidérmica, ligada à epiderme ou solta na hemolinfa.

Ensiforme 1

Em forma de espada.

Entognatia 1

Condição em que as peças bucais estão envolvidas por dobras da cápsula cefálica.

Entomologia 10

Entomologia é o estudo dos insetos e sua relação com os humanos, o meio ambiente e outros organismos. Entomologistas fazem grandes contribuições para áreas tão diversas como agricultura, química, biologia, saúde humana/animal, ciência molecular, criminologia e ciência forense. O estudo dos insetos serve de base para desenvolvimentos no controle biológico e químico de pragas, produção e armazenamento de alimentos e fibras, epidemiologia farmacêutica, diversidade biológica e uma variedade de outros campos da ciência.

8

É o zoólogo que faz o estudo científico dos insetos. Sin: entomologista.

Enxameação 8

É o processo de formação de novas colônias por sociotomia, característico das abelhas Apis mellifera, no qual após o vôo nupcial a agora rainha recém fecundada volta a sua colônia de origem, para sair com parte das operarias à procura de um local para formar sua nova colônia. Veja também vôo nupcial, vôo de dispersão e sociotomia.

Enzima 8

Um catalisador orgânico, normalmente uma proteína formada e secretada por uma célula viva.

Epândrio 1

O tergito IX abdominal do inseto macho.

Epicrânio 1

Termo de uso variável, geralmente se referindo à parte superior da cabeça, incluindo fronte, vértice e genas.

Epicutícula 1

Camada mais externa da cutícula, fina e não quitinosa.

Epiderme 1

Camada celular mais externa do corpo, que produz a cutícula.

Epiedáfico 1

Que vive acima do solo (Collembola).

Epifalo 1

Um esclerito presente na câmara genital, próximo à base do falo (Orthoptera).

Epifaringe 1

Parede interna, membranosa, do labro.

Epífise 1

Estrutura em forma de almofada presente na superfície interna da tíbia anterior de alguns adultos (Lepidoptera).

Epímero 1

Esclerito pleural posterior de cada segmento do tórax, dorsalmente ao mero correspondente.

Epimórfico 1

Tipo de desenvolvimento em que todos os segmentos do corpo são diferenciados durante o desenvolvimento embrionário. Ver anamórfico.

Epipleura 1

Margem lateral do élitro dobrada para baixo.

Epipleurito 1

Um esclerito pleural superior (basalar ou subalar).

Epiprocto 1

Esclerito dorsal do segmento XI do abdome.

Episterno 1

Esclerito pleural anterior de cada segmento do tórax, dorsalmente ao esterno correspondente.

Epistoma 1

Termo de uso variável que corresponde à região acima do labro, geralmente incluindo o clípeo.

Epistomal 1

Sutura ou sulco que separa o clípeo da fronte.

Epitoquia 1

Alternância de ínstares reprodutivos e não reprodutivos, acompanhada de alterações morfológicas (Collembola).

Epomia 1

Carena transversal ou oblíqua na região ânterolateral do pronoto (Hymenoptera).

Eruciforme 1

Tipo de larva com o corpo geralmente cilíndrico, cabeça distinta, pernas torácicas e falsas pernas abdominais (lagarta).

Escansoria 8

Tipo de perna, onde a tíbia, o tarso e a garra tarsal apresentam uma conformação típica, que possibilita ao inseto agarrar-se ao pêlo do hospedeiro. Encontrada em piolhos hematófagos.

Escansorial 1

Apêndice adaptado para agarrar e escalar. Perna escansorial.

Escapo 1

Artículo mais basal da antena.

Escarabeiforme 1

Tipo de larva com cabeça distinta, pernas torácicas bem desenvolvidas, sem pernas abdominais e com corpo cilíndrico, grosso e curvado.

Escatoteca 1

Cobertura fecal que envolve os ovos de algumas espécies de Coleoptera.

Esclerito 1

Uma área endurecida do tegumento circundada por suturas e/ou áreas membranosas.

Esclerosação 1

Endurecimento da cutícula através da deposição e polimerização de substâncias não quitinosas. Esclerosação ou esclerosamento é a forma mais usual para designar “endurecimento” na língua portuguesa.

Esclerotização 1

O mesmo que esclerosação. A forma “esclerotinização” não é correta, pois partia da ideia de que houvesse apenas a esclerotina como proteína, um conceito ultrapassado.

Escolopídeo 1

Unidades que compõem um órgão cordotonal.

Escolos 1

Protuberâncias presentes no tegumento de algumas larvas de Lepidoptera.

Escopa 1

Escova de cerdas presente nas pernas posteriores das abelhas, que serve para coleta de pólen.

Escópula 1

Pequeno tufo de cerdas.

Escravagismo 8

É a interação desarmônica, na qual uma espécie captura e faz uso do trabalho, das atividades e até dos alimentos de outra espécie. Certas formigas amazonas e formigas foscas, são exemplos.

Escrobo 1

Sulco ou cavidade onde se encaixa parte da antena (Coleoptera e Hymenoptera). Em Hymenoptera, pequena depressão no mesepisterno (= fóvea mesopleural).

Escutelo 1

A divisão posterior da placa dorsal do meso e do metatórax, geralmente de forma triangular.

Escuto 1

A subdivisão central e maior da placa dorsal do meso e do metatórax.

Esôfago 1

Região estreita do tubo digestório entre a faringe e o papo.

Espátula 1

Estrutura presente no protórax de larvas que auxilia na emergência do adulto (Diptera: Cecidomyiidae).

Espécie 1

Como categoria taxonômica, é a unidade mais básica da hierarquia da classificação. Como entidade biológica, pode ser definida como “um conjunto de populações naturais diagnosticável por uma combinação única de caracteres” ou, seguindo o tradicional conceito biológico, como “um grupo de populações naturais intercruzantes separado reprodutivamente de outros grupos do mesmo tipo”.

Espécie chave 8

São organismos que tem uma marcadíssima influencia no caráter ou estrutura de um ecossistema, é podem ser divididas em 3 categorias: 1) predadores, parasitóides, herbívoros e patógenos que contribuem na manutenção da biodiversidade ao reduzirem a abundancia de competidores dominantes; 2) mutualistas, sem os quais as espécies associadas correm o risco de extinção; 3) espécies que provem recursos que são essenciais a manutenção das espécies dependentes.

Espécie domesticada ou cultivada 8

Significa espécie em cujo processo de evolução influiu o ser humano para atender suas necessidades.(Convenção de Diversidade Biológica).

Espécie-tipo 1

Uma espécie nominal designada como tipo portador do nome de um gênero ou subgênero.

Especulum 1

Área da base da tégmina de machos que serve para produção de som (Orthoptera).

Esperança 8

(Ordem Orthoptera, família Tettigoniidae). Possuem cor geral verde para se camuflarem na folhagem, algumas espécies são verdadeiras folhas, com desenhos de musgos e fungos, e mordiscos perfeitos. A população do interior lhes atribuem boa sorte.

Espermateca 8

É uma estrutura saculiforme (em forma de saco) usada pela fêmea para armazenar os espermatozóides do(s) macho(s).

Espermatóforo 1

Cápsula produzida por machos de vários insetos, que envolve os espermatozoides.

Espícula 1

Pequena estrutura cuticular em forma de agulha.

Espinasterno 1

Esclerito intersegmental da face ventral do tórax que possui uma espina (apódema).

Espinho 1

Evaginação rígida, aproximadamente cônica, do integumento.

Espínula 1

Um pequeno espinho. Em Thysanoptera, espinho presente na endofurca do meso ou do metatórax de algumas espécies.

Espiráculo 8

São poros de respiração, aberturas do sistema traqueano, através dos quais ocorre a difusão de gases . Eles normalmente ocorrem no terceiro segmento torácico e em todo o abdome.

Espirotromba 1

Aparelho bucal sugador de adultos de Lepidoptera.

Esporão 1

Evaginação móvel do integumento, de forma aproximadamente cônica, com um anel membranoso ao redor da base.

Estádio 1

O intervalo de tempo entre duas mudas de um artrópode. Ver ínstar.

Estágio 8

No inseto imaturo, o primeiro estágio é a fase depois da eclosão, mas antes de sua primeira muda; o segundo estágio é depois da primeira, mas antes da segunda muda, etc. Sin: instar e estádio.

Estema 1

Olho simples de larvas de holometábolos. Pl., estemas.

Esteno 8

Prefixo utilizado para organismos com baixa tolerância a um determinado fator ecológico. Ex: estenotérmico.

Estenófago 18

Utilizando apenas uma variedade limitada de alimentos ou espécies alimentares, consumindo apenas uma gama restrita de alimentos.

Estenohalino 8

Organismo tolerante a uma estreita faixa de salinidade.

Estenotérmico 8

É o inseto adaptado a baixa variação térmica.

Estenotópico 18

Capaz de se adaptar apenas a uma gama restrita de condições ambientais.

Esternaulo 1

Sulco ou carena longitudinal presente na porção lateroinferior do mesepisterno (Hymenoptera).

Esternito 8

Um esclerito na face ventral do segmento abdominal do corpo. Ou seja é a(metade inferior de cada um dos segmentos do abdominais

Esterno 1

A superfície ventral completa de um segmento.

Estigma 1

O mesmo que pterostigma ou o mesmo que espiráculo.

Estilete 8

Estrutura semelhante a agulha, presente em peças bucais sugadoras.

Estilo 1

Termo usado para várias estruturas tegumentares externas, alongadas, finas e não articuladas.

Estipe 1

Segundo artículo da maxila. Também estípite.1

Estomodeo 1

Região anterior do tubo digestório. Também estomodeu.

Estraminícola 1

Que vive na serrapilheira.

Estrategista K 18

Organismo que utiliza uma 'estratégia' de sobrevivência e reprodução caracterizada por baixa fecundidade, baixa mortalidade, maior longevidade e com populações próximas à capacidade de suporte do ambiente, controladas por fatores dependentes da densidade.

Estrategista R 18

Organismo que utiliza uma 'estratégia' de sobrevivência e reprodução caracterizada por alta fecundidade, alta mortalidade e curta longevidade; populações controladas por fatores independentes da densidade.

Estridular 8

Produzir som, pelo atrito de duas estruturas ou superfícies. Sin: cricrilar. Som: cricrido, cricri.

Estríola escutelar 1

Estria curta presente no escutelo de alguns Coleoptera.

Etnoentomologia 8

É a parte da entomologia que estuda os conhecimentos tradicionais que uma comunidade, povo ou etnia tem sobre os insetos. Segundo Miguel A. Altieri, é uma relação biológica, entomológica, ecológica e antropológica.

Etologia 8

Ciência que estuda o comportamento dos seres vivos, visando estabelecer os efeitos e as causas, assim como os mecanismos responsáveis por diferentes formas de conduta.

Eucéfala 1

Larva com cabeça bem diferenciada e esclerotizada.

Eucoxa 1

A divisão anterior da coxa do inseto.

Euedáfico 1

Que vive no solo (Collembola).

Euri 8

Prefixo utilizado para organismos com grande tolerância a um determinado fator ecológico. Ex: euritérmico.

Eurihalino 8

Organismo tolerante a uma grande faixa de salinidade.

Eurihídrico 8

É o inseto que suporta grandes variações de umidade.

Euritérmico 8

É o inseto que suporta grandes variações de temperatura.

Eussocial 8

É uma característica altamente social, pois apresentam as três características que definem o comportamento dito verdadeiramente social em insetos, que são eles: 1) ocorrência de, pelo menos, duas gerações em determinado instante do desenvolvimento da colônia. 2) indivíduos estéreis e reprodutivos. 3) cuidado cooperativo com a prole.

Eussocialidade 17

A Eussocialidade é um sistema de organização social caracterizado por três aspectos fundamentais: divisão reprodutiva do trabalho, gerações sobrepostas e cuidado cooperativo dos jovens. Essa estrutura promove harmonia dentro da colônia e maximiza a aptidão genética do grupo como um todo. Espécies eussociais passam por um longo processo evolutivo até atingirem um ponto de organização irreversível, conhecido como "ponto de não retorno", onde os indivíduos não podem mais retornar ao comportamento solitário, devido à existência de castas com diferenças anatômicas específicas.

Eusterno 1

Placa ventral de um segmento torácico, excluindo o espinasterno.

Exito 1

Um lobo externo da perna de artrópode.

Exocório 1

A margem externa do cório (Heteroptera)

Exocutícula 1

Parte externa endurecida (esclerotizada) da cutícula.

Exodonte 1

Mandíbulas amplamente separadas quando fechadas.

Exoesqueleto 8

Estrutura de sustentação externa, formada por peças de cutícula, presente em todos os artrópodes.

Exofítica 1

Alimentação ou oviposição externa aos tecidos da planta. Ver endofítico.

Exofítico 1

Que vive fora da planta.

Exopterigoto 8

Insetos com asas que se desenvolvem no exterior do corpo, como nos de metamorfose simples.

Exótica 8

Espécie não pertencente a uma comunidade, e na qual foi introduzido.

Exúvia 8

A pele abandonada de um inseto ou outro artrópode.


F 87

Faceta 1

A superfície externa de um omatídio.

Falcada 1

O mesmo que falciforme.

Falciforme 1

Em forma de foice.

Falo 1

O órgão copulador do inseto, incluindo qualquer estrutura presente na sua base.

Falobase 1

Região proximal do falo, que varia muito em forma e tamanho.

Falômero 1

Lobo genital formado ao redor do gonóporo (Blattaria (baratas) e Mantodea).

Falossomo 1

Segmento proximal do falo.

Faloteca 1

Uma dobra ou expansão tubular da falobase ao redor do edeago.

Falsa-tocandira 8

(Ordem Hymenoptera, família Formicidae, Dinoponera gigantea = Dinoponera grandis). Como seu nome científico evoca, esta formiga tem um porte descomunal, sendo uma das maiores formigas existente, pois alguns exemplares excedem os 30mm (é superada apenas pelos soldados da formiga-gigante-da-malasia Camponotus gigas, que são pouco maiores). Seus formigueiros são pouco povoados, com menos de 100 indivíduos de hábito carnívoro. São respeitadas pela população da região norte do pais, pois suas ferroadas deixam pouco a desejar a da tocandira. Sin: tapicuim, formiga-carnívora-gigante.

Falx 1

Pequena área esclerosada na margem superior da cabeça, entre a fronte e o occipício, vestígio do sulco interantenal (sutura incompleta) (Siphonaptera).

Família 8

Categoria taxonômica composta pela reunião de gêneros afins; nomes de família são seguidos do sufixo -idae. 2) Em apicultura, é como se denomina os habitantes de uma colméia de abelhas. Sin:colônia.

Farado 1

Indivíduo em processo de muda, mas ainda com a cutícula do ínstar anterior.

Faringe 1

Região do canal alimentar entre a boca e o esôfago.

Fastígio 1

Parte anterior do vértice projetada entre os olhos (Orthoptera).

Fator abiótico 8

Fator ou elemento não-vivo.

Fator biótico 8

Fator ou elemento vivo.

Fator ecológico 8

Fatores que determinam as condições ecológicas no ecossistema.

Fator limitante 8

Fator que estabelece os limites do desenvolvimento de uma população dentro do ecossistema, pela ausência, redução ou excesso desse fator ambiental.

Fauna intersticial 8

É a fauna que vive nos espaços existentes entre as partículas do sedimento.

Favo 8

Conjunto formado pelos alvéolos.

Fêmur 1

Terceiro artículo da perna em hexápodes, entre o trocanter e a tíbia, geralmente longo e robusto.

Fenética 1

Método para classificar organismos baseado na similaridade geral, que frequentemente não reflete a filogenia. Taxonomia numérica.

Feromônio 1

Substância que, quando liberada por um indivíduo no meio externo, provoca uma resposta fisiológica ou comportamental em outro indivíduo da mesma espécie.

Feromônio de agregação 8

É responsável pelo fenômeno de agregação em alguns insetos. Ver também agregação.

Feromônio de alarme 8

É característico dos insetos sociais, e tem como função alertar os indivíduos da colônia sobre o perigo, e desencadear a reação agressiva sobre o intruso.

Feromônio marcador de trilha 8

É usado para marcar as trilhas de forrageamento ou migração em insetos.

Feromônio sexual 8

É produzido por um dos sexos para atração do parceiro para cópula. Como exemplos, temos as fêmeas de alguns Lepidópteros e Isópteros que assumem posição característica para emitir este feromônio.

Ferrão 1

Ovipositor modificado em estrutura de defesa (Hymenoptera: Aculeata).

Fiandeira 1

Órgão presente no aparelho bucal de larvas responsável pela produção de seda (Lepidoptera e Hymenoptera).

Filófago 8

Diz-se dos insetos que consomem alimento de origem vegetal, neste caso, folhas (ver também alimentação).

Filogenia 1

O conjunto de relações genealógicas entre táxons (ancestral-descendentes), representável por um diagrama ramificado em forma de árvore.

Fisogastria 1

Aumento do volume do abdome que ocorre em rainhas de cupins e outros insetos sociais.

Fitiríase 8

É a infestação produzida pelo chato, causando intensa coceira (prurido) e dermatite. Veja também chato.

Fitofagia 1

Hábito de alimentarse de tecidos vivos de plantas.

Fitófago 8

Diz-se dos insetos que se alimentam de vegetais, e podem ser subdivididos em: xilófagos, fleófagos, carpófagos, sitófagos, polenófagos, rizófagos, melífagos, filófagos, algófagos, micetófagos (fungívoros), succívoros, liquenófagos e cletrófagos (ver também alimentação).

Flabelada 1

Antena em forma de leque.

Flageliforme 1

Em forma de chicote.

Flagelo 1

Porção distal da antena, além do segundo artículo.

Flagelômero 1

Cada subdivisão do flagelo.

Fleófago 8

Diz-se dos insetos que consomem alimento de origem vegetal (fitófago), neste caso, da madeira da região sub-cortical, onde abrem galerias entre a casca e o lenho (ver também alimentação).

Fonotropismo 8

É o tropismo relacionado ao som.

Fontanela 1

Mancha frontal diferenciada, geralmente ovalada e de cor mais clara, na cabeça de imagos, entre os olhos; poro frontal da cabeça de soldados (Isoptera).

Forâmen 1

Abertura do integumento para a passagem de nervos e vasos. Também forame.

Forâmen magno 1

A abertura posterior da cápsula cefálica, que faz a ligação com o tórax através da cérvix.

Forbívoro 1

Que se alimenta de planta herbácea não gramínea.

Forésia 1

O transporte de um organismo por outro.

Formiga 8

(Ordem Hymenoptera, família Formicidae). Nome genérico dos insetos himenópteros da família dos Formicídeos, os quais vivem em colônias com elevada organização social, debaixo da terra, em ninhos sobre árvores, no oco dos paus etc. Caracterizam-se por terem, entre o tórax e o abdome, um estreito pecíolo com um ou dois nódulos (nós). Coletivo: cordão, correição, formigueiro. Veja também tocandira, saúva, quenquém. Atualmente, segundo o ITIS, já existem mais de 11.800 espécies. O seu estudo, é feito pela mirmecologia, pelo profissional denominado mirmecólogo.

Formiga-açucareira 8

(Ordem Hymenoptera, família Formicidae). Nome comum a várias formigas que, embora onívoras, preferem nutrir-se com substâncias açucaradas. Dentre elas, temos: formiga-argentina.

Formiga-amazônia 8

(Ordem Hymenoptera, família Formicidae, gênero Polyergus). São formigas do gênero Poliergo, são escravistas que carregam e criam, em seus próprios ninhos, as larvas e ninfas de outras espécies, para que executem as tarefas necessárias à manutenção do formigueiro. O nome deriva da lenda das amazonas que capturavam crianças de outras tribos e as criavam como próprias.

Formiga-argentina 8

(Ordem Hymenoptera, família Formicidae). Nome dado, nos Estados Unidos, à formiga Iridomyrmex humilis = Linepithema humile e adotado no Brasil. Estas formigas são monomórficas, ou seja, não têm diferença de tamanho, que é de 2,5mm de comprimento. Apresenta somente um nó no pecíolo e coloração que vai do marrom claro ao escuro. Esta espécie tem maior ocorrência nos estados da região sul do Brasil. Nos países de clima temperado são muito comuns dentro das residências e hospitais. São onívoras, dando preferência aos alimentos adocicados. A colônia pode conter milhares de operárias e o ninho pode ocupar vários locais. Este tipo de ninho é denominado polidômico. A colônia é poligínica (apresentam várias rainhas). O fato de expulsarem as outras espécies de formigas do território onde estabelecem seus ninhos, favorece sua dispersão, dificultando o controle. Em muitos países, onde foi introduzida, desenvolveu a estratégia de formar supercolônias, em que pelo menos uma delas ocupa uma extensão de quase 6.000 km com milhões de ninhos e bilhões de operárias. Sin: cigana, caçadora, açucareira, formiga-açucareira.

Formiga-carregadeira 8

(Ordem Hymenoptera, família Formicidae). Saúva, quenquém.

Formiga-correição 8

(Ordem Hymenoptera, família Formicidae). Cada uma de várias espécies de formigas nômades, que vagueiam e forrageiam livremente, estabelecendo acampamentos temporários (bivaques), em vez de ninhos permanentes. Várias espécies predadoras dos gêneros Eciton, Labidus (correição-da-chuva), Neivamyrmex e Nomamyrmex na América tropical, e do gênero Dorylus (formigas-safári) na África. Migram em grandes colônias, que, dependendo da espécie, devoram tudo o que encontram no caminho, tanto insetos e larvas quanto pequenos animais. Sin: correição, formiga-de-correição, guaju-guaju, guerreira, saca-saias, murupeteca, morupeteca, taoca, tanoca.

Formiga-cortadeira 8

(Ordem Hymenoptera, família Formicidae). Ver saúva e quenquém.

Formiga-de-embaúba 8

(Ordem Hymenoptera, família Formicidae, gênero Azteca). Por este nome são chamadas as formigas pequenas, normalmente de coloração preta ou marrom, que habitam os espaçosos internódios do tronco e galhos da embaúba ou imbaúba (Cecropia). Alimentam-se dos corpos de Müller, produzidos pela imbaúba, e de secreções açucaradas produzida por coccídeos que criam nos internódios. Quando perturbadas, saem às centenas para defender sua moradia, mordem e secretam toxina de cheiro parecido com solvente de borracha que causa irritação, e se cheirado pode causar reação alérgica em algumas pessoas. Cada espécie tem uma espécie de embaúba relacionada. Sin: formiga-de-imbaúba.

Formiga-de-ferrão 8

(Ordem Hymenoptera, família Formicidae, Pachycondyla striata). São formigas médias com cerca de 12mm, de coloração preta. Possuem um nó no abdome. Vagueiam sozinhas, raramente em dupla, no solo da floresta, campos ou restinga à procura de restos de insetos ou animais. Também podem predar insetos ou outros Artrópodes. São muito territoriais, atacando avidamente membros de outras colônias. Sua ferroada causa uma reação bem intensa, eu particularmente desaconselho experimentar. Sin: come-cobra, mata-cobra.

Formiga-de-fogo 8

(Ordem hymenoptera, família Formicidae, gênero Solenopsis). Formiga cuja picada é muito dolorosa, que em algumas pessoas pode formar pequenas pústulas, ou mesmo causar reação anafilática. Apesar dos seus pontos negativos, tem pelo menos um benéfico, é uma das poucas formigas que enfrentam as saúvas, invadindo sauveiros fracos para roubarem ovos, larvas e pupas, podendo causar sua destruição. Sin: taçuíra, caga-fogo, formiga-lava-pés, formiga-malagueta, lava-pés (os últimos dois nomes se devem à atitude característica das pessoas que, ao pisarem em seus formigueiros, passam as mãos nos pés como se os estivessem lavando).

Formiga-de-novato 8

(Ordem Hymenoptera, família Formicidae, gênero Pseudomyrmex). São formigas que variam, de acordo com a espécie, de pequenas a médias, normalmente de coloração amarela. São de corpo esbelto e possuem olhos compostos grandes e bem atentos. Possuem dois nós no abdome. Habitam as cavidades do pedúnculo das folhas do taxizeiro ou pau-de-novato (Pterocarpus ancylocalix e Tripalis surinamensis). Seu nome vulgar se deve ao fato de que quando se encosta ou se tenta cortar o taxizeiro, as formigas rapidamente atacam o "novato", caindo sobre ele ou passando diretamente para seu corpo. Os conhecedores desta estratégia de defesa procuram manter distância dos taxizeiros. Sin: tachi, taxi.

Formiga-doceira 8

(Ordem Hymenoptera, família Formicidae). O mesmo que formiga-açucareira.

Formiga-fantasma 8

(Ordem Hymenoptera, família Formicidae, gênero Tapinoma). As formigas do gênero Tapinoma são pequenas, com tamanhos de 1,5 mm à 3 mm. Têm apenas um nó no pecíolo. São poligínicas (mais de uma rainha), policálicas (a colônia é dividida em vários ninhos), se multiplicam por sociotomia (normalmente algumas rainhas seguidas de muitas operárias, com ovos, larvas e pupas procuram um local para a fundação de uma nova colônia) e suas rainhas são digástricas (são maiores e têm o abdome muito desenvolvido). Estas formigas são comedoras de insetos, mas têm uma preferência pelo líquido açucarado de afídios ou coccídeos. Elas são especialmente aficionadas por doce e podem ser coletadas usando iscas de mel, especialmente à noite. São encontradas no mundo inteiro (com exceção do pólo norte e Antártida), sendo que a espécie Tapinoma melanocephalum teve grande difusão nas regiões tropicais, pois muitas vezes faz seu ninho em vasos de plantas. Em nosso país, esta espécie, além deste local, escolhe frestas em azulejos de banheiros e cozinhas. Por adorar ovos de insetos, já foi verificada a sua pressão inibidora sobre a população de barbeiros na Venezuela e sobre ovos de Aedes aegypti em condições de laboratório (veja Artigo).

Formiga-feiticeira 8

(Ordem Hymenoptera, família Mutillidae). Nome popular dos insetos da família dos Mutilídeos. Possuem seu exoesqueleto bem esclerosado, o que lhe valeu os nomes de formiga-de-ferro e formiga-sete-socos. Com centenas de espécies, possui tamanhos e cores muito variados. Sua ferroada é muito dolorida. Apesar do nome alusivo, não pertencem à família das formigas (Formicidae). As formas comumente conhecidas pelos leigos, são os adultos fêmeas, que são ápteros. Os machos são alados e procuram avidamente as fêmeas. Suas larvas são parasitas de insetos. A formiga-feiticeira é usada na prática da feitiçaria, pelos moradores do interior, que consiste em tornar apaixonada a mulher pretendida. Uma das muitas variantes destas praticas, diz que deve-se procurar o local onde a mulher pretendida urinou, para colocar a terra ainda molhada em uma caixa de fósforo e uma formiga-feiticeira; ela ira "morder" a terra, o que causará libido na mulher. Sin: bunda-de-ouro, cachorrinho-de-mulher, chiadeira, formiga-cascavel, formiga-cega, formiga-chiadeira, formiga-conga, formiga-feiticeira, formiga-ferro, formiga-de-onça, formiga-picadeira, formiga-rainha, formiga-rica, formiga-sete-socos, formiga-sozinha, gatinha, formiga-vespa, oncinha, piolho-de-onça, tajipucu.

Formiga-gigante-da-malásia 8

(Hymemoptera Formicidae Camponotus (Dinomyrmex) gigas Latreille 1802) É a maior formiga conhecida, pois pelo menos seus soldados, superam os 3 cm. Habita as florestas do sudeste asiático. Seus ninhos são polidômicos, normalmente compostos de 8 a 14 unidades.

Formiga-Isaú 8

(Ordem Hymenoptera, família Formicidae, Atta vollenweideri Forel, 1839). Por este nome é conhecida uma formiga saúva encontrada em Uruguaiana (RS) e Porto Murtinho (MS). Seus formigueiros são de grandes proporções (6 m de diâmetro, com 16m³) e podem abrigar 4.000.000 e 7.000.000 de indivíduos e para manter as condições de temperatura e umidade são providos de sofisticados sistemas de ventilação. Gostam muito de gramíneas, as quais são cortadas e carregadas para o formigueiro, para o preparo dos jardins de fungos, seu alimento.

Formiga-lava-pés 8

(Ordem Hymenoptera, família Formicidae). O mesmo que formiga-de-fogo.

Formiga-leão 8

(Ordem Neuroptera, família Myrmeleontidae) Por este nome são conhecidos vários insetos neurópteros cujas larvas são predadoras, que se caracterizam por construírem uma armadilha de forma cônica na areia ou poeira para capturar suas presas, nas quais injeta substâncias paralisantes, para dominá-las e sugar-lhes o conteúdo. Por comerem também formigas, o certo seria chamá-las de "o leão das formigas". Os adultos se parecem com odonatos.

Formiga-safári 8

(Ordem Hymenoptera, família Formicidae, Gênero Dorylus). É o predador dominante do sub-saara; suas colônias podem alcançar 20 milhões de indivíduos. Apesar de serem potencialmente perigosas, pois suas mandíbulas podem cortar a carne de vertebrados (os quais fazem parte de sua dieta), são toleradas pelas populações rurais africanas, pois são eficientes predadores de insetos-praga. Em tempos passados elas eram usadas para cumprir a sentença de morte de alguns prisioneiros que eram amarrados no caminho de suas hordas. Possuem larga distribuição no sub-saara, e por este motivo têm muitos nomes vernaculares na África: siafu, ensanafu, kelelau, bashikouay e nkran.

Formigueiro 8

É o local encontrado ou construído pelas formigas, para a sua moradia.

Fossa proboscidial 1

Depressão na face ventral da cabeça, onde se alojam as peças bucais (Lepidoptera).

Fóssil 8

Impressão, vestígio ou resto mineralizado ou endurecido de inseto de período anterior ao holoceno, e que conserva suas características básicas, destacando-se os magníficos fósseis em âmbar do mar báltico.

Fossorial 1

Hábito de cavar ou morfologia adaptada para cavar.

Fóssula esponjosa 1

Estrutura pilosa no ápice da tíbia (Hemiptera).

Fossula spongiosa 1

Estrutura vesicular com cerdas adesivas presente na região apical das tíbias de alguns Hemiptera: Heteroptera.

Fotóforo 8

É o órgão produtor de luz fria (luminescência). Quimicamente esta luminescência é produzida pela reação de oxidação da luciferina, pela enzima luciferase. Sin: órgão fotogênico.

Fototropismo 8

É o tropismo relacionado a luz.

Fóvea 1

Depressão profunda no integumento.

Fragma 1

Estrutura interna do tegumento em forma de divisória ou parede onde se liga a musculatura; ocorre na junção de tergitos, esternitos e pleuritos.

Fragmótica 1

Cabeça em forma de rolha, usada para fechar aberturas e túneis (soldados de cupins e formigas).

Franjada 8

São as asas que possuem muitos e longos pelos em sua extensão, e são alongadas com poucas nervuras.

Freno 1

Sulco lateral na margem dorsal do escutelo, que serve para o encaixe da face ventral do clavo, quando a asa está em repouso (Hemiptera).

Frênulo 1

Um espinho ou grupo de espinhos presente na base da asa posterior de muitos Lepidoptera, avançando sob a asa anterior, que serve para manter unidas as asas durante o voo.

Fronte 1

Região da cabeça entre os olhos, abaixo das antenas e acima do aparelho bucal.

Fulcro 1

Ponto de apoio, suporte.

Funículo 1

Região da antena entre o escapo e a clava (Coleoptera) ou parte da antena com largura regular entre os flagelômeros anelares, mais estreitos, e a clava, mais engrossada (Hymenoptera).

Furca 1

Ver endofurca. Também usado como sinônimo de fúcula.

Furcasterno 1

Uma parte distinta de um esterno torácico com endofurca.

Fúrcula 1

Apêndice abdominal bifurcado que serve para saltar (Collembola).


G 64

Gálea 1

O lobo externo da maxila, geralmente de forma alongada e convexa, que é fortemente modificada em Diptera e Hymenoptera, e em Lepidoptera forma a probóscide.

Galha 8

Crescimento anormal dos tecidos vegetais, provocado por um estímulo de um organismo (alga, fungo, bactéria, vírus, etc). Os insetos que normalmente induzem as galhas (galhas entomógenas produzidas por insetos galhadores ou cecidógenos) são das ordens Diptera e Hymenoptera. Sin: cecídia.

Galhador 8

Que induz a formação de galha.

Gânglio 8

Uma massa de corpos celulares de neurônios que serve como um centro de influência nervosa.

Gânglio abdominal 7

Qualquer gânglio encontrado na cavidade abdominal.

Gânglio cefálico 7

Gânglio localizado na cabeça ou mais especificamente o que entra na formação do cérebro.

Gânglio cerebróide 7

Gánglio representado o cérebro dos insetos.

Gânglio esofagiano 7

(Gânglio esofágico) gânglio representado neurossoma viseral situado sobre o esôfago.

Gânglio estomogástrico 7

Gânglio de neurossoma visceral sobre o nervo estomogástrico.

Gânglio frontal 7

Gânglio mais anterior do neurossoma visceral, localizado sobre o nervo recurrente.

Gânglio hipercerabral 7

Gânglio do neurossoma visceral posterior a gânglio frontal.

Gânglio infra-esofagiano 7

Gânglio infra-esofágico. gânglio situado na parte inferior da cabeça, onde tem início a cordão nervoso ventral.

Gânglio occipital 7

Um simples ou um par de gânglios postcerebrais do neurossoma estomodeal.

Gânglio subentérico 7

Gânglio que fica abaixo do tubo digestivo.

Gânglio subesofágico 7

Gânglio situado abaixo do esôfago, formado pela união dos gânglios mandibular, maxilar e labial.

Gânglio supra-esofagiano 7

Gânglio supra-esofágico, i. q. gânglio cerebróide ou, por extensçao, cérebro.

Garra 1

Estrutura oca, pontiaguda e curva, geralmente arranjada em pares e localizada no ápice da perna de um inseto.

Gáster 8

Porção arredondada do abdome posterior ao(s) pecíolo(s) das formigas.

Genas 1

Região lateral da cabeça abaixo dos olhos, acima da abertura oral.

Gênero 8

Um grupo de espécies próximas relacionadas. O nome do gênero é incorporado nos nomes científicos. O gênero deve ser escrito em itálico com a inicial maiúscula.

Geniculada 1

Com uma dobra ou flexão abrupta, em forma de cotovelo, normalmente na antena, muito típica de formigas.

Genitália 8

É o órgão copulador de alguns animais. Em insetos, a forma da genitália é frequentemente usada para distinguir espécies próximas ou relacionadas.

Genótipo 8

É o caractere genético total de um organismo, isto é, todo seu ADN ou genes.

Geófago 8

Diz-se dos insetos que se alimentam de terra (ver também alimentação).

Geotropismo 8

É o tropismo relacionado à gravidade terrestre. Ex: saúvas sempre cavando para aprofundar o formigueiro.

Germário 1

Região dos ovaríolos ou dos testículos, onde a produção dos gametas tem início.

Gibosa 1

Com formato convexo, corcunda.

Ginatrial 1

Relativo ou pertencente à parte interna da genitália da fêmea de Hemiptera: Heteroptera de origem ectodérmica.

Ginossomo 1

Órgão copulador intromitente presente nas fêmeas de alguns Psocodea.

Glabro 1

Liso, sem cerdas ou estruturas semelhantes.

Glândulas 8

São células ou associações de células que produzem as secreções necessárias ao funcionamento do organismo. Podem ser exócrinas ou endócrinas.

Glândulas acessórias 8

São glândulas associadas com os órgãos reprodutores de machos ou fêmeas e produzem substâncias que acompanham os espermas ou ovos.

Glândulas adesivas 8

Estão situadas na base dos pulvilos nos pés dos insetos, e secretam um fluido adesivo que serve para a fixação dos insetos em superfícies muito lisas.

Glândulas atraentes 8

São as responsáveis pela secreção dos feromônios.

Glândulas cefálicas 8

Estão na cabeça, associadas às peças bucais, e se dividem em: glândulas mandibulares, glândulas maxilares e glândulas labiais.

Glândulas ciríparas 1

Glândulas produtoras de cera.

Glândulas coleteriais 1

Glândulas ligadas ao oviduto, que geralmente produzem uma substância adesiva, responsável pela aglutinação dos ovos entre si no momento da postura, pela fixação no substrato ou pela formação da ooteca

Glândulas de Brindley 1

Glândulas de cheiro com aberturas presentes na junção tórax-abdome de vários Hemiptera: Heteroptera

Glândulas de cera 8

São responsáveis pela produção de cera, que pode servir para proteção (ex: jaquiranabóia) ou para construção (ex: abelhas).

Glândulas de espuma 8

São glândulas que secretam uma substância mucilaginosa que, misturada ao líquido excretado pelo ânus, forma uma espuma protetora para as ninfas de cigarrinhas da família Cercopidae.

Glândulas de laca 8

São produtoras de substâncias resinosas, tal como a goma laca dos Lacciferidae (Laccifer lacca).

Glândulas de veneno 8

São produtoras de líquidos cáusticos associados aos ferrões de Hymenoptera e espinhos em lagartas de Lepidoptera.

Glândulas dérmicas 8

São produtoras dos componentes de formação do cimento da epicutícula.

Glândulas endócrinas 8

São as produtoras dos hormônios endócrinos, que são lançados diretamente no sangue.

Glândulas exócrinas 8

São dotadas de um duto para lançar suas secreções na parte externa do corpo ou no lúmen de um órgão.

Glândulas repelentes 8

São produtoras de secreções fétidas, que funcionam como repelentes, e encontradas em alguns percevejos.

Glândulas sericígenas 8

São glândulas produtoras de seda; em Lepidoptera são glândulas labiais, e em Embiidina, são glândulas tarsais.

Glia 1

Tecido que envolve os neurônios, fornecendo proteção e nutrição.

Glima 1

Sulco lateral entre a base do tergo e o espiráculo; fóvea alongada na base do tergo (Hymenoptera).

Glossa 1

Um dos lobos pareados da região distal e central do lábio, entre as paraglossas.

Gonângulo 1

Uma pequena placa localizada entre os gonocoxitos VIII e IX, que facilita a movimentação do ovipositor.

Gonapófise 1

Apêndices presentes ao redor da abertura genital.

Gonocoxito 1

O artículo basal de um gonópode. Também aparece como coxito basal.

Gonofórceps 1

Termo usado para escleritos da genitália do macho de forma variada.

Gonópode 1

Apêndice metamérico do segmento genital, modificado para cópula ou oviposição.

Gonóporo 1

Abertura genital externa do macho ou da fêmea.

Gonóstilo 1

Estrutura alongada presente no segmento genital, muitas vezes correspondendo ao artículo distal do gonópode, em alguns insetos modificado como um clasper, que auxilia na manutenção da posição correta durante a cópula.

Gorgulho 8

(Ordem Coleoptera, família Curculionidae). São besouros que se caracterizam por ter na cabeça um prolongamento, denominado de rostro, que lhes dá o aspecto característico. Sin: bicudo, gurgulho, carneiros, carneirinhos

Grado 1

Um grupo taxonômico definido apenas por características plesiomórficas (por exemplo, Apterygota), que quase sempre corresponde a um grupo parafilético.

Gregarismo 1

Tendência de manter-se ou viver em grupos, sem constituir uma estrutura social.

Grilo 8

Insetos saltadores, com aparelho bucal mastigador, que se caracterizam pelos machos possuírem órgãos estridulatórios nas asas anteriores, produzindo som pelo atrito das tégminas. Voz: chirria, cricrila, estridula, estrila, guizalha, trila, tritila, tritina.

Grupo-irmão 1

O táxon filogeneticamente mais próximo de outro táxon.

Guilda 8

Um conjunto de espécies que são encontradas num mesmo ambiente e que partilham o mesmo alimento.

Gula 1

Esclerito da superfície ventral da cabeça de insetos prognatos, entre o pós-mento e o forame magno.


H 47

Habitat 8

Significa o lugar ou tipo de local onde um organismo ou população ocorre naturalmente.

Habitus 1

(hábito) Aspecto ou aparência geral do corpo.

Halter 1

Asa posterior reduzida, que funciona como órgão de equilíbrio durante o voo (Diptera).

Haltere 7

Balamcim. Halter. Meléolo. Pequena estrutura aslongada, clavada no ápice, presente em cada lado do metatórax dos Diptera e representa uma modificação da asa pposterior. Em machos de algumas cochonilhas também está presente, mas apresenta forma filamentosa.

Hâmulos 1

Fileira de pequenos ganchos na margem anterior da asa posterior de Hymenoptera, que permite seu acoplamento a uma dobra esclerotizada na margem posterior da asa anterior.

Haplodiploidia 1

Sistema de determinação do sexo em que as fêmeas são diploides e os machos, haploides.

Harpa 1

Região da asa anterior em forma de harpa, modificada para ressonância (Orthoptera).

Haustelo 1

Uma parte da probóscide (Diptera).

Hematófago 1

Que se alimenta de sangue.

Hemiélitro 1

Asa anterior com a metade basal coriácea e a metade distal membranosa (Heteroptera).

Hemimetabolia 8

São insetos com metamorfose simples, sem estágio de pupa. Os indivíduos se desenvolvem com mudanças graduais no tamanho e forma, do primeiro estágio de ninfa até a fase adulta. Sin: batmetabolia, hemimetábolo, hemimetamorfose.

Hemimetábolo 1

Inseto com metamorfose gradual, cujas asas se desenvolvem externamente nos imaturos.

Hemocele 1

Cavidade geral do corpo, preenchida com a hemolinfa.

Hemócitos 1

Células da hemolinfa (em geral)

Heterogamético 1

Sexo que produz dois tipos de gametas em relação aos cromossomos sexuais.

Heterômeros 1

Tarsos com número desigual de artículos nas várias pernas.

Heterótrofo 8

É o tipo de nutrição baseada no consumo de corpos ou produtos de outros organismos.

Hexápode 1

Com seis pernas.

Hidrotropismo 8

É o tropismo relacionado a água.

Higrófilo 8

É o inseto que só consegue viver em ambientes saturados de água.

Higropétrico 1

Que vive na camada de água que recobre pedras.

Himenópteros 8

(Ordem Hymenoptera). Hymeno ( membrana) + ptera (asas). São insetos que abrangem desde as abelhas, vespas e formigas até as espécies minúsculas (micro-himenópteros); a maioria possui quatro asas membranosas, sendo as anteriores muito maiores que as posteriores, muitas formas porém não são aladas; todos têm desenvolvimento holometábolo: ovo, larva, pupa, adulto; têm aparelho bucal lambedor nas abelhas, triturador nos outros grupos. As abelhas e formigas desenvolveram características altamente sociais (eussocial).

Hipândrio 1

O esternito IX abdominal do inseto macho.

Hipermetabolia 8

É o tipo de metamorfose completa (holometabolia) que se caracteriza por dois ou mais tipos diferentes de larvas. Sin: hipermetabolia e hipermetamorfose. Ex: cantárida.

Hipermetabólico 8

Inseto que se desenvolve por hipermetabolia.

Hipermetamorfose 1

Tipo de metamorfose em que existem dois ou mais estágios larvais distintos, com morfologia e hábitos diferentes.

Hiperparasito 8

Parasito cujo hospedeiro é outro parasito. Pode ser secundário, se parasita um parasito ou terciário, se parasita um hiperparasito.

Hiperparasitoide 1

Parasitoide cuja larva desenvolve-se em outro parasitoide.

Hipoboscídeos 8

(Ordem Diptera, família Hippoboscidae). São moscas de corpo achatado e coriáceo, incluindo formas aladas e ápteras. Como exemplo dos alados temos a mosca-do-pombo.

Hipofaringe 1

Lobo não esclerotizado, em forma de língua, localizado entre o labro e o lábio.

Hipognato 1

Com a cabeça orientada verticalmente e o aparelho bucal direcionado ventralmente.

Hipômero 1

Parte inflexa do pronoto, também chamada de epipleura pronotal.

Hipometábolo 8

É o tipo de metamorfose, que na última fase de ninfa, o inseto se torna imóvel, com hábitos semelhantes a pupas, porém morfologicamente igual às formas precedentes. Sin: hipometabolia, hipometamorfose. Ex: cigarras.

Hipopígio 1

Último esterno visível, abaixo do ânus,

Holometabolia 8

Insetos com metamorfose completa, com estágios de ovo, larva, pupa e adulto bem distintos.

Holometábolo 1

Inseto com metamorfose completa, em que as larvas são muito diferentes dos adultos, havendo um estágio intermediário, chamado pupa.

Holóptico 1

Com os olhos contíguos na parte superior da cabeça (Diptera).

Holótipo 1

Um único espécime que foi designado como o tipo portador do nome de uma espécie ou subespécie quando esse táxon foi estabelecido. Esse espécime será usado como referência para a solução de qualquer dúvida quanto ao reconhecimento da identidade desse táxon.

Homocromia 8

É a camuflagem pela cor.

Homologia 1

Correspondência de um caráter (morfológico, comportamental, molecular, etc.) entre táxons diferentes devido à mesma origem no ancestral comum mais próximo. Termo também usado como sinônimo de sinapomorfia.

Homoneura 1

Venação igual nas asas anterior e posterior.

Homônomas 1

Estruturas semelhantes entre si localizadas em diferentes segmentos do corpo (por exemplo, asas), que resultam da expressão do mesmo conjunto de genes em metâmeros distintos.

Homoplasia 1

Uma similaridade não homóloga presente em táxons diferentes, resultante de convergência ou reversão, ou seja, ausente na espécie ancestral comum mais recente.

Homotipia 8

É a camuflagem pela forma.

Hormônio juvenil 1

Hormônio produzido pelos corpora allata, que inibe o surgimento de características imaginais durante o desenvolvimento, entre várias outras funções.

Hormônio protoracicotrópico 1

Hormônio produzido por células neurossecretoras do cérebro que estimula as glândulas protorácicas a produzirem ecdisona.

Hospedeiro 8

Organismo no qual vive(m) outro(s).


I 23

Identificação 8

É uma das atividades exercida pelo taxonomista, e consiste em identificar os organismos, baseado em esquemas de classificação.

Idiobionte 1

Parasitoide que paralisa o hospedeiro após a oviposição, interrompendo seu desenvolvimento.

Íleo 1

Região anterior do proctodeo, entre o mesêntero e o colo.

Imaginal 1

Relativo ao inseto adulto ou imago.

Imago 8

Inseto adulto ou seja pronto para a reprodução. Obs: ver pedogênese.

Imaturo 8

Inseto não completamente desenvolvido; uma larva ou ninfa.

Impacto ambiental 8

Qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam: I a saúde, a segurança e o bem-estar da população; II as atividades sociais e econômicas; III a biota; IV as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; V a qualidade dos recursos ambientais.(RESOLUÇÃO CONAMA Nº 001, de 23 de janeiro de 1986).

Impalatável 8

Não pode ser comido, pois possui uma forma de defesa interna, tal como paladar ruim.

Incrassada 1

Engrossada

Inerme 7

Desarmado. Desprovido de espinhos ganchos ou apófises.

Infauna 8

Diz-se dos animais que vivem no interior dos sedimentos aquáticos.

Inquilino 1

Em geral, um inseto que vive no ninho de outra espécie. Em Hymenoptera, o termo é usado para parasitas sociais e para vespas que se utilizam da galha induzida por outra vespa. Em Isoptera, o termo é usado para espécies de cupins que ocupam termiteiros construídos por outras espécies.

Inseto 8

Animais que pertencem à classe insecta. Coletivo: miríade, nuvem, praga, correição. Som: estridular, tritar, garritar, chiar, chirriar, sibilar, silvar, azoinar, zinir, zoar, zumbir, zunir, zunitar.

Ínstar 8

Ver Estágio.
Fase do desenvolvimento do inseto entre duas mudas sucessivas. O primeiro ínstar ocorre entre a eclosão do ovo e a primeira muda, o segundo ocorre entre a primeira muda e a segunda e assim por diante. Esse termo é usado para se referir a dois conceitos diferentes: 1) o intervalo de tempo entre mudas (equivalente a estádio), e 2) o indivíduo entre mudas (com sua morfologia, comportamento etc.) 1

Integumento 8

O mesmo que tegumento.

Inteligência 8

A capacidade de aprender e modificar o comportamento como resultado de experiências. Pode ser observado facilmente em experimentos com insetos, principalmente com os eussociais.

Interespecífico 8

Diz-se das interações entre indivíduos de espécies diferentes.

Interneurônio 1

Célula nervosa que está inteiramente contida dentro do sistema nervoso central e apenas se comunica com outros neurônios.

Intima 1

(íntima) O revestimento cuticular interno de estruturas ocas, como o estomodeo e o proctodeo.

Irapuã 8

(Ordem Hymenoptera, família Apidae, subfamília Meliponinae). Do tupi i'rá pu'ã (abelha redonda). Por este nome são conhecidas várias espécies de abelhas nativas que, na época de seca, dilaceram folhas para sugar a seiva e continuar seu trabalho. Odiadas por isso e por não produzirem mel de sabor agradável, é porém, a abelha de maior eficiência na polinização. Sin: abelha-cachorro, mel-de-cachorro, abelha-de-cachorro, arapuá e arapuã

Isópteros 8

São os cupins, insetos sociais em que estão presentes a casta do alado (destinada à reprodução), do soldado e do operário, sendo as duas últimas constituídas de indivíduos ápteros e estéreis. O alado possui quatro asas membranosas delicadas, sendo as anteriores semelhantes às posteriores, e todas são eliminadas após o vôo de dispersão, restando no tórax somente a parte basal de cada asa, mais esclerotizada e de formato triangular, conhecida por escama alar. O desenvolvimento é paurometábolo: ovo, ninfas (as das linhagens dos operários e soldados são designadas "larvas", para diferenciar daquelas que conduzem ao alado e que possuem coto alar). Tem aparelho bucal mastigador. Todas as espécies são altamente sociais (eussocial). Veja também cupim. Nota: (Ordem Blattodea)

Iteróparo 8

É quando o organismo se reproduz duas ou mais vezes durante sua vida.


J 5

Jangada 7

Designação do tpo de oviposição dos culicídeos, na qual os ovos sçao postos conjuntamente, em posição vertical, colados uns aos outros e formasdo aglomerados que flutuam no meio líquido.

Jaquiranabóia 8

(Ordem Hemiptera, família Fulgoridae). Nome comum a vários insetos grandes e semelhantes a cigarras, entre os quais a espécie Fulgora laternaria, outrora Laternaria phosphorea, a mais conhecida. A crendice popular afirma serem venenosos (se bate numa árvore, esta seca e se bate numa pessoa, esta morre) mas, em verdade, são absolutamente inofensivos. (Uma crença costarriquenha diz que se um jovem for picado por uma Jaquiranabóia, deve deitar-se com sua noiva em 24 horas ou morrerá. Algumas espécies possuem defesa tripla, ou seja, na cabeça tem uma apófise quitinosa que funciona como uma máscara protetiva, com aspecto de cobra, ao ser descoberta, utiliza o recurso secundário das manchas nas asas posteriores com aspecto de olhos, e se apreendido, tem o abdome recoberto por filamentos cerosos que o torna impalatável. A espécie F. laternaria é encontrada em troncos de Zanthoxylum árvores da família Rutaceae. Sin: cigarra-cobra, cobra-cigarra, cobra-do-ar, cobra-de-asa, cobra-que-voa, cobra-voadora, gafanhoto-cobra, gitirana, jacaré-nambóia, jaciara, jaquitirana, jaquitiranabóia, jaquitiranambóia, jequitiranabóia, jetiranabóia , jetiranumbóia, jequié, jiquitiranabóia, jiquitiranambóia, jitiranabóia, serpente-voadora, tirambóia, tiranabóia.

Joaninha 8

(Ordem Coleoptera, família Coccinellidae). Por esse nome são conhecidas várias espécies de coleópteros da família dos coccinelídeos, de porte pequeno e normalmente de cores vistosas. São insetos extremamente úteis, pelo fato de se alimentarem de pulgões, tanto na fase larval como na fase adulta. Sin. Cabeça-amarga, Joaninha-guenza, Michola, Mixorne, tartaruguinha, tatuzinho.

Joelho 7

Designação genérica da articulação fêmoro-tibial

Jugo 1

Um lobo na base da asa anterior que se estende sobre a asa posterior e mantém as duas asas acopladas durante o voo.
Um processo semelhante a um lobo na base da asa anterior, e que cobre a asa posterior em Lepidoptera. 2 um esclerito na cabeça em Hemiptera e Homoptera.8


L 27

Labelo 1

Parte expandida do lábio (Diptera).

Lábio 1

Estrutura mais posterior do aparelho bucal, geralmente com um par de palpos e dois pares de lobos medianos.

Labro 1

Estrutura frontal do aparelho bucal, localizada abaixo do clípeo

Lacerdinha 8

(Ordem Thysanopterta). Nome dado aos insetos desta ordem, em algumas regiões do Brasil, que quando em grandes infestações, ao caírem em nossos olhos, causam grande ardência

Lacínia 1

Lobo interno da maxila

Lacrainha 8

(Ordem Dermaptera) Nome vulgar que se dá, em algumas regiões do Brasil, aos insetos desta Ordem, que trazem na extremidade do abdome uma pinça córnea, como uma tesoura; é encontradiço em matéria orgânica em decomposição. Foto. Sin: tesourinha, tesoura, bicha-cadela, bicho-de-lenha, rapelho e Dermápteros.

Ladra 8

Em apicultura, é como se chama a abelha que procura entrar na colméia de outra família para saquear o mel. Isto pode desencadear episódios de pilhagem ou saque, que deve ser combatido com o uso do borrifador ou pulverizador.

Lagarta 8

É a larva dos Lepidópteros.

Lamelada 1

Estrutura com expansões laterais em forma de placa finas ou folhas, especialmente antenas.

Lanceolada 1

Em forma de lança.

Larva 1

Estágio imaturo de insetos, com morfologia distinta em relação ao adulto. Termo mais usado para imaturos em estádios anteriores à pupa em holometábolos, mas também usado por diversos autores para vários hemimetábolos. Em Isoptera, refere-se aos imaturos da linhagem estéril, que dão origem a operários e soldados.

Larvípara 1

Espécie, especialmente de Diptera, na qual os ovos eclodem dentro do corpo da fêmea, que, portanto, deposita larvas.

Larvópode 1

Falsas pernas abdominais de algumas larvas, especialmente de Lepidoptera.

Laterotergito 1

Para Hemiptera, ver conexivo. Em Diptera, esclerito da metapleura torácica logo acima do espiráculo posterior e anteriormente ao mediotergito.

Lectótipo 18

Um único espécime selecionado dentre os sintipos servirá como o único espécime tipo portador do nome.

Libélula 1

(Ordem Odonata). São todos os insetos desta Ordem. Todos na forma larval (as odonáiades) e adulta são ferozes predadores. Ver também Odonatos. Sin: agrião, aguadera, arquiptero, aviãozinho, cabra-cega, calunga, cambito, canzil, cavalinho-de-São-Jorge, cavalo-de-judeu, cavalo-de-cão, cavalo-do-cão, cavalo-dos-mortos, chupeta, donzelo, fura-olho, guigo, helicóptero, jacina, jaçanã, jacinta, larva-lunada, lava-bunda, lavadeira, lavandeira, libelinha, macaquinho-de-bambá, odonatos, olho-de-peixe, papa-mosquito (talvez este seja o nome popular mais bem empregado), papa-vento, pica-fogo, pito, pito-da-coisa-ruim, pito-do-demo, tangerina, zabumba, zig-zag e zigue-zague.

Lignícola 18

Que cresce ou vive em madeira ou dentro dela.

Lígula 1

O conjunto formado pelas glossas e paraglossas.

Limuloide 1

Corpo com formato que lembra Limulus (Chelicerata: Merostomata), com a região anterior larga e arredondada e a região posterior afilada e alongada.

Linha de voo 1

Em apicultura, é a direção preferencial das 'decolagens e aterrissagens', em uma colméia de abelhas, que não deve ser obstruída, pois causa muita ira das abelhas.

Linha ecdisial 1

Linha em forma de um Y invertido presente na cabeça de insetos imaturos e que se estende para o tórax. Essa linha tem cutícula mais fraca, que se rompe durante a ecdise.

Liquenófago 1

Diz-se dos insetos que consomem alimento de origem vegetal (fitófago), neste caso, liquens (ver também alimentação).

Litófilo 18

CRece ou vive em habitats pedregosos ou rochosos

Localidade-tipo 1

Local onde foi coletado o tipo primário (holótipo, lectótipo, neótipo) de uma espécie.

Loro 1

Um pequeno esclerito ao lado do clípeo, que se estende lateralmente até a gena (Hemiptera).

Lúmen 1

O espaço fechado ou cavidade de qualquer órgão oco, como o canal alimentar.

Lúnula 1

Pequeno esclerito em forma de crescente localizado perto da base da antena (Diptera).


M 84

Macrolábica 1

Forma com pinças grandes (Dermaptera).

Macróptero 1

Inseto com asas grandes ou normalmente desenvolvidas.

Macroquetas 1

Cerdas grandes, maiores que outras cerdas presentes no mesmo indivíduo.

Macrotríquia 1

Cerda, geralmente referida na superfície das asas, tanto na membrana quanto nas veias, com articulação em soquetes.

Mala 1

Uma superfície trituradora, normalmente na mandíbula.

Mamangaba 8

(Ordem Hymenoptera, famílias Apidae, Anthophoridae e outras). São as grandes abelhas solitárias ou sociais. Nidificam no solo ou em madeira seca. Algumas espécies são essenciais para a polinização de plantas, como os maracujás. Sin: abelhão bomboloni, mamangava, mangava, mangaba, mangagá, mangangá, mangangaba, vespa-de-rodeio, vespão. : decolagem de ninho cavado em árvore morta.

Mandíbula 1

Uma das estruturas pareadas do aparelho bucal localizadas entre o labro e as maxilas, geralmente muito esclerosadas e de função cortante e/ou triturante, modificadas em forma de estiletes em alguns insetos sugadores.

Manúbrio 1

A base da fúrcula (Collembola); região da genitália do macho (Coleoptera).

Mariambola 8

(Ordem Hymenoptera, super família Sphecoidea, gênero Eumenes). Por este nome são conhecidas as pequenas vespas caçadoras que fazem seus ninhos de barro em forma de balão em ramos, troncos, pedras ou paredes, protegidos da chuva, que suprirão com os artrópodes cassados, para depositarem seus ovos.

Marsúpio 1

Bolsa na qual algumas cochonilhas carregam ovos e imaturos (Hemiptera).

Maruim 8

Ordem Diptera, família Ceratopogonidae). Mosquitos pequenos, entre 1 e 2 mm de comprimento, muito comuns próximos a cursos de água, principalmente em áreas de maré, ricas em matéria orgânica em decomposição, onde suas larvas se desenvolvem. São hematófagos e causam um ardor no local da picada, o que justifica alguns de seus outros nomes: mosquito-pólvora ou simplesmente pólvora, meruim, miruim, bembé, catuqui, catuquim, merui,meurim, muruim, porvinha, mosquito-do-mangue, mosquitinho-do-mangue.

Maxila 1

Uma das estruturas pareadas do aparelho bucal localizadas entre as mandíbulas e o lábio, geralmente com um palpo.

Mecônio 1

Material fecal que se acumula durante a fase pupal e é eliminado na emergência da imago.

Mediestipe ou medioestipe 8

Parte distal do estipe quando dividido (Coleoptera)

Melífago 8

Diz-se dos insetos que consomem alimento de origem vegetal (fitófago), neste caso, o mel. Sin: melívoro. (Ver também alimentação).

Membrana peritrófica 1

Membrana porosa que reveste o mesêntero e protege suas células da abrasão mecânica, da penetração de patógenos e da ação química das enzimas digestivas.

Mento 1

O esclerito distal do lábio, ao qual estão ligados a glossa e as paraglossas.

Mes(o)- 1

Prefixo indicativo da parte do meio, usado frequentemente para referências a estruturas do mesotórax.

Mesêntero 1

O trecho médio do canal alimentar, que não é revestido por cutícula.

Mesepímero 1

O epímero da mesopleura, às vezes subdividido em anepímero (dorsalmente) e catepímero (ventralmente).

Mesepisterno 1

O episterno da mesopleura, às vezes subdividido em anepisterno (dorsalmente) e catepisterno (ventralmente).

Mesescutelo 1

O escutelo do mesonoto.

Mesescuto 1

O escuto do mesonoto, em Diptera chamado apenas de escuto (ou escudo) por causa da redução do metatórax.

Mesófilo 8

É o inseto que vive em condições de umidade moderada, normalmente suportando grandes variações desta umidade (eurihídrico).

Mesômero 1

Falômero médio (genitália do macho).

Mesonoto 1

Placa dorsal do mesotórax.

Mesossoma 1

Região formada pelo tórax mais o propódeo (segmento abdominal I) (Hymenoptera Apocrita).

Mesotórax 1

O segundo segmento do tórax.

Meta- 1

Prefixo indicativo da parte posterior, usado frequentemente para referências a estruturas do metatórax.

Metabolismo 8

É a soma do anabolismo e catabolismo.

Metâmero 1

Segmento do corpo ou somito, em animais metamerizados.

Metamorfose 8

A transformação em forma ou substância durante as fases sucessivas do desenvolvimento. Alguns tipos de metamorfose são: ametabolia, paurometabolia, hemimetabolia, hipometabolia, holometabolia e hipermetabolia.

Metanoto 1

Placa dorsal do metatórax.

Metapnêustico 1

Sistema respiratório no qual apenas o último par de espiráculos está aberto.

Metassoma 1

Região posterior ao segmento abdominal I, quando este último se encontra fundido ao tórax (Hymenoptera).

Metatórax 1

O terceiro segmento do tórax.

Metazona 1

Região posterior do pronoto (Mantodea).

Micângia 1

(pl.) Estruturas usadas para transportar fungos simbiontes (Coleoptera). Sing., micangium.

Micetócitos 1

Células que abrigam microrganismos e se encontram dispersas no corpo gorduroso [Hemiptera e Blattaria (baratas)].

Micetófago 1

Que se alimentam de fungos.
Diz-se dos insetos que consomem alimento de origem vegetal (fitófago), neste caso, fungos (ver também alimentação). Sin: fungívoro. 8

Micófago 1

O mesmo que micetófago.

Micrópila 1

Poro no córion do ovo, por onde ocorre a fecundação.

Micropteria 1

Redução da asa a pequenos vestígios.

Microtríquia 1

Estrutura cuticular microscópica subcelular em forma de pelo, presente especialmente nas asas de alguns insetos.

Migrar 8

Passar de uma região ou clima a outro, para procurar alimentação ou para procriar; pode ser de uma forma periódica ou irregular.

Miíase 1

Infestação por larvas de moscas, conhecida popularmente como bicheira.

Mimetismo 1

Semelhança na aparência geral entre indivíduos de espécies diferentes que confere proteção contra predação.

Mimetismo batesiano 1

Tipo de mimetismo no qual uma espécie palatável (mimético) obtém proteção contra predação ao imitar a aparência de uma espécie impalatável (modelo).

Mimetismo mertesiano 8

É a forma de defesa em que o inseto imitador (mímico), pouco venenoso, se assemelha ao inseto ou animal imitado (modelo), que é mais venenoso.

Mimetismo mulleriano 1

Tipo de mimetismo em que as duas espécies impalatáveis obtêm proteção contra predação por meio da semelhança entre elas.

Mimetismo wasmanniano 8

É o mimetismo tátil, no qual o mímico confunde a comunicação tátil do modelo, para lograr beneficio. Como exemplo temos o ácaro do gênero Planodiscus, que imita a ultraestrutura do tegumento e a distribuição da pilosidade da tíbia da formiga-correição Eciton para obter transporte (forésia). Sin. mimetismo tátil.

Mímico 8

É o organismo imitador de outro organismo, no intuito de obter alguma vantagem tal como: predar ou não ser predado ou as duas coisas, outros imitam para obter transporte ou parasitar a espécie modelo.

Mina 8

São os sulcos ou galerias cavado em folhas pelos insetos minadores. Ver também minador de folhas

Minador 1

Inseto cuja larva vive e se alimenta dentro de folhas vivas.

Minador de folhas 8

Diz-se dos insetos que vivem em folhas e se alimentam de células situadas entre as superfícies superior e inferior de uma folha, causando as minas. Sin. minador. Ver também mina.

Mirmecófilo 1

Que vive associado a formigas.

Mirmecologia 8

É o ramo da entomologia, que estuda as formigas

Mirmecomórfico 1

Com morfologia semelhante a uma formiga.

Mirmeleontídeos 8

É a maior família de insetos neurópteros que reúne todas aquelas espécies denominadas popularmente de formiga-leão. Sin: Mirmeleonídeos.

Místax 1

Conjunto de cerdas longas presente acima da região bucal presente em alguns Diptera, especialmente Asilidae.

Molar 1

Referente à região triturante da mandíbula.

Moniliforme 1

Tipo de antena formada por antenômeros arredondados,

Monófago 1

Que se alimenta apenas de uma espécie de organismo.

Monofilético 1

Grupo taxonômico que contém todos os descendentes do ancestral comum mais próximo.

Monômero 1

Com apenas um segmento ou artículo, não subdividido.

Monotípico 1

Monotípico Táxon de categoria superior à espécie que inclui apenas um táxon de categoria imediatamente inferior. Por exemplo um gênero que contém uma só espécie, uma família que contém um só gênero etc

Mosca 8

(Ordem Diptera, família Muscidae). Nome dado aos insetos de hábitos cosmopolitas, muito encontrados em zonas rurais, cujo espécie típico é a mosca-doméstica (Musca domestica), e cujas espécies são numerosíssimas. Coletivo: moscaria, mosquedo. Voz: zine, zoa, zumbe, zune.

Mosca-do-berne 8

É um parasita encontrado em climas tropicais e semi-tropicais das Américas. Sua estratégia de reprodução consiste em depositar seus ovos em outros Dípteros, como a mosca-do-estábulo e a mosca-doméstica, que servirão como vetores da doença (miíase), já que ao pousarem em um hospedeiro, os ovos ficam na pele deste e eclodem em seguida. A larva (berne) penetra até atingir a região subcutânea, onde se alimenta dos líquidos e tecidos do hospedeiro, causando a doença conhecida como miíase. Sin: berneira, mosca-berneira. Ver também miíase.

Mosca-do-chifre 8

(Ordem Diptera, família Muscidae, Haematobia irritans). Originária da África e constatada nos Estados Unidos em 1885, descreveu uma jornada implacável em direção ao sul, chegando em território Brasileiro em 1978 onde encontrou também excelente habitat, já que temos grandes rebanhos de seus hospedeiros (os grandes herbívoros, que também são exóticos) que lhes dão o sangue necessário ao seu metabolismo parasitário (picando em media 40 vezes ao dia) e a grande massa fecal necessária ao desenvolvimento massivo de suas larvas; isto levou a rotulagem de nossos besouros rola-bosta de "incompetentes" e a importação de um terceiro exótico, o besouro-africano Onthophagus gazella, que provavelmente disputará o habitat com nossos "incompetentes" besouros.

Mosca-do-estábulo 8

(Ordem Diptera, família Muscidae, Stomoxis calcitrans). É uma mosca muito parecida com a mosca-doméstica, sendo que ambos os sexos são de hábito alimentar hematófago. Suas larvas se desenvolvem em plantas em decomposição. Sin: beruanha, bironha, meruanha, mosca-do-bagaço, mosca-do-gado, muruanha

Mosca-do-pombo 8

Ordem Diptera, família Hippoboscidae, Pseudolynchia canariensis (Macquart, 1840) = P. maura). É uma mosca parasita dos pombos, pertencente a família dos Hipoboscídeos. Possui forma achatada. Faz vôos muito rápidos e introduz-se com grande facilidade entre as penas das aves. É vivípara, colocando larvas já prontas para se transformarem em pupas. Sin. Cafuti, kafuti.

Mosca-doméstica 8

(Ordem Diptera, família Muscidae, Musca domestica). Tem hábitos cosmopolitas, e são muito encontradas em áreas rurais, alimenta-se de quase todo tipo de restos alimentares, estrume e líquidos, como sucos, sangue, chorume do lixo, etc. Suas larvas também não são exigentes no quesito alimentação, evoluindo rapidamente até a fase adulta, que é alcançada em aproximadamente uma semana, no verão. A mosca-doméstica é vetor de inúmeras doenças, como cólera, febre tifóide e disenteria. Sin: mosca, mosca-caseira, mosca-comum, mosca-das-casas, mosca-de-casa

Mosquito 8

(Ordem Diptera). Esta denominação é usada, em especial, na família Culicidae, Foto para os genêros Culex, Aedes e Anopheles. Sin carapanã, carapanã-pinima, fincão, inhatium, jatium, mirim, moriçoca, muriçoca, pernilongo.

Mucro 1

Em Collembola, segmento terminal curto presente em cada ramo da furca.

Muda 1

Processo de troca da cutícula, que começa com a apólise e termina com a ecdise.

Multivoltina 1

Espécie que desenvolve múltiplas gerações por ano.

Multivoltino 1

Organismo que tem várias gerações por ano.

Mutualismo 1

Associação entre indivíduos de duas espécies que é benéfica para ambas.

Mutuca 1

Ordem Diptera, família Tabanidae). Do tupi mu'tuka. São grandes moscas que podem alcançar 20 mm, e cujas fêmeas têm hábitos hematófagos, e não são nada discretas ao atacar o seus hospedeiros. Sua picada normalmente é muito dolorida. Os machos são polenófagos. A maioria das larvas são aquáticas e predadoras.

Mutucal 1

É o local onde há muitas mutucas.


N 23

Náiade 1

(Ordens Ephemerida, Plecoptera e Odonata). Por este nome são conhecidas as ninfas aquáticas dos insetos das ordens dos Efemerópteros e Plecópteros, que têm respiração por tráqueo-brânqueas, e também as larvas de Odonatos, que também são conhecidas por odonáiades.

Nasuto 1

(Ordem Blattodea, família Termitidae, subfamília Nasutitermitinae).Um cupim soldado, no qual a cabeça se estreita na parte anterior, em uma projeção semelhante a um focinho ou nariz, utilizada para defesa, pois emite substâncias adesivas ou tóxicas. As espécies do gênero Nasutitermes são muito comuns e designadas cupim-narigudo; seus ninhos, quando arborícolas e escuros, são apelidados cabeça-de-negro.

Natatória 1

É a perna que apresenta o fêmur, a tíbia e o tarso achatados, e geralmente, com as margens providas de pêlos e esporões. Exemplos: baratas d'água e besouros aquáticos.

Necrófago 8

Diz-se dos insetos que se alimentam de animal ou vegetal morto (ver também alimentação).

Necróforesia 8

É o carreamento de membros mortos da colônia para longe.

Nectário extrafloral 8

Glândula produtora de néctar, situada fora das estruturas florais de plantas, que tem associação cominsetos.

Nefrócito 1

Célula especializada da hemocele, com função ligada à excreção e ao sistema imune.

Neobiogênese 8

Teoria que admite que os seres vivos evoluiram várias vezes. Veja abiogênese e biogênese.

Neossoma 1

Nome dado à forma hipertrofiada das fêmeas de Tungidae (o bicho-do-pé), encontradas inseridas na pele dos respectivos hospedeiros (Siphonaptera).

Neotênico 1

Indivíduo que atinge a maturidade reprodutiva, mas com morfologia correspondente a um imaturo em seu respectivo grupo.

Neurópteros 8

Insetos holometabólicos, com aparelho bucal mastigador e adaptado a capturar e devorar outros insetos; suas larvas também são predadoras, desenvolvendo-se muitas espécies na água de rios e riachos, sendo outras terrestres; como exemplo temos a formiga-leão o lixeiro

Neutralismo 8

É a interação onde duas populações de espécies diferentes vivem sem interferência.

Nigma 1

Pequena mancha presente nas asas de Trichoptera, próximo à bifurcação das veias RP3-RP4.

Ninfa 8

A fase imatura de um inseto hemimetabólico; normalmente se assemelha a uma versão em miniatura do adulto.

Nível trófico 8

Nível, numa cadeia ou pirâmide alimentar, na qual se insere um organismo.

1

Veia transversal grossa presente na margem costal das asas de Odonata.

Nômade 8

Diz-se da colônia de formigas-correição quando em sua fase ativa, oposta a sua fase estacionária, quando não têm sede fixa e vagueiam “errantes”.

Nomenclatura 1

Parte da Taxonomia relativa à criação e uso dos nomes formais dos táxons (nomes científicos). As regras de nomenclatura de insetos são definidas no Código Internacional de Nomenclatura Zoológica.

Nomenclatura binomial 8

É o sistema de nomenclatura em que os organismos têm dois nomes, o primeiro é o gênero e o segundo a espécie. Devem ser escritos em itálico, sendo a letra inicial do gênero em maiúsculo. Ex: Labidus praedator (a correição-da-chuva ou correição-preta).

Notaulos 1

Sulcos longitudinais do mesonoto de alguns insetos.

Noto 1

Região dorsal de um segmento torácico.

Notopleura 1

Uma pequena placa lateral adjacente ao mesonoto (Diptera).

Noturno 8

Organismo cujo pico de atividade ocorre durante a noite.


O 47

Obliterada 1

Quase apagada, indistinta (relativo a veias e suturas).

Occipício 1

A extremidade posterior da cabeça, após o vértice e adjacente ao forâmen occipital (em inglês, occiput).

Occipital 1

Relativo ou pertencente ao occipício.

Ocelado 8

Que tem ocelos ou manchas ocelares.

Ocelar 8

Pertinente ao olho ou se parece com um olho.

Ocelo 1

Olho simples presente na região frontal ou no vértice da cabeça de muitos insetos adultos e ninfas, em número de três ou dois.

Odonatos 8

(Ordem Odonata). São as libélulas, insetos de corpo alongado e subcilíndricos, as quatro asas são alongadas, providas de rica nervação e membranosas; sua cabeça é provida de dois grandes olhos compostos e antenas curtas e setáceas. As peças bucais são do tipo mastigador. A metamorfose é incompleta. Se dividem em duas subordens: Anisópteros (Anisoptera) e Zigópteros (Zygoptera). Em alguns países os odonatos tem o nome vulgar dado para a subordem, como Libellules e Demoiselles na França e Dragonflies, Damselflies nos paises de língua inglesa, que designam respectivamente os Anisópteros e os Zigópteros.

Olho composto 8

É o conjunto fisiológico formado pela reunião dos omatídeos e é responsável pela visão, nos insetos.

Oligópode 1

Larva com pernas torácicas funcionais (e.g. campodeiforme, elateriforme, escarabeiforme), mas sem falsas pernas abdominais.

Oligotérmico 8

Organismo tolerante a baixas temperaturas.

Omação 1

Mancha clara presente no centro do mesonoto de alguns Ephemeroptera.

Omatídio 1

Unidade óptica do olho composto.

Onisciforme 1

Larva com formato do corpo que lembra tatuzinhos do gênero Oniscus (Crustacea: Isopoda), achatada e ovalada.

Ontogenia 8

É a alometria aplicada a um indivíduo, estudando as transformações sofridas desde a formação até o estado adulto.

Oófago 8

Diz-se dos animais que se alimentam de ovos. Sin. Ovívoro

Oogênese 8

Origem, formação e desenvolvimento do óvulo.

Oóporo 1

Poro genital da fêmea por onde ocorre a saída dos ovos para oviposição.

Ooteca 1

Cápsula protetora que envolve uma massa de ovos (Blattaria (baratas), Mantodea, Orthoptera).

Opérculo 1

Uma tampa ou cobertura.

Opistognato 1

Com o aparelho bucal orientado para a região posterior.

Ordem 8

Subdivisão de uma classe ou subclasse, contendo uma família ou um grupo de famílias aparentadas.

Órgão cordotonal 1

Órgão sensorial alongado, subcuticular, ligado ao integumento, mas sem sinal externo da sua presença. Também chamado de escolóforo.

Orirruptor 1

Estrutura (ponta, espinho etc.) presente no embrião usada para quebrar a casca do ovo na eclosão.

Ortossomática 1

Larva com as superfícies dorsal, ventral e lateral retas, subparalelas.

Osmetério 8

É um processo bífido em forma de Y, que é emitido pelas lagartas de Papilionidae (Lepidoptera), ao serem molestadas, o qual exala odor desagradável e repelente.

Óstio 1

Abertura genital externa das fêmeas de Lepidoptera, usada apenas para a cópula.

Ostíolos 1

Fendas verticais do coração do inseto por onde entra a hemolinfa durante a diástole. Em Hemiptera, as aberturas externas das glândulas odoríferas.

Ovaríolo 1

Unidade cilíndrica ou afunilada do ovário.

Ovaríolo meroístico 1

Tipo de ovaríolo no qual células nutrizes ou trofócitos estão presentes. Ver ovaríolo politrófico e telotrófico.

Ovaríolo panoístico 1

Ovaríolo sem trofócitos, em que os oócitos são alimentados pelo epitélio folicular. Ocorre em Thysanura, Siphonaptera, Odonata e todas as ordens ortopteroides exceto Dermaptera.

Ovaríolo politrófico 1

Ovaríolo do tipo meroístico em que a cada ovócito corresponde uma série de trofócitos e o conjunto fica reunido em um folículo.

Ovaríolo telotrófico 1

Ovaríolo do tipo meroístico em que todos os trofócitos permanecem no germário.

Oviparidade 1

Reprodução através da produção e deposição de ovos.

Ovíparo 8

É o organismo que põe ovos. Sin. Oótoco. Ver Oviporo.

Oviporo 1

Abertura posterior da vagina da maioria dos Lepidoptera, que serve apenas para oviposição.

Ovipositor 1

Estrutura especializada para oviposição, presente nas fêmeas de vários grupos de insetos.

Oviruptor 1

Estrutura do imaturo, em forma de dente, usada para romper o ovo no momento da eclosão.

Ovo 8

É o resultado da união do óvulo com o gameta masculino.

Ovo-de-barata 8

Desta forma os leigos denominam a ooteca das baratas.

Ovoviparidade 1

Reprodução através da produção de ovos, que ficam retidos dentro do corpo da fêmea até a eclosão, sem que haja nenhum mecanismo de alimentação da larva.

Ovovivíparo 8

É quando os ovos se desenvolvem e eclodem dentro do trato reprodutor, dando-se assim a liberação de indivíduos jovens.

Óvulo 8

Célula reprodutora feminina, que após a fertilização, forma o ovo.


P 181

Palatável 8

Pode ser comido. Sin: comestível.

Palinologia 8

É o estudo dos grãos de pólen produzidos por plantas sementeiras (angiospermas e gimnospermas) e esporos (pteridófitas, briófitas, algas e fungos).
16A palinologia é uma disciplina da botânica que investiga os grãos de pólen e esporos. Os grãos de pólen são estruturas vegetais responsáveis por assegurar o transporte do gameta masculino da antera até o estigma, realizando assim a fecundação da planta. São estruturas altamente resistentes, devido a presença da esporopolenina presente na parede externa (exina) do grão, o que permite sua preservação ao longo de milhões de anos, mesmo em condições adversas. Além disso tem uma grande diversidade morfológica o que confere em diversas aplicações cientificas. Por isso, a palinologia desempenha um papel fundamental na elucidação de questões paleontológicas, ecológicas e aplicadas.

Pálio 1

Membrana da placa subgenital que cobre o falo quando retraído (machos de Orthoptera: Caelifera)

Palpífero 1

O lobo dos estipes maxilares, onde se insere o palpo.

Palpiforme 1

Na forma de palpo; uma estrutura cilíndrica e segmentada.

Palpígeros 1

Esclerito no qual se insere o palpo.

Palpo 1

Apêndice articulado da maxila ou do lábio.

Palpômero 1

Cada subdivisão do palpo.

Panela 8

Nome dado aos compartimentos dos ninhos das formigas da tribo Attini. Principalmente as saúvas, que têm várias panelas, e as quenquéns que têm uma só panela .

Pantófagos 8

Diz-se dos insetos que se alimentam de qualquer tipo de alimento (ver também alimentação).

Papila 1

Qualquer projeção cuticular pequena, cônica e pouco esclerotizada; a lígula modificada nos Coleoptera tecedores de seda.

Papiliforme 1

Em forma de papila.

Papo 1

Expansão das paredes do esôfago, que funciona como órgão de armazenamento.

Paracerco 1

Em Archaeognatha, representa o filamento mediano mais longo dentre os dois filamentos apicais do abdome; em Zygentoma, é um prolongamento do tergito X e tem aproximadamente o comprimento de cerco ou pouco mais longo, também denominado de filamento caudal mediano ou apêndice dorsal.

Paraferomônio 8

É uma substância que tem a propriedade de modificar o comportamento, sem contudo poder ser classificada como feromônio.

Parafilético 1

Grupo taxonômico definido por simplesiomorfias e que inclui o ancestral comum mais próximo e alguns de seus descendentes, mas não todos. Exemplos: Apterygota, Homoptera

Paraglossa 1

Cada um dos dois lobos no ápice do lábio, lateralmente à glossa.

Parâmero 1

Estrutura na genitália masculina do inseto, usualmente um lobo ou apêndice na base do edeago.

Paranotal 1

Expansões laterais da região torácica tergal.

Paraocular 1

Área adjacente aos olhos.

Paraproctos 1

Par de lobos que bordam o ânus ventrolateralmente.

Parasitismo 7

Associação entre seres vivos, temporária ou permanente, na qual há uma adaptação mais ou menos estreita, sendo que o parasita terá proveito dessa associação, em detrimento do hospedeiro.

Parasito 8

Diz-se dos insetos que consomem alimentos de origem animal (zoófago), neste caso, alimenta-se durante qualquer fase de sua vida, do hospedeiro, podendo ou não causar-lhe a morte. São divididos em endoparasito e ectoparasito (ver também alimentação).

Parasitoide 8

É o inseto parasito cujos ovos são colocados em um hospedeiro vivo, no qual a larva se desenvolve, consumindo-o e eventualmente matando-o.
1Inseto que, em sua fase larval, se alimenta de tecidos de outro animal por um tempo relativamente longo. O hospedeiro geralmente morre no final.

Paratégula 1

Cantos posteriores do mesoscuto, distintamente projetados para trás, lateralmente às axilas, na forma de uma projeção estreita.

Paratergito 1

Região marginal lateral do noto; em Chalcidoidea (Hymenoptera), escleritos pares finos localizados simetricamente nas laterais do sintergo IX de Tetracneminae.

Parempódio 1

Apêndice em forma de cerda no empódio (Hemiptera).

Parietal 1

Região lateral da cabeça, entre a fronte e o occipício.

Partenogênese 8

É a reprodução na qual os óvulos se desenvolvem sem terem sido fecundados.
1 Desenvolvimento do óvulo sem que tenha havido fecundação por um espermatozoide. Ver arrenotoquia e telitoquia.

Patágios 1

Par de estruturas ou expansões finamente lobadas do protórax.

Patela 1

Artículo associado à tíbia em Chelicerata.

Paurometabolia 8

É uma divisão da heterometabolia, onde o inseto recém eclodido se assemelha ao adulto, com a diferença da falta de asas e com órgãos sexuais imaturos. Sin: metamorfose gradual ou metamorfose direta. Ex: Isoptera e Hemiptera.

Paurometabólico 8

Inseto que se desenvolve por paurometabolia.

Pavimentoso 1

Característica associada às células achatadas do reto intestinal.

Peças bucais 7

Cada uma das estruturas (labro, mandíbulas, maxilas, lábio, epifarínge e hipofaringe) que, em cnjunto, constituem o aparelho bucal.

Peciolada 1

Estreitada, posicionada após um pedúnculo.

Pecíolo 8

O pedúnculo estreito pelo qual o abdome se prende ao tórax, podendo ter um ou dois nódulos em formigas (Hymenoptera).
1 Pedúnculo, haste; o segmento longo e fino entre o tórax e o restante do abdome em alguns Diptera ou entre o mesossoma e restante do metassoma em Hymenoptera Apocrita.

Pécten 1

Estrutura semelhante a um pente ou escova.

Pectinado 1

Semelhante a um pente.

Pedicelado 1

Suportado por um pedicelo.

Pedicelo 1

O segundo artículo da antena de um inseto. A porção basal estreita (haste) de uma estrutura, como o halter em Diptera. A haste através da qual o ovo de alguns insetos é fixado ao substrato.

Pediculose 8

É a infestação causada pelos piolhos, causando muita coceira (prurido) e dermatite.

Pedogênese 8

É quando um estágio larval ou imaturo de um inseto possui ovário funcional, cujos óvulos desenvolvem-se partenogeneticamente.

Pedomorfose 1

Retenção de características de imaturos nos adultos.

Pelta 1

O esterno abdominal I de Thysanoptera, que tem forma mais ou menos triangular e pode estar retraído sob o metasterno torácico.

Penelipse 1

Nas larvas de Lepidoptera, a figura formada quando uma parte menor que a metade do círculo de larvópodes está ausente na perna anterior.

Pênis 1

O mesmo que edeago.

Pentâmera 1

Estrutura com cinco subdivisões.

Pentâmero 7

Tarso com cinco tarsômeros. Termo também aplicado a qualquer apêncide que tenha cinso segmentos.

Percevejo 13

Zoologia Inseto parasito, da ordem dos hemípteros, do qual existem espécies domésticas, que podem afetar a criatura humana, e outras só encontradas nas plantas.

Perfoliada 1

Antena formada por antenômeros achatados e expandidos na metade distal (Coleoptera).

Peritrema 1

Placa esclerosada circundando uma abertura do corpo, especialmente espiráculos.

Pernas 8

São os apêndices torácicos responsáveis pela locomoção terrestre e/ou aquática nos insetos. Tipicamente as pernas são compostas por coxa, trocânter, fêmur, tíbia, tarso e pós-tarso.

Pernas adesivas 8

São encontradas em alguns machos de coleópteros aquáticos e servem para fixação na cópula.

Pernas ambulatórias 8

São pernas que servem para correr ou andar, não possuindo qualquer modificação especial. São encontradas em baratas, moscas, formigas e vespas. Sin: pernas corredoras, pernas marchadeiras e pernas gressoras.

Pernas coletoras 8

São pernas adaptadas para recolher e transportar grãos de pólen, possuindo uma estrutura denominada corbícula. Estão presentes em alguns himenópteros.

Pernas escansoriais 8

São pernas adaptadas para agarrar nos pelos de hospedeiros de alguns insetos. Os piolhos são exemplos típicos.

Pernas fossoriais 8

São pernas que servem para escavar o solo. Sin: pernas escavadoras.

Pernas natatórias 8

São pernas que servem para nadar. Possuem fêmur, tíbia e tarso achatados, e geralmente, com as margens providas de pelos e esporões. Sin: pernas nadadoras.

Pernas preensoras 8

São pernas adaptadas para a captura de outros animais e insetos. Possuem o fêmur desenvolvido, provido de sulco no qual se aloja a tíbia que é recurvada.

Pernas raptatórias 8

São pernas adaptadas para a captura de outros insetos. Possuem o fêmur e a tíbia providos de espinhos e dentes que se encaixam perfeitamente. Sin: pernas raptadoras.

Pernas saltatórias 8

São pernas adaptadas para saltar. Possuem o fêmur e a tíbia intumescido devido à forte musculatura propulsora. Sin: pernas saltadoras.

Pigidial 1

Relativo ou pertencente ao pigídio.

Pigídio 1

Tergo do último segmento do abdome.

Pigóforo 1

O esclerito dorsal da genitália de alguns Hemiptera.

Pigopódios 1

Apêndices terminais foliáceos com numerosos túbulos do segmento abdominal X de algumas larvas de Coleoptera.

Pilíferos 1

Lobos laterais do labro (Lepidoptera).

Pilígera 1

Com cerdas.

Pilórico 1

Associado à extremidade posterior do mesêntero.

Piloro 1

Válvula do intestino médio.

Piolho 14

Os piolhos são pequenos insetos que parasitam o homem e provocam uma doença chamada pediculose. Eles se alimentam exclusivamente de sangue, preferem ambientes quentes, escuros e úmidos e depositam seus ovos nos fios de cabelo.

Piolho-humano 8

(Orden Phthiraptera, família Pediculidae, Pediculus humanus). É um ectoparasito hematófago que se especializou para o corpo humano (é exclusivo do ser humano), sua infestação é conhecida como pediculose, e é sinônimo de falta de higiene, sendo particularmente severa em episódios de desordens sociais, como na guerra ou crises sociais. É vetor do tifo exantemático (Rickettsia prowazeki), febre recorrente (Borrelia recurrentis) e febre das trincheiras (Rickettsia quintana). Coloca seus ovos nas dobras das roupas. Sin: muquirana, mucurana, piolho-de-homem, piolho-de-corpo, quirana.

Piriforme 1

Com formato semelhante a uma pera.

Pitfall 1

Armadilha tipo alçapão ou de queda.

Placa 1

Qualquer esclerito largo e plano.

Placa umeral 1

Um dos escleritos articulares da base da asa.

Placoide 1

Semelhante a uma placa.

Planídia 1

Larva de primeiro ínstar de algumas espécies de parasitoides que sofrem hipermetamorfose. São achatadas, bem esclerotizadas, ativas e geralmente com pernas. Algumas possuem três garras em cada perna, chamadas de triungulinos.

Plano-básico 1

Reconstrução das características do ancestral mais recente de um grupo monofilético através da análise cladística. O termo é usado para o organismo todo ou para estruturas específicas, como as asas. O termo correspondente em inglês é ground plan.

Plectro 1

Em Coleoptera, órgão estridulatório no penúltimo segmento abdominal.

Plesiomorfia 1

Caráter ou estado ancestral ou primitivo dentro do nível hierárquico em estudo. Os conceitos de plesiomorfia e apomorfia são relativos, e uma plesiomorfia é sempre uma apomorfia em um nível hierárquico mais inclusivo.

Plesiomórfico 1

Estado primitivo de um caráter em uma série de transformação.

Pleura 1

Região lateral do segmento do corpo de um inseto, entre o tergo e o esterno. A pleural pode conter uma membrana (a membrana pleural) e escleritos (escleritos pleurais ou pleuritos).

Pleurito 1

Esclerito pleural.

Pleurosternal 1

Relativo à articulação entre a pleura e os esternos.

Pleuróstoma 1

Área de articulação da mandíbula na cápsula cefálica.

Pólen 15

O pólen ou polem (do latim pollen) é o conjunto dos minúsculos grãos produzidos pelas flores das angiospermas (ou pelas pinhas masculinas das gimnospermas), que são os elementos reprodutores masculinos ou microgametófitos, onde se encontram os gametas que vão fecundar os óvulos, que posteriormente irão se transformar em sementes. O estudo do pólen é a palinologia.

Polenófago 8

Diz-se dos insetos que consomem alimento de origem vegetal (fitófago), neste caso, pólen (ver também alimentação e palinologia).

Poliembrionia 1

O desenvolvimento de um ovo em dois ou mais embriões.

Polífago 8

Diz-se dos insetos que se alimentam de duas ou mais espécies (ver também alimentação).
1Animal de alimentação não especializada. O termo é mais usado para insetos fitófagos que se alimentam de muitos tipos de plantas.

Polifilético 8

É o grupo de espécies similares que são oriundas de dois ou mais ancestrais diferentes.
1 Grupo taxonômico definido por características convergentes que contém duas ou mais linhagens não diretamente relacionadas e não inclui o ancestral comum mais próximo.

Polimorfismo 8

É a presença de dois ou mais indivíduos estruturalmente e funcionalmente diferentes em uma mesma espécie.

Polinífago 1

Que se alimenta de pólen.

Polípode 1

Organismo com várias pernas. Especificamente, um tipo larval com abdome completamente segmentado e cada segmento com um par de apêndices rudimentares. Sinônimo de larva eruciforme.

POPs 8

São poluentes orgânicos persistentes, compostos químicos produzidos pelo homem, e seus impactos na saúde humana e no meio ambiente são devastadores. São bioacumulativos, ou seja, uma vez no corpo humano, não se degradam facilmente, gerando problemas como disfunções hormonais, prejuízos ao sistema nervoso central, danos aos rins, hepatotoxicidade, alterações dos níveis de hormônio, do sistema reprodutivo e indução ao aborto em fases iniciais de gravidez, entre outros. Os "12 Sujos", como são conhecidos, são: dioxinas, furanos, PCBs, hexaclorobenzeno, mirex (Dechlorane, Kepone, Ferriamicide, e GC 1283), heptacloro, DDT, dieldrin, clordano, toxafeno, aldrin e endrin. Sin: sujos.

Poriforme 1

Em forma de poro.

Porrecto 1

Estendendo-se para a frente horizontalmente (e.g. antena porrecta).

Pós-clípeo 1

Área superior do clípeo, representado por uma área mais esclerotizada.

Pós-gena 1

Área na cabeça posterior à gena.

Posmento 1

Esclerito presente na face ventral da cabeça de alguns insetos, posteriormente ao lábio. É semelhante à gula, mas não homólogo. Também pós-mento.

Potó 8

(Ordem Coleoptera, família Staphylinidae). Do tupi potó, são besouros estafilinídeos, que se caracterizam por serem longos e delgados, com élitros curtos, e ao correr mantêm o ápice do abdome erguido. São predadores ativos. Os do gênero Paederus, que segregam líquido cáustico, podem ocasionar sérias queimaduras na pele humana. Sin: bicho-de-fogo, caga-fogo, caga-pimenta, papa-pimenta, pimenta, fogo-selvagem, podó, potó-grande, potó-pimenta, trepa-moleque, tucura.

Praga 8

Nome pelo qual é conhecido o inseto que compete com o homem por recursos naturais, consome suas lavouras, destrói suas propriedades ou ataca suas criações. Deve se ter em mente que os insetos praga têm atuação tanto maior quanto mais alterado é o ecossistema.

Pré-pupa 1

Um ínstar do final da fase imatura e anterior ao estágio de pupa, que é imóvel ou pelo menos não se alimenta. Em Thysanoptera, corresponde ao terceiro ínstar.

Predador 8

Diz-se dos insetos que consomem alimentos de origem animal (zoófago), neste caso, presas vivas. Pode ser um predador verdadeiro, parasitóide, parasita ou herbívoro que consome partes de plantas (ver também alimentação).

Predatismo 8

É a interação desarmônica, na qual um indivíduo (predador) ataca, e devora outro (presa) de espécie diferente.

Pregueado 1

Com pregas.

Preparadores 8

São feromônios que agem na fisiologia do organismo, exercendo efeito mais prolongado e mais lento.

Prepecto 1

Pequeno esclerito da margem anterior do mesepisterno.

Presa 8

Organismo que é consumido e eventualmente morto por um predador.

Preservação 8

Conjunto de métodos, procedimentos e políticas que visem a proteção a longo prazo das espécies, habitats e ecossistemas, além da manutenção dos processos ecológicos, prevenindo a simplificação dos sistemas naturais

Pretarso 1

O segmento mais distal da perna do inseto, que contém as garras e outras estruturas associadas.

Princesa 8

É a forma feminina reprodutiva e virgem das abelhas e da maioria das formigas; após a fecundação é chamada de rainha.

Probóscide 1

Termo geral para um aparato bucal alongado ou extensível. Também probóscide.

Proclinada 1

Direcionada para frente; com ápice direcionado para porção anterior do corpo; termo aplicado a cerdas.

Proctiger 1

Em Diptera, sinônimo de ânus; em Heteroptera, estrutura cônica formada pelo segmento X, que contêm o ânus.

Proctodeo 1

Região posterior do tubo digestório do inseto. Também proctodeu.

Proferomônio 8

São precursores ou componentes de feromônios obtidos em laboratório. São bem estáveis, e são usados para evitar a degradação prematura nas formulações de feromônios.

Prognatismo 1

Característica prognata.

Prognato 1

Com cabeça orientada horizontalmente, com as mandíbulas direcionadas para frente. Também prognata (masculino e feminino) ou prógnato.

Pronoto 8

É a placa endurecida da parte dorsal do protórax.

Propagação 8

É o deslocamento de indivíduos de uma população dentro do seu habitat.

Propigídio 1

Segmento terminal no abdome precedente ao pigídio.

Propleura 1

Corresponde à pleura do primeiro segmento do tórax.

Propódeo 1

O segmento abdominal I, quando incorporado ao tórax (Hymenoptera).

Proprioceptor 1

Receptor sensorial sensível a estímulos internos do organismo, principalmente relacionados a mudanças da posição do corpo ou de suas partes.

Prosteca 1

Em Coleoptera, membrana com cerdas ao longo da superfície mediana da mandíbula, entre a mola e o dente apical. Em Diplura, denominada lacínia móvel, representa uma pequena placa na mandíbula.

Protoasas 1

Estruturas hipotéticas presentes no ancestral dos Pterygota e que deram origem às asas.

Protocérebro 1

Região maior e mais anterior do cérebro dos insetos, que inclui os lobos ópticos.

Protocooperação 8

É a interação entre duas espécies, não obrigatória, com benefício mútuo.

Protórax 8

O primeiro dos três seguimentos torácicos.

Protuso 1

Saliente, protuberante.

Proventrículo 1

Região do estomodeo entre o papo e o mesêntero, com função triturante. Também chamado de moela.

Proximal 1

Região de um órgão ou estrutura que fica mais próxima da base, centro ou ponto de inserção, opondo-se a distal.

Prozona 1

Região do pronoto mais próxima à cabeça (Mantodea).

Pruinosidade 1

Fina poeira. Termo usado para designar pilosidade muito curta, com aspecto de uma poeira fina.

Pruinoso 1

Com pruinosidade, com aparência de coberto com uma poeira fina.

Pseudo-halteres 8

São as asas anteriores atrofiadas dos machos de Strepsiptera.

Pseudocapítulo 1

Condição do ovo em que o capítulo faz parte do opérculo (Phasmatodea).

Pseudocelos 1

Órgãos sensoriais distribuídos sobre o corpo (Collembola e Protura).

Pseudóculos 1

Órgãos sensoriais olfativos na cabeça (Protura).

Pseudopênis 1

Estrutura associada ao órgão copulatório masculino (Psocodea/Phthiraptera).

Pseudotetrâmero 1

Tarso com cinco tarsômeros, mas com o quarto tarsômero reduzido, escondido na base do terceiro tarsômero (Coleoptera).

Pseudotrímero 1

Tarso com quatro tarsômeros, mas com o terceiro muito reduzido, dando a impressão de haver apenas três (Coleoptera).

Pterigopolimórfica 1

Com várias formas de asas.

Pterigoto 1

Espécie pertencente aos Pterygota, ainda que com perda secundária das asas.

Pterostigma 1

Área alargada e pigmentada ao longo da margem costal da asa.

Pteroteca 1

Mesmo que teca alar.

Pterotórax 1

Segmentos torácicos com asas; tipicamente o meso e metatórax.

Ptilinial 1

Sutura frontal correspondente ao ptilínio (Diptera).

Ptilínio 1

Estrutura membranosa inflável da fronte, através da sutura ptilinial (ou frontal), desde a base da antena. É evertida durante a emergência do adulto do pupário (Diptera).

Pubescente 1

Coberto com cerdas finas, curtas e densas.

Pulviliforme 1

Semelhante a um pulvilo.

Pulvilo 1

Estrutura almofadada e achatada entre as garras tarsais de alguns insetos.

Pupa 8

É o estágio intermediário nos insetos holometabólicos, onde ocorre a metamorfose. Os tipos de pupa são: pupa livre ou exarada, pupa obtecta, que por sua vez se divide em obtecta nua e obtecta fixa-nua e, finalmente, pupa croactada.

Pupa adéctica 1

Tipo de pupa cujas mandíbulas são imóveis, não funcionais, em oposição ao conceito de pupas décticas.

Pupa croactada 8

É uma pupa que permanece na última exúvia larval. Ex: Diptera.

Pupa déctica 1

Pupa exarada cujas mandíbulas são móveis, em oposição ao conceito de pupas adéticas.

Pupa exarada ou exarata 1

Tipo de pupa na qual os apêndices são livres, não colados ao corpo, em oposição ao conceito de pupas obtecta.

Pupa livre 8

É a pupa que tem os apêndices bem visíveis e afastados do corpo. Ex: Coleoptera.

Pupa obtecta 8

É a pupa que tem os apêndices intimamente ligados ao corpo. Ex: Lepidoptera, onde são conhecidas como crisálidas.

Pupa obtecta fixa-nua 8

É a pupa obtecta que está fixa a um substrato pelo cremaster.

Pupa obtecta nua 8

É a pupa obtecta que não está presa a nenhum substrato.

Pupário 8

É um envoltório formado pelo endurecimento da pele, para proteger a pupa.

Puparium 8

Palavra latina. Plural puparia, Ver pupário.


Q 13

Quadrifurcada 1

Estrutura com quatro ramos saindo do mesmo ponto.

Quadripectinada 1

Antena pectinada com quatro ramos por artículo.

Quarentena 8

Período de isolamento para prevenir a propagação de uma doença. Este período era inicialmente de 40 dias, mas atualmente difere com o tipo de doença.

Quebra-ovo 1

Oviruptor,

Quela 1

Pinça, em geral formada por modificação das garras tarsais.

Quelado 8

Estrutura semelhante a pinça, com duas garras oponíveis.

Quenquém 8

Ordem Hymenoptera, família Formicidae, subfamília Myrmicinae, gêneros Acromyrmex, Trachymyrmex, Mycocepurus e Serycomyrmex). Por este nome são conhecidas as formigas de características anatômicas e hábitos muito próximos às saúvas (pertencem à mesma tribo Attini). As colônias das espécies do gênero Acromyrmex são menores que os de suas parentes Atta, e possuem normalmente apenas uma panela, possuem algumas castas de soldados e operárias que protegem e executam as tarefas, principalmente a de cultivo dos fungos que as alimentam e que são cultivados em folhas mascadas de várias espécies vegetais. Sin: carregadeira, cortadeira, formiga-cabeçuda, formiga-carregadeira, formiga-cortadeira, formiga-de-mandioca, formiga-de-roça, formiga-picadeira, jardineira, picadeira, roceira. De acordo com a espécie, têm nomes próprios como: quenquém-de-cisco, quenquém-mineira, etc.

Quetosema 1

Áreas cuticulares elevadas na cabeça do indivíduo adulto; órgãos sensoriais de Jordan (Lepidoptera).

Quetotaxia 1

O arranjo (e a nomenclatura correspondente) das cerdas do exoesqueleto.

Quilha 1

Expansão laminar saliente do exoesqueleto.

Quimioreceptor 8

É um órgão sensitivo, adaptado para perceber sinais químicos.

Quimiotropismo 8

É o tropismo relacionado a uma substância química.

Quitina 1

Polissacarídeo nitrogenado presente na cutícula, formado basicamente por unidades de N-acetil glucosamina.
8Polissacarídeo nitrogenado com a fórmula C32H54N4O21, que ocorre na cutícula dos artrópodes.


R 23

Rabdoma 1

Região sensível à luz formada por um conjunto de rabdômeros compactados em uma estrutura cilíndrica no eixo de cada omatídio.

Rabdômero 1

Conjunto de microvilosidades presentes na parte interna de uma célula retinular do olho composto.

Rádula 1

Áreas esclerosadas do endofalo (Psocodea/Psocoptera).

Rainha 1

Fêmea reprodutora em colônias de insetos sociais.

Rapagulae 1

Falsos ovos que servem de alimento para larvas neonatas (Neuroptera).

Raptorial 1

Estrutura adaptada para capturar presas. Perna raptorial.

Razão sexual 8

É a proporção entre o número de fêmeas e a soma do número de machos e fêmeas. rs = nº fêmeas/ nº machos + nº fêmeas.

Realimentação 8

Qualquer mecanismo ou sistema de autocontrole, que explica como um órgão ou organismo passa a funcionar em determinado momento, sob certa circunstância, e pára de funcionar, evitando sua sobrecarga ou excesso de trabalho em outro momento, numa nova circunstância. Sin: mecanismo de realimentação, retroalimentação.

Recursos biológicos 8

Compreende recursos genéticos, organismos ou partes destes, populações, ou qualquer outro componente biótico de ecossistemas, de real ou potencial utilidade ou valor para a humanidade.

Recursos genéticos 8

Significa material genético de valor real ou potencial.

Remígio 1

Porção anterior da asa, geralmente mais rígida e com mais veias que o clavo posterior.

Reniforme 1

Em forma de rim ou de feijão.

Reotropismo 8

É o tropismo relacionado a correntezas aquáticas.

Reptantes 1

Rastejante.

Resilina 1

Proteína cuticular elástica, incolor, transparente, semelhante a um gel, produzida pela epiderme.

Retináculo 1

Em Collembola, o mesmo que tenáculo; em Lepidoptera, um tufo de cerdas ou uma dobra na membrana ventral da asa anterior, geralmente na base da veia Sc; em larvas de Coleoptera, estrutura em forma de dente localizada na margem mesal da mandíbula, abaixo dos dentes distais.

Retínula 1

Estrutura componente do olho composto, formada por células retinulares e seus neurônios.

Reto 1

Porção posterior do proctodeo.

Ritral 1

Curso superior dos rios, em áreas mais altas, com correnteza rápida. Contrasta com potamal, curso inferior na planície, com correnteza lenta.

Rizófago 8

Diz-se dos insetos que consomem alimento de origem vegetal (fitófago), neste caso, raízes (ver também alimentação).

Rola-bosta 8

(Ordem Coleoptera, família Scarabaeidae). Diz-se dos besouros que têm como estratégia reprodutiva fazer uma ou várias bolas de estrume, as quais são enterradas e sobre as quais depositam seus ovos. Sin: bosteiro, escaravelho, vira-bosta.

Rostro 1

Prolongamento ou projeção da cabeça em forma de nariz; região frontoclipeal prolongada em forma de bico; em Hemiptera, conjunto de peças do aparelho bucal, formada pelo lábio que envolve os estiletes mandibulares e maxilares.


S 89

Saco genital 1

Estrutura situada anteriormente ao apódema basal e que contém internamente o edeago, geralmente ornamentado com escamas, espinhos ou manchas. Também chamado saco interno ou vesícula-pênis (Psocodea/ Phthiraptera).

Saculiforme 1

Em forma de bolsa ou saco.

Salivário 1

Cavidade na porção posterior da hipofaringe, onde se abrem as glândulas salivares.

Saltatória 8

São as pernas posteriores dos gafanhotos, grilos, esperanças e pulgas. Possuem o fêmur e a tíbia bastante desenvolvidos e alongados.

Saprófago 8

Diz-se dos insetos que se alimentam de materiais em decomposição, de origem vegetal ou animal (ver também alimentação).

Sarassará-de-pernas-ruivas 8

(Ordem hymenoptera, família Formicidae, Camponotus rufipes). Por este nome são conhecidas as formigas sarassarás ou sararás que apresentam as pernas arruivadas. As operárias variam de 5 mm à 7 mm e os soldados de 9 mm à 10 mm, a rainha mede 13 mm. Seus ninhos são construídos em ocos de árvores, sob pedras ou sobre o solo utilizando pequenos gravetos (ciscos). Suas pupas (erroneamente chamadas de ovos pelos leigos) são muito procuradas para alimentação de pássaros em cativeiro. Alimentam-se de restos de insetos e de líquidos açucarados produzidos por vários Hemípteros, tais como percevejos, cigarrinhas e pulgões, são grandes apreciadoras do néctar de nectários extra-floral, adoram mel, o que causa grande transtorno aos apicultores, pois para obtê-lo atacam as colméias levando de quebra suas larvas; a forma que o apicultor tem para se defender é utilizar funis ou outra proteção na base da colméia.

Sarcolema 1

Envoltório das fibras musculares.

Saúva 8

(Ordem hymenoptera, família Formicidae, subfamília Myrmicinae, gênero Atta). Por este nome são conhecidas algumas das mais organizadas e bem sucedidas formigas. As colônias de algumas espécies são divididas em várias castas de soldados e operárias, que protegem e executam as tarefas, principalmente a de cultivo dos fungos que as alimentam e que são cultivados em folhas mascadas de várias espécies vegetais. Daí vêm os problemas que causam, desfolhando, as vezes em um dia, um pequeno cultivar, o que motivou o naturalista Francês Augustin César Prouvençal de Saint-Hilaire (1779 -1853) a citar a bombástica frase: ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil. Suas colônias são subterrâneas e divididas em vários compartimentos (panelas) interligados e que servem a diversos fins. Suas fêmeas aladas são chamadas de tanajuras os machos de bitu e seu ninho de sauveiro. Sin: cabeçuda, carregadeira, cortadeira, formiga-cabeçuda, formiga-carregadeira, formiga-cortadeira, formiga-de-mandioca, formiga-de-roça, formiga-de-saúva, formiga-picadeira, formiga-saúva, jardineira, picadeira, roceira, saúba, formiga-pára-sol. De acordo com a espécie e subespécie têm nomes próprios como: saúva-mata-pasto, saúva-limão, saúva preta, etc. Veja também formiga-isaú.

Saúva-preta 8

(Ordem Hymenoptera, família Formicidae, subfamília Myrmicinae, Atta robusta). É uma habitante das áreas de restinga desde a cidade do Rio de Janeiro, até o norte do Espírito Santo, e é um inseto muito raro e consta da lista de animais brasileiros ameaçados de extinção.
Acesse o projeto Atta robusta

Sauveiro 8

Por esse nome é conhecido o ninho das formigas saúvas.

Securiforme 1

Em forma de uma lâmina de machado, comprimido triangular.

Seda 8

É uma substância secretada pela larva do bicho-da-seda, que ao contato com o ar endurece em forma de fio fino e brilhante. É composta por fibroína e sericina.

Sementagem 8

Em sericultura é assim que se chama a produção de larvas a partir dos ovos de bicho-da-seda.

Seminal 1

Relativo ao sêmen.

Semioquímico 1

Substância química usada em comunicação intra ou interespecífica.

Semioquimícos 8

São as substâncias químicas que transportam informações entre os organismos. Também podem transportar toxinas e nutrientes.

Sensor 1

(sensílio, sensila, sensilo ou sensório de diferentes autores) Estrutura epidérmica que se constitui de um receptor simples, formado por uma ou poucas células epiteliais que se projetam na cutícula. É especializada na detecção ou na recepção de sinais e estímulos de natureza físico-química. Corresponde ao termo em latim sensillum (sensilla no plural), que não tem equivalente em português.

Sericultura 8

a arte de criar e cuidar das lagartas de bicho-da-seda, para delas obter os produtos sericícolas, tais como a seda ou farinha de crisálida. Sin: sericicultura.

Serosa 1

A membrana externa que envolve o embrião.

Serreado 1

Estrutura com dentes, com aspecto de serra.

Setácea 1

Com cerdas; em forma de cerda.

Setífera 1

Relacionado à pontuação com cerdas.

Setiforme 1

Em forma de cerda.

Sifão respiratório 1

Estrutura tubular externa presente em alguns insetos aquáticos que conecta o sistema traqueal com o ar.

Sifúnculo 1

Estrutura tubular pareada que ocorre no abdome de pulgões e descarrega secreções defensivas e feromônios de alarme (Hemiptera).

Simbionte 8

Um organismo que vive em simbiose com outro organismo.

Simbiose 8

1. Relações interespecíficas harmônicas, com benefícios mútuos entre os seres vivos. 2. Uma associação estreita e permanente entre organismos de espécies diferentes.

Simpátrico 18

Organismos cujas áreas de distribuição se sobrepõem ou são até idênticas, de modo que ocorrem juntos pelo menos em alguns lugares.

Sinantropia 8

São espécies que procuram o convívio humano. Ver domiciliação.

Sinapomorfia 1

Apomorfia compartilhada por dois ou mais táxons, que constitui evidência de monofiletismo desse grupo.

Sinomônio 8

É uma substância ou mistura química de substâncias usadas em comunicação (infoquímicos) no meio de indivíduos que pertencem a espécies diferentes. Evoca uma resposta que é adaptativa, favorável para o emissor e para o receptor. Ex: várias plantas utilizam sinomônios para atraírem predadores, para debelar insetos herbívoros.

Sinônimo 8

Um de dois ou mais nomes que recebeu uma única espécie. O nome mais antigo normalmente é o que prevalece.

Sintergito 1

Placa resultante da fusão de dois tergitos (Diptera).

Sintipo 18

Qualquer um de dois ou mais espécimes listados na descrição de uma espécie onde não foi designado um holótipo.

Sintórax 1

Região resultante da fusão de segmentos do tórax (Ephemeroptera).

Sirgaria 8

Diz-se das instalações destinadas à criação das lagartas do bicho-da-seda. Sin: rancho, barracão.

Siriri 1

Adulto alado de cupim (Isoptera).

Sistemática 1

Disciplina que tem o objetivo de catalogar a diversidade biológica, reconstruir sua história evolutiva e desenvolver a classificação formal dos seres vivos. Frequentemente tratada como sinônimo de Taxonomia.

Sitófago 8

Diz-se dos insetos que consomem alimento de origem vegetal (fitófago)., neste caso, sementes (ver também alimentação)

Sitóforo 1

Esclerito cibarial, localizado na entrada do esôfago (Psocodea/Psocoptera).

Sociedade 8

É a associação intraespecífica, onde o individuo atua como uma parte do todo.

Sociotomia 8

É o processo de formação de novas colônias em alguns insetos sociais; em Hymenoptera se caracteriza pela saída de uma fêmea fertilizada (rainha) acompanhada de várias operárias. Como exemplos temos as abelhas Apis mellifera e as formigas Eciton. Veja também: enxameação, voo nupcial e voo de dispersão.

Somito 1

Segmento do corpo ou metâmero.

Stridulitrum 1

Estrutura estridulatória no sulco prosternal (Hemiptera: Reduviidae).

Subalar 1

Esclerito próximo à base da asa.

Subanal 1

Relacionado à posição anterior ao ânus.

Subapical 1

Anterior ao ápice.

Subclasse 8

A maior subdivisão de uma classe, contendo um grupo de ordens aparentadas.

Subcosta 1

Veia longitudinal da asa, geralmente não ramificada, que corre paralela à costa.

Subcoxa 1

Parte proximal diferenciada da coxa, geralmente incorporada à pleura.

Subescafo 1

Em machos, placa ventral associada ao tubo anal (Lepidoptera).

Subespécie 1

Subdivisão de uma espécie que corresponde a uma variação geográfica.

Subfamília 8

A maior subdivisão de uma família, contendo um grupo de tribos ou gêneros aparentados. Os nomes das subfamílias são seguidos do sufixo -nae. Subfilo. A maior subdivisão de um filo, contendo um grupo de classes aparentadas.

Subgena 1

Área abaixo da gena e acima dos apêndices bucais.

Subgenital 1

Placa subgenital, esternito abdominal associado à genitália.

Subgenual 1

Escolóforo situado na região proximal da tíbia.

Subglabra 1

Superfície parcialmente glabra.

Subglobular 1

Estrutura com forma aproximadamente esférica.

Subimago 1

Penúltimo ínstar de Ephemeroptera, muito semelhante ao adulto e com asas funcionais.

Submento 1

Região proximal do lábio.

Subordem 8

A maior subdivisão de uma ordem, contendo um grupo de famílias aparentadas.

Subpopulação 18

Uma população que faz parte de uma população maior.

Subsocial 1

Espécie com comportamento de cuidado parental em relação à própria prole, mas sem castas ou outras características de insetos sociais.

Subtribo 18

Uma categoria taxonômica entre tribo e gênero

Succívoro 8

Diz-se dos insetos que consomem alimento de origem vegetal (fitófago). Neste caso, seivas (ver também alimentação).

Sucessão 18

O processo gradual e ordenado de mudança em um ecossistema, provocado pela substituição progressiva de uma comunidade por outra até que um clímax estável seja estabelecido.

Suctorial 1

Aparelho bucal adaptado para sugar.

Sugador-pungitivo 1

Aparelho bucal adaptado para perfurar e sugar (Siphonaptera e Psocodea/Phthiraptera).

Sulciforme 1

Em forma de sulco.

Sulco fastigial 1

Sulco longitudinal médio presente no fastígio de alguns Orthoptera.

Sulco metacetabular 1

Sulco próximo à cavidade coxal (acetábulo) do metatórax de alguns Hemiptera.

Supercolônia 8

É a união de milhares (algumas vezes milhões) de colônias com pouca variação genética, o que faz com que os indivíduos colaborem, como se fossem da mesma colônia (população unicolonial). Como exemplo temos a formiga-argentina (Iridomyrmex humilis = Linepithema humile), que na América do Sul não é ecologicamente dominante, por apresentar agressão para com indivíduos de outras colônias, porém introduzida na América do Norte, se comporta como Supercolônia, com grande fluxo de operárias e mesmo de rainhas, tornando-se, assim, dominante para com as formigas nativas.

Superfamília 8

Categoria taxonômica que engloba duas ou mais famílias. Nomes de superfamília são seguidos do sufixo -oidea.

Superlígulas 1

Lobos laterais da hipofaringe presentes em adultos de Entognatha, Archaeognatha e Zygentoma, e em imaturos de Ephemeroptera e Dermaptera. O mesmo que superlínguas.

Superparasitoide 8

É um parasitoide que produz vários descendentes por hospedeiro individual. 2) É a oviposição em um hospedeiro previamente parasitado, por um parasitóide de mesma espécie. 3) É o parasitismo em um hospedeiro por mais larvas do que as que podem chegar até a maturidade.

Supra-alar 1

Posição de cerdas acima da base da asa, entre as cerdas notopleurais e pós-alares (Diptera).

Supra-alveolar 1

Sulco localizado acima do alvéolo antenal (Hymenoptera).

Supra-anal 1

Acima do ânus.

Supracoxal 1

Acima da coxa.

Supraesofágico 1

Acima do esôfago.

Supratentórios 1

Par de braços laterais do tentório (esqueleto interno da cabeça).

Sutura 1

Estritamente, um sulco externo da cutícula que resulta da fusão de placas. O termo também é usado para linhas menos esclerosadas da cutícula, de cor mais clara, e para marcas externas de dobras e reentrâncias da cutícula.

Sutura coronal 1

A parte central da sutura epicranial.

Sutura epicranial 1

Linha em forma de Y invertido presente da cabeça de insetos adultos. Não é uma sutura verdadeira, e sim vestígio da linha ecdisial.

Sutura notopleural 1

Sutura que separa o pronoto da região pleural.

Sutura notosternal 1

Sutura que separa o pronoto do esterno (Coleoptera: Polyphaga).


T 88

Tagma 1

Conjunto de segmentos sucessivos de um animal metamérico que forma uma região diferenciada morfofuncionalmente, como a cabeça, o tórax ou o abdome

Tagmose 1

Fenômeno evolutivo que resultou na organização do corpo do inseto em tagmas.

Tanajura 8

(Ordem hymenoptera, Família Formicidea, Gênero Atta). Por esse nome é conhecida a fêmea alada das formigas saúvas. Sin. Içá, tanajura-manteiga. O macho é conhecido como bitu.

Tanatose 8

É o ato de defesa em que o inseto se finge de morto.

Tandem 8

Indivíduos alinhados, um atrás do outro, podendo estar ligados ou presos.
1 Dois indivíduos em tandem: conectados ou um atrás do outro, geralmente em comportamento de acasalamento ou cópula.

Tapetum 1

(tapete) Nos olhos compostos de espécies noturnas e crepusculares, estrutura multilaminar formada pelo dobramento intenso de traquéolas, situada sob o ponto de armazenamento de pigmentos visuais do olho composto, especialmente dos Lepidoptera. Nos ocelos, área diferenciada na região posterior das células retinulares e formada por sais de urato.

Tarso 8

É a porção da perna, logo após a tíbia. E possui mais de um segmento, em insetos.

Tataíra 8

(Ordem Hymenoptera, super-família Apoidea, Oxitrigona tataira cagafogo e Oxitrigona obscura). Do tupi tata'ira “tata” fogo + “ira” abelha. São conhecidas também por caga-fogo, devido ao fato de serem muito agressivas e, quando mordem, secretam um líquido muito cáustico que causa muito ardor. Nidificam em ocos de árvores. Sin: abelha-de-fogo, caga-fogo, abelha-caga-fogo, bota-fogo, abelha-bota-fogo.

Taxia 8

Uma resposta dirigida, que envolve o movimento de um animal para perto ou longe de um estimulo.

Táxon 1

Um grupo de organismos que recebe um nome formal na classificação, como Insecta, Coleoptera, Drosophila.

Taxonomia 1

A disciplina que lida com a classificação formal dos organismos vivos. Frequentemente tratada como sinônimo de Sistemática.

Teca alar 1

Estrutura que corresponde ao primórdio da asa durante o desenvolvimento do imaturo.

Tectiforme 1

Em forma de telhado, usado para descrever a forma das asas de alguns insetos.

Tégmen 1

Em Coleoptera, sinônimo de parâmero.

Tégmina 8

É a asa anterior espessada e coriácea. É encontrada nas ordens Blattodea, Mantodea, Orthoptera e Phasmida.

Tégula 1

Esclerito mais proximal associado à base da asa.

Tegume 1

Tergo abdominal IX (Lepidoptera).

Tegumento 1

Cobertura da superfície do corpo. Conjunto que inclui a epiderme mais a cutícula.

Teleaforme 1

Larva semelhante à ao primeiro ínstar de Teleas (Scelionidae), com protuberâncias cefálicas em forma de gancho.

Telitoquia 8

É a reprodução por partenogênese, que gera apenas fêmeas. Ver também arrenotoquia.

Telômero 1

Uma divisão do parâmero da genitália masculina (Neuroptera e Mecopterida).

Télson 1

Segmento terminal primitivo dos Arthropoda, que contêm o ânus.

Têmpora 1

Parte da cápsula cefálica, de cada lado, acima e atrás dos olhos (Coleoptera).

Tenáculo 1

Estrutura no segmento III do abdome formada por uma peça única na base (corpo), com um par de peças distais (ramos) portadoras de uma série de no máximo quatro dentes na superfície externa (Collembola).

Tenídeas 1

Espessamentos helicoidais quitinosos das traqueias.

Tenro 8

Termo aplicado a um inseto pálido, de corpo mole, logo após a muda ou eclosão.

Tentório 1

Esqueleto interno da cabeça do inseto.

Terebra 1

Ovipositor formado por quatro valvas serreadas, que fazem saliência numa fenda longitudinal entre os esternitos VIII e IX (Thysanoptera).

Tergito 1

Um esclerito que compõe o tergo.

Tergo 8

A superfície dorsal de qualquer segmento do corpo.

Terminália 1

O conjunto de segmentos terminais do abdome modificados, incluindo a genitália e o ânus.

Termitófilos 1

Organismos que vivem associados a térmitas.

Termitologia 8

É o ramo da entomologia, que estuda as térmitas (cupins).

8

É o entomólogo que faz o estudo científico das térmitas (cupins).

Termofílico 18

Aplicado a espécies que vivem em lugares quentes.

Termotropismo 8

É o tropismo relacionado à temperatura.

Terrícola 18

Que vive sobre ou no solo.

Testácea 1

Com cor de tijolo, marrom amarelado.

Testículo 1

Gônada do macho, que ocorre em pares em insetos.

Tetrâmero 1

Com quatro subdivisões; tarso com quatro tarsômeros.

Tíbia 8

É o quarto segmento da perna, e se localiza entre o fêmur e o tarso.

Tíbio-tarso 1

Fusão parcial da tíbia e do tarso (Collembola).

Tigmotaxia 1

Tendência a manter o corpo em contado com superfícies ou em frestas e espaços estreitos.

Tignotropismo 8

É o tropismo relacionado ao contato com superfícies adjacentes. Ex: baratas em frestas.

Tilácio 1

Saco formado pelas exúvias das sucessivas mudas (Dryinidae).

Tilo 1

Corresponde à face (Cercopoidea).

Tiloides 1

Sensores com forma de minúsculas calosidades, porosas sob grande aumento (Hymenoptera: Ichneumonidae).

Timbale 8

Uma placa esclerosada no órgão produtor de som das cigarras.

Tímpano 1

Órgão sensorial responsável pela captação de som.

Tipo 18

O tipo fornece o padrão objetivo de referência através do qual a aplicação do nome de um táxon nominal pode ser determinada; veja também holótipo, parátipo, sintipo, neótipo e lectótipo.

Tocandira 8

(Ordem hymenoptera, Família Formicidea, Paraponera clavata Fabr). Do tupi tukã’di, ‘fere muito’. Comum na Amazônia, de coloração preta, e atingindo até 22 mm, possui peçonha muito ativa, produzindo ferroadas muito dolorosas, capaz de causar vômito. É utilizada, pelos indígenas da região, para a emancipação dos adolescentes, onde várias são agrupadas em um colete de folhagem, que é amarrado ao tórax do iniciado. Desta forma também é usada na terapêutica indígena, e é chamado de maraké, entretanto a variante mais usada na emancipação é em forma de luva recheada de formigas chamado de tiptip. Variações: tocanera, tocandera, tocainará, tocanguira, tocanquibira, tucandira. Sin: chia-chia, vinte-e-quatro (em alusão ao tempo de dor da sua ferroada), saracutinga, tracutinga, tracuxinga, formigão, formigão-preto. Outros nomes indígenas: ipurotó (Naruoto), man (Ualapiti), men (Mehinaku e Uaurá), menái e nâna (Pareci), rundara (Suiá), tapinhaim ou tapiaí (Uabois), tletatagliçu ou tletataglizu (Nambiquara), tocanuro (Trumai), tocanüt (Auetí), tsike (Matipu) e Tsikê (Kuikuro e Kalapalo).

Tomentoso 1

Coberto por um tomento, pubescência curta e densa, semelhante a poeira.

Torácico 8

Pertencente ou relativo ao tórax. 2. Pertencente ou relativo aos torácicos.

Torácicos 8

Animais pertencentes aos artrópodes (arthropoda), crustáceos (crustacea), cirrípedes (cirripedia), da ordem thoracica, que se caracteriza por ter o corpo revestido por um manto, com seis pares de apêndices no tronco. Ex: cracas

Tórax 1

Segunda região diferenciada do corpo do inseto, composta de três segmentos entre a cabeça e o abdome, onde estão inseridos os apêndices locomotores.

Tormas 1

Par de escleritos localizados nos ângulos látero-basais do labro, que se estendem pela superfície epifaringeal do clípeo (Coleoptera).

Tormógena 1

Célula da epiderme que forma a base de uma cerda.

Tórulo 1

Sinônimo de alvéolo antenal.

Traquéia 8

Um dos tubos que penetram o corpo dos insetos e levam gases para os vários órgãos. São elásticos e espiralares. Eles são abertos ao ar pelos espiráculos.

Traqueoblasto 1

Na pupa, célula epidérmica do sistema respiratório, que forma as traquéolas.

Traqueobrânquias 1

Brânquias traqueais.

Traquéolo 1

Ramo traqueal fino e sem tenídeas, com menos de um micrometro de diâmetro.

Triângulo ocelar 8

Área triangular delimitada pelos ocelos, ligeiramente elevada.

Tribo 8

É a subdivisão de uma subfamília, contendo gêneros aparentados. Os nomes das tribos são seguidos do sufixo -ini.

Tricobótria 1

Cerda sensorial tricoide, constituída de mecanorreceptores especiais. A cerda é fina e longa e tem uma base diferenciada, que pode ser uma protuberância, uma depressão ou uma mancha circular.

Tricógena 1

Célula da epiderme responsável pela formação de uma cerda.

Tricoide 1

Semelhante a uma cerda.

Tricoma 18

Uma estrutura filamentosa ou semelhante a um pelo de uma glândula, por exemplo, em besouros mirmecófilos

Trilocular 1

Com três lóculos.

Trímero 1

Dividido em três partes. Um tarso trímero é composto por três tarsômeros.

Trimórfico 1

Com três formas.

Tritocérebro 1

Parte posterior do cérebro de um inseto, correspondente a um par de gânglios metaméricos incorporados ao cérebro, de fato dispostos lateralmente ao esôfago.

Triungulino 1

O primeiro ínstar larval de Strepsiptera e alguns Coleoptera parasitoides. É ativo e possui três garras em cada perna. Também triungulim.

Trocantelo 1

Porção basal do fêmur, separada do restante por um sulco ou uma linha, semelhante ao trocanter (Hymenoptera).

Trocanter 8

É o segundo segmento da perna e se localiza entre a coxa e o fêmur.

Trocantino 1

Pequeno esclerito anterior à coxa e à protuberância pleural coxal.

Trofalaxia 1

A troca mútua de alimento entre insetos, especialmente entre indivíduos da mesma colônia de insetos sociais.

Trofócito 1

Célula do corpo gorduroso, mais frequentemente encontrada dentre os insetos.

Troglóbio 1

Adaptado à vida em cavernas.

Troglófilo 18

Habitante frequente das cavernas, adaptado ecologicamente, mas não morfologicamente.

Troglóxeno 18

Habitantes ocasionais de cavernas, cuja longa permanência nelas poderia levá-los à morte.

Tropismo 8

Consiste na orientação de um animal em relação a um estímulo, que pode ser positivo, quando se aproxima do estímulo, ou negativo, quando se afasta do estímulo.

Tuberculiforme 1

Em forma de tubérculo.

Tubérculo 1

Protuberância pequena, arredondada.

Tubos de Malpighi 1

Tubos longos e finos, com fundo cego, que se abrem na região entre o mesêntero e o proctodeo. Constituem o sistema excretor da maioria dos insetos.

Tungíase 8

É a lesão causada pelo bicho-do-pé, e serve como porta de entrada a uma grande variedade de infecções bacterianas ou por fungos, tais como o tétano (Clostridium tetani), gangrena gasosa (Clostridium perfringens) e micoses (Paracoccidioides braziliensis).

Túnica 1

Bainha do ovaríolo; em Diptera, o revestimento da glândula salivar.

Tunica propria 8

(túnica própria) Envoltório laminar de revestimento externo de órgãos, como glândulas e ovaríolos, e de compartimentos da cavidade do corpo, como os diafragmas.


U 20

Umeral 8

Porção do corpo localizada anterior e basilar à asa.

Úmero 8

O ângulo lateral do pronoto em hemiptera.
1Região basal anterior da asa (“ombro”).

Unciforme 1

Em forma de gancho.

Unco 1

Em Lepidoptera, o tergo abdominal X do macho. Em Coleoptera, uma estrutura em forma de gancho na margem distal da mala maxilar, ou estrutura em forma de gancho presente na região distal da tíbia.

Unguículo 1

Garra tarsal menor, de forma lanceolada ou alongada, que se projeta na posição ventral (Collembola).

Unguis 1

Uma das garras tarsais; em Collembola, garra tarsal maior.

Unguitrator 1

Placa unguitratora, esclerito ventral do tarsômero.

Unguitratorial 1

Placa situada junto ao ápice da tíbia e as garras (Hemiptera).

Unidade de conservação 8

Espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público, com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção. (LEI No 9.985, DE 18 DE JULHO DE 2000).

Unímero 1

Sem subdivisão. Utilizado para tarso com apenas um tarsômero.

Unirramoso 1

Com apenas um ramo.

Unirreme 1

Com apenas um ramo. Usa-se para referência a apêndices unirremes, formados somente pelo protopódito e endopódito, sem exitos.

Unissexual 8

espécie em que só existem fêmeas, portanto são partenogênicas. Ex: algumas espécies de bicho-pau. 2) geração em que só existem fêmeas em espécie que ciclicamente produzem machos. Ex: pulgões.

Univoltina 1

Espécie em que ocorre apenas uma geração por ano.

Univoltino 8

Organismo que só tem uma geração anual.

Urócito 1

Célula do corpo gorduroso, conhecida também por célula de urato, com grande concentração de ácido úrico no citoplasma.

Urogonfos 1

Par de prolongamentos fixos ou articulados do segmento IX (Coleoptera).

Urômero 8

É o nome dos segmentos do abdome do inseto.

Urosternito 1

O esterno ou esclerito ventral do urômero (Lepidoptera).

Útero 1

Em Dípteros vivíparos, porção anterior da câmara genital, onde ocorre o desenvolvimento das larvas.


V 41

Vagina 1

Derivado da câmara genital, muitas vezes formado por uma cobertura foliácea receptora do edeago.

Valvas 1

Três pares de estruturas que formam a bainha e peças perfuradoras do ovipositor.

Valvífero 1

Escleritos basais do ovipositor; o primeiro valvífero está relacionado ao segmento abdominal VIII e o segundo valvífero, ao segmento abdominal IX.

Válvula 1

Uma estrutura que permite fluxo direcional em um vaso ou canal, fechando e impedindo o fluxo no sentido inverso.

Vanal 1

Relativo à área vanal ou vano.

Vano 1

Área expandida do clavo na asa posterior, também denominada de área vanal ou vanus.

Vaquinha 8

Nome dado a vários besouros destas famílias, normalmente de belas cores, que consomem plantas cultivadas.

Veia 1

Estrutura tubular que gera sustentação e enrijecimento à asa; derivada de locais específicos da cutícula, onde duas camadas de integumento mantêm-se separadas e com cutícula mais espessa e dura.

Veia espúria 1

Dobra ou linha da superfície da asa que lembra uma veia; falsa veia (às vezes, na literatura, vena spuria).

Veia umeral 1

Veia transversal na região anterior na base da asa.

Veias gradiformes 1

Veias reticuladas (em forma de grade) das asas de Neuroptera.

Venação 1

Conjunto de veias.

Ventral 8

Relativo ao ventre.

Ventre 8

1. O abdome. 2. A superfície ventral do abdome, ou seja, oposta ao dorso.

Ventrito 1

Uma parte esclerotizada ventral do corpo do inseto.

Vermiforme 1

Com aparência de verme, sem pernas.

Vértice 1

Porção superior da cabeça, entre os olhos, a fronte e o occipício. Em insetos de cabeça prognata, o vértice está na porção posterior da cabeça, onde estão os ocelos.

Vésica 1

O pênis ou a porção terminal do edeago (Lepidoptera).

Vesícula 1

Um pequeno saco, bexiga ou cisto.

Vesiculiforme 1

Em forma de vesícula

Vespa 8

Ordem Hymenoptera.

Vespão 8

(Ordem Hymenoptera, famílias Pompilidae, Scolytidae 'vespas' e Apidae, Anthophoridae 'abelhas' ). 1) São as grandes vespas caçadoras de outros insetos, os quais são anestesiados e levados para seus ninhos para servirem de alimento a suas larvas. 2) São as grandes mamangabas.

Vestíbulo 1

Porção anterior da vagina (Lepidoptera).

Vetor 1

Animal que carrega um patógeno, que causa doença em outra espécie.

Vibrissas 1

Cerdas faciais curvas mais desenvolvidas posicionadas ventralmente (Diptera).

Vicariância 1

A existência de táxons filogeneticamente próximos em áreas disjuntas, que foram separadas pela formação de uma barreira natural. O processo que dá origem a esse padrão.

Virga 1

Parte distal do duto ejaculatório (Dermaptera).

Vísceras 8

São os órgãos internos do corpo.

Vitelário 1

Porção proximal do ovaríolo, que contêm as células germinativas.

Vitelo 1

Reserva nutritiva do ovo, a partir da qual o embrião se alimenta.

Vitelogênese 1

Processo de formação do vitelo.

Vitelogeninas 1

Principais proteínas que formam o vitelo.

Vivíparo 8

Dá origem a formas jovens vivas, sem por ovos.

Voltinismo 1

Relativo ao número de gerações anuais.

Vômer 1

Esternito IX dividido transversalmente e esternito X frequentemente modificado em um esclerito triangular (Phasmatodea).

Voo de dispersão 8

É o deslocamento aéreo efetuado pelos reprodutores alados maduros de insetos sociais, com o objetivo de encontrarem seus parceiros sexuais, para copularem, e assim com a fêmea fertilizada formar uma nova colônia. Normalmente no caso dos cupins (Blatodea: Isoptera), macho e fêmea dividem o trabalho da formação da nova colônia e no caso das formigas (Hymenoptera Formicidae), normalmente apenas a fêmea executa esta tarefa. Veja também sociotomia, enxameação e voo nupcial.

Vôo nupcial 8

É o deslocamento aéreo efetuado pelos reprodutores alados maduros de insetos sociais, com o objetivo de encontrarem seus parceiros sexuais, para copularem. Este termo é comumente utilizado, para a abelha Apis mellifera, que após copular com alguns machos (zangões), volta a sua colônia de origem, para a enxameação. Veja também sociotomia, enxameação e voo de dispersão.

Vulva 1

Abertura externa da câmara genital ou da vagina.


X 4

Xenobiose 8

É uma relação de comensalismo entre formigas, na qual uma colônia de uma espécie vive no ninho de uma colônia de outra espécie, tendo livre trânsito, e obtendo alimento pela regurgitação da espécie anfitriã, porém mantêm suas ninhadas independentes.

Xerófilo 8

É o inseto que vive em locais de baixa umidade.

Xilobionte 8

É o inseto que vive no lenho da árvore.

Xilófago 8

Diz-se do inseto que consome alimento de origem vegetal (fitófago), neste caso, o lenho da madeira, onde abrem galerias (ver também alimentação). Exemplo: Cupim.


Z 3

Zangão 8

Abelha macho, em uma colônia. É dependente das operárias para se alimentar e se defender. Sua única função é fecundar as princesas.

Zoófago 8

Diz-se dos insetos que consomem alimento de origem animal e podem ser divididos em: carnívoro, predador, canibal, hematófago, parasito, coprófago e detritívo (ver também alimentação).

Zoologia 8

Ramo da biologia que estuda tudo que é relacionado com a vida dos animais.


1. Constantino, R. & Aguiar, A.J.C. (2024). Glossário, pp. 832-846, Cap. 37. In: Rafael, J.A.; Melo, G.A.R.; Carvalho, C.J.B. de; Casari, S. & Constantino, R. (eds). Insetos do Brasil: Diversidade e Taxonomia. 2ª ed. Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Manaus. 880 pp. URL: https://doi.org/10.61818/56330464c37

2. Brasil Escola. O que são insetos ametábolos e metábolos? URL: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/biologia/o-que-sao-insetos-ametabolos-metabolos.htm

3. Insetário da Ilha - Glossário URL: https://www.insetariodailha.ufpa.br/gloss%C3%A1rio

4. Wikipédia - Aleloquímicos URL: https://pt.wikipedia.org/wiki/Aleloqu%C3%ADmicos

5. Wikipédia - Alomônio URL: https://pt.wikipedia.org/wiki/Alom%C3%B4nio

6. Apomórfico - Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (DPLP) URL: https://dicionario.priberam.org/apom%C3%B3rfico

7. Buzzi, Z.J. (2003). Coletânea de termos técnicos de entomologia. Curitiba-PR: Editora UFPR. 222 p.

8. Eizemberg, Roberto. Glossário Entomológico Brasileiro, Atualização: Priscila F. Viana-Medeiros Loredo (LAFICAVE-IOC/Fiocruz RJ) e Bruno Gomes (LABFISI-IOC/Fiocruz) URL: https://www.inctem.bioqmed.ufrj.br/index.php/pt/publicacoes/glossario-entomologico-brasileiro

9. Wikipédia - Apomorfia URL: https://pt.wikipedia.org/wiki/Apomorfia

10. Washington State University - Department of Entomology URL: https://entomology.wsu.edu/prospective-students/the-what-why-of-entomology/

11. Wikipédia - Apêndice (entomologia) URL: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ap%C3%AAndice_(entomologia)

12. Wikipédia - Culicídeos URL: https://pt.wikipedia.org/wiki/Culic%C3%ADdeos

13. Dicio, Dicionário Online de Português, Percevejo URL: https://www.dicio.com.br/percevejo/

14. Rocha, Lucas. Pente fino: tudo o que você sempre quis saber sobre piolhos. Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz URL: https://www.ioc.fiocruz.br/noticias/pente-fino-tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-piolhos

15. Wikipédia - Pólen URL: https://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%B3len

16. Wikipédia - Palinologia URL: https://pt.wikipedia.org/wiki/Palinologia

17. Wikipédia - Eussocialidade URL: https://pt.wikipedia.org/wiki/Eussocialidade

18. Benisch, C. (2023): kerbtier.de – Beetle Fauna of Germany - Glossary of entomology terms. URL: https://www.kerbtier.de/Pages/Content/enGlossar.html

19. Projeto e-Insetos URL: https://www.ebras.bio.br/einsetos