Glossário de Entomologia

O Glossário de Entomologia do e-insetos foi elaborado com base em pesquisas na internet e em livros especializados. Tivemos o cuidado de atribuir a devida autoria de cada descrição, listando as referências no final desta página. Você pode acessá-las pelo número indicado após cada termo.

1397 termos cadastrados

Foi(ram) localizada(s) 149 ocorrência(s) para o termo: asa

A 20

Abdutor 1

O músculo abdutor é um músculo que, ao se contrair, afasta um apêndice do corpo, como uma asa ou perna, sendo um componente essencial para a locomoção, voo e diversas outras movimentações. Os músculos dos insetos se fixam no exoesqueleto e atuam em pares antagônicos, ou seja, enquanto um músculo realiza a abdução, outro (o adutor) realiza a adução, trazendo o apêndice de volta para sua posição original.

Acasalamento 8

União sexual de macho e fêmea, para proporcionar a fusão das células reprodutivas (gametas), isto é , a fecundação, e, por meio delas, a reprodução da espécie. Sin: coito, cópula.

Acúleo 8

Espinho muito pequeno existente na membrana da asa (Lepidoptera).

Adutor 1

A musculatura não é descrita com nomes como "adutor curto" ou "adutor magno" como em vertebrados, pois o sistema musculoesquelético é diferente. Os músculos nos insetos são feixes de células que se fixam ao exoesqueleto, e não a ossos. A função de "aduzir" (aproximar) as pernas ou asas ocorre através desses músculos que, em conjunto com outros músculos que atuam em antagonismo, permitem uma grande variedade de movimentos, como voar, nadar e correr.

Agâmico 8

Reprodução de forma partenogênica, ou seja, sem acasalamento.

Alado 8

Que possui asas.

Alar 1

Relativo as asas do insetos.

Alça anal 8

Estrutura encontrada na asa posterior de Odonata utilizada para classificação das espécies; é formada por um grupo de células que podem ser arredondados, alongados ou em forma de pé.

Alinoto 1

A placa dorsal do mesotórax ou metatórax de um inseto com asas.

Álula 1

Um lobo na base da asa, adicional ao lobo anal (Diptera).

Amplexiforme 3

Tipo de acoplamento de asas no qual um grande lobo umeral da asa anterior projeta-se sob a asa posterior (Lepidoptera).

Anal 1

Parte posterior basal da asa; relativo ao ânus ou ao último segmento abdominal.

Anastomosadas 1

Estruturas unidas ou fundidas, como veias, nervos, vasos etc., incluindo veias das asas.

Apêndice 11

Apêndice é a designação dada às estruturas anatômicas pares dos artrópodes, formadas por elementos articulados entre si, que se inserem como apêndices nos metâmeros do corpo do artrópode. A condição primitiva é a presença de um par de apêndices similares em cada metâmero, disposição que é conservada em poucos artrópodes atuais. Nesta acepção, as asas dos insetos não são consideradas apêndices.

Apterigoto 8

Subclasse de insetos desprovidos de asas, mesmo na sua história evolucionária, providos de apêndices ventrais, além dos cercos. Seu desenvolvimento é progressivo, sem metamorfose. São os Thysanura (Archaeognata + Zygentoma). Sin: ametábolo.

Áptero 1

Indivíduo sem asas.

Aptésico 8

Inseto que apesar de possuir asas, não as usam para o vôo.

Areola postica 1

Célula cua presente na asa anterior (Psocodea/Psocoptera).

Asa 8

São apêndices torácicos laminados, membranosos, reforçados com veias e são articulados ao tórax, para locomoção aérea dos insetos. O par anterior chama-se mesotorácico ou asas I, e o posterior metatorácico ou asas II. Os insetos com apenas um par de asas funcionais são chamados de dípteros, os desprovidos de asas são ápteros e os que apesar de as possuírem não as usam são os aptésicos. Quanto aos tipos de asas temos: membranosas, tégminas, hemiélitros, élitros, balancins, pseudo-halteres, franjadas e lobadas.

Axilar 1

Área triangular que articula a asa com o tórax, incluindo uma área membranosa e os escleritos axilares.


B 11

Barbeiro 8

(Ordem Hemiptera, família Reduviidae). Nome vulgar de vários insetos, vetores do Trypanosoma cruzi, que é o agente etiológico causador da doença de Chagas, especialmente as espécies Triatoma infestans, T. sordida, Panstrongylus megistus e Rodnius prolixus (este último introduzido acidentalmente no Brasil, devido ao fato de ser muito resistente e facilmente criado para estudos científicos. Têm por hábito sugar o sangue humano e de outros animais, mamíferos e aves. Há espécies que vivem fora das habitações humanas, mas a maioria vive, principalmente, nas casas de pau-a-pique, nas frestas das paredes que se formam após o ressecamento da argamassa, de onde saem à noite, para picar as pessoas, geralmente na face, fato que dá origem a seu nome, que é o mais vulgar. Sin: bicho-de-parede, chupança, chupa-pinto, fincão, bicudo, furão, gaudério, percevejo-do-sertão, procotó, rondão, vunvum.

Basalar 1

Relativo à base da asa; pequenos escleritos pleurais localizados na base das asas; músculos ligados aos escleritos basalares.

Basi- 1

Prefixo indicador da porção basal de um apêndice ou estrutura.

Basiflagelo 1

Parte basal do flagelo (Hemiptera).

Basímero 1

Parte basal da genitália do macho de alguns holometábolos. Em Siphonaptera, parte fixa do tergito IX dos machos, também denominado dedo imóvel ou p1 do clasper (= fórceps)

Basitarsômero 1

Artículo mais basal do tarso

Besouro 8

(Ordem Coleoptera). Do castelhano abejorro, aumentativo de abeja, do latim apicula. Insetos cujo primeiro par de asas ( élitro ) é queratinizado e funciona como um estojo protetor para o segundo par; além disto, possuem aparelho bucal mastigador. É a maior Ordem dentre os insetos, e também entre todos os outros seres vivos. Sin: cascudo, escaravelho.

Birigui 8

(Manta, Aliblanco, Jején, Manta blanca, Palomilla, Capotillo, Chitra, Pito, Pringador, Quemador, Alú, Aludo - Colômbia; Titira, Plumilla, Angelillos, Puma, Rapache, Jenjen, Capa blanca, Lalapo, Wanwa, Pumamanchachi, Pumakanikum, Chuspi, Quitis, Manta blanca, Mosco, Ushpa, Uta - Peru). (Ordem Diptera, família Psycodidae, subfamília Phlebotominae). Do tupi mberu'wi, 'mosca pequena'. Mosquito hematófago de porte pequeno, com o corpo recoberto por cerdas finas e compridas. Quando em repouso, suas asas ficam em posição de "V". São conhecidos mais de 450 psicodídeos nas Américas, que transmite diversas doenças, dentre elas a Leishmaniose. Sin: asa-branca, barigui, bererê, flebótomo, tatuquira, mosquito-palha.

Borboleta 8

(Ordem Lepidoptera) Denominação que deve ser aplicada somente aos insetos da ordem dos Lepidópteros, cujas espécies são de hábito diurno e, geralmente, ao pousarem, suas asas ficam em posição perpendicular ao corpo. Possuem antenas clavadas, pertencendo a antiga divisão Rhopalocera. Coletivo: boana, cardume, panapaná, panapanã.

Braquíptero 1

Com asas curtas.

Bula 1

Um trecho despigmentado curto de uma veia da asa (Hymenoptera); parte do duto seminal (Lepidoptera).


C 15

Calíptera 1

Um ou dois pequenos lobos na base da asa, localizados exatamente acima do haltere. Sin: álula ou escama.

Caliptra 1

Lobo basal no lado posterior da asa (Diptera).

Cardo 1

Parte basal da maxila.

Célula discal 1

Célula presente na região basal ou central da asa (normalmente, entre as veias mediais) de vários grupos de insetos (Diptera, Hemiptera, Hymenoptera, Lepidoptera).

Clavo 1

Parte posterior da asa anterior (Hemiptera)

Colônia 1

Grupo de indivíduos (maior que um casal) que coopera na criação dos imaturos e geralmente constrói um ninho.

Coriácea 1

Com textura semelhante a couro. Asas coriáceas.

Cório 1

Região proximal coriácea da asa de Heteroptera (Hemiptera).

Corpora allata 1

(Plural) Par de glândulas usualmente dispostas uma de cada lado do esôfago. Produzem o hormônio juvenil. A tradução como “corpos alados” seria inadequada, pois não possuem, de fato, asas. Sing., corpus allatum.

Correição-da-chuva 8

Este nome lhe é atribuída porque são vistas comumente após fortes chuvas, em marcha, predando outros insetos, entretanto, seu carreiro normalmente é subterrâneo e milhões de formigas podem estar passando debaixo de seus pés, sem serem notadas. Seu atributo de predadora (que valeu o nome da espécie mais comum Labidus praedator), é conhecido pelos habitantes rurais, que as toleram, considerando a invasão de suas casas, mais uma benção do que um castigo, pois fazem um eficiente serviço de “desinsetização”, comendo baratas, aranhas e até barbeiros. Um hábito comum da L. praedator é o de cortar as pernas de suas presas para mantê-las imóveis e, desta forma, ter um suprimento de alimento por tempo relativamente longo (uma forma de despensa para as formigas). Suas colônias podem ter mais de 2 milhões de indivíduos, divididos em várias castas, sendo que os maiores são soldados, que podem morder de forma a cortar facilmente a pele humana. Ao contrário de suas primas africanas, as formigas-safari, a correição-da-chuva apenas esporadicamente pode comer vertebrados.

Costal 1

Veia longitudinal que normalmente forma a margem anterior da asa.

Coxa 8

É o primeiro segmento da perna, e se localiza basalmente às porções do tórax.

Cubital 1

Veia longitudinal da asa, em posição posterior à veia média.

Culicídeos 12

(Culicidae) é uma família de insetos habitualmente chamados de muriçocas, mosquitos ou pernilongos. As fêmeas em muitas regiões são designadas vulgarmente como melgas. Como os outros membros da ordem Diptera, os mosquitos têm um par de asas e um par de halteres. Em geral, apresentam dimorfismo sexual acentuado: as fêmeas apresentam antenas pilosas e são muito mais corpulentas que os machos, que apresentam antenas plumosas.

Cúneo 1

Parte apical aproximadamente triangular da região coriácea da asa, delimitada por uma linha (Hemiptera).


D 1

Dealado 8

Inseto que se privou das próprias asas, após o vôo de dispersão.


E 8

Elitrácea 1

Asa semelhante a élitro (Hemiptera).

Élitro 1

A asa anterior engrossada, endurecida e sem veias (Coleoptera).

Embólio 1

Na asa anterior, região estreita do cório ao longo da margem anterior delimitada por uma sutura (Hemiptera: Heteroptera).

Endômeros 1

Escleritos pares em terminálias, que se articulam anteriormente com o apódema basal, sendo lateralmente protegidos pelos parâmeros (genitália do macho de Psocodea/Phthiraptera).

Endopterigota 1

Inseto cujas asas se desenvolvem internamente durante os estágios imaturos (holometábolo).

Epipleurito 1

Um esclerito pleural superior (basalar ou subalar).

Escapo 1

Artículo mais basal da antena.

Exopterigoto 8

Insetos com asas que se desenvolvem no exterior do corpo, como nos de metamorfose simples.


F 3

Franjada 8

São as asas que possuem muitos e longos pelos em sua extensão, e são alongadas com poucas nervuras.

Freno 1

Sulco lateral na margem dorsal do escutelo, que serve para o encaixe da face ventral do clavo, quando a asa está em repouso (Hemiptera).

Frênulo 1

Um espinho ou grupo de espinhos presente na base da asa posterior de muitos Lepidoptera, avançando sob a asa anterior, que serve para manter unidas as asas durante o voo.


G 2

Gonocoxito 1

O artículo basal de um gonópode. Também aparece como coxito basal.

Grilo 8

Insetos saltadores, com aparelho bucal mastigador, que se caracterizam pelos machos possuírem órgãos estridulatórios nas asas anteriores, produzindo som pelo atrito das tégminas. Voz: chirria, cricrila, estridula, estrila, guizalha, trila, tritila, tritina.


H 9

Halter 1

Asa posterior reduzida, que funciona como órgão de equilíbrio durante o voo (Diptera).

Haltere 7

Balamcim. Halter. Meléolo. Pequena estrutura aslongada, clavada no ápice, presente em cada lado do metatórax dos Diptera e representa uma modificação da asa pposterior. Em machos de algumas cochonilhas também está presente, mas apresenta forma filamentosa.

Hâmulos 1

Fileira de pequenos ganchos na margem anterior da asa posterior de Hymenoptera, que permite seu acoplamento a uma dobra esclerotizada na margem posterior da asa anterior.

Harpa 1

Região da asa anterior em forma de harpa, modificada para ressonância (Orthoptera).

Hemiélitro 1

Asa anterior com a metade basal coriácea e a metade distal membranosa (Heteroptera).

Hemimetábolo 1

Inseto com metamorfose gradual, cujas asas se desenvolvem externamente nos imaturos.

Himenópteros 8

(Ordem Hymenoptera). Hymeno ( membrana) + ptera (asas). São insetos que abrangem desde as abelhas, vespas e formigas até as espécies minúsculas (micro-himenópteros); a maioria possui quatro asas membranosas, sendo as anteriores muito maiores que as posteriores, muitas formas porém não são aladas; todos têm desenvolvimento holometábolo: ovo, larva, pupa, adulto; têm aparelho bucal lambedor nas abelhas, triturador nos outros grupos. As abelhas e formigas desenvolveram características altamente sociais (eussocial).

Homoneura 1

Venação igual nas asas anterior e posterior.

Homônomas 1

Estruturas semelhantes entre si localizadas em diferentes segmentos do corpo (por exemplo, asas), que resultam da expressão do mesmo conjunto de genes em metâmeros distintos.


I 1

Isópteros 8

São os cupins, insetos sociais em que estão presentes a casta do alado (destinada à reprodução), do soldado e do operário, sendo as duas últimas constituídas de indivíduos ápteros e estéreis. O alado possui quatro asas membranosas delicadas, sendo as anteriores semelhantes às posteriores, e todas são eliminadas após o vôo de dispersão, restando no tórax somente a parte basal de cada asa, mais esclerotizada e de formato triangular, conhecida por escama alar. O desenvolvimento é paurometábolo: ovo, ninfas (as das linhagens dos operários e soldados são designadas "larvas", para diferenciar daquelas que conduzem ao alado e que possuem coto alar). Tem aparelho bucal mastigador. Todas as espécies são altamente sociais (eussocial). Veja também cupim. Nota: (Ordem Blattodea)


J 2

Jaquiranabóia 8

(Ordem Hemiptera, família Fulgoridae). Nome comum a vários insetos grandes e semelhantes a cigarras, entre os quais a espécie Fulgora laternaria, outrora Laternaria phosphorea, a mais conhecida. A crendice popular afirma serem venenosos (se bate numa árvore, esta seca e se bate numa pessoa, esta morre) mas, em verdade, são absolutamente inofensivos. (Uma crença costarriquenha diz que se um jovem for picado por uma Jaquiranabóia, deve deitar-se com sua noiva em 24 horas ou morrerá. Algumas espécies possuem defesa tripla, ou seja, na cabeça tem uma apófise quitinosa que funciona como uma máscara protetiva, com aspecto de cobra, ao ser descoberta, utiliza o recurso secundário das manchas nas asas posteriores com aspecto de olhos, e se apreendido, tem o abdome recoberto por filamentos cerosos que o torna impalatável. A espécie F. laternaria é encontrada em troncos de Zanthoxylum árvores da família Rutaceae. Sin: cigarra-cobra, cobra-cigarra, cobra-do-ar, cobra-de-asa, cobra-que-voa, cobra-voadora, gafanhoto-cobra, gitirana, jacaré-nambóia, jaciara, jaquitirana, jaquitiranabóia, jaquitiranambóia, jequitiranabóia, jetiranabóia , jetiranumbóia, jequié, jiquitiranabóia, jiquitiranambóia, jitiranabóia, serpente-voadora, tirambóia, tiranabóia.

Jugo 1

Um lobo na base da asa anterior que se estende sobre a asa posterior e mantém as duas asas acopladas durante o voo.
Um processo semelhante a um lobo na base da asa anterior, e que cobre a asa posterior em Lepidoptera. 2 um esclerito na cabeça em Hemiptera e Homoptera.8


M 6

Macróptero 1

Inseto com asas grandes ou normalmente desenvolvidas.

Macrotríquia 1

Cerda, geralmente referida na superfície das asas, tanto na membrana quanto nas veias, com articulação em soquetes.

Membrana peritrófica 1

Membrana porosa que reveste o mesêntero e protege suas células da abrasão mecânica, da penetração de patógenos e da ação química das enzimas digestivas.

Micropteria 1

Redução da asa a pequenos vestígios.

Microtríquia 1

Estrutura cuticular microscópica subcelular em forma de pelo, presente especialmente nas asas de alguns insetos.

Mosca-doméstica 8

(Ordem Diptera, família Muscidae, Musca domestica). Tem hábitos cosmopolitas, e são muito encontradas em áreas rurais, alimenta-se de quase todo tipo de restos alimentares, estrume e líquidos, como sucos, sangue, chorume do lixo, etc. Suas larvas também não são exigentes no quesito alimentação, evoluindo rapidamente até a fase adulta, que é alcançada em aproximadamente uma semana, no verão. A mosca-doméstica é vetor de inúmeras doenças, como cólera, febre tifóide e disenteria. Sin: mosca, mosca-caseira, mosca-comum, mosca-das-casas, mosca-de-casa


N 2

Nigma 1

Pequena mancha presente nas asas de Trichoptera, próximo à bifurcação das veias RP3-RP4.

1

Veia transversal grossa presente na margem costal das asas de Odonata.


O 1

Odonatos 8

(Ordem Odonata). São as libélulas, insetos de corpo alongado e subcilíndricos, as quatro asas são alongadas, providas de rica nervação e membranosas; sua cabeça é provida de dois grandes olhos compostos e antenas curtas e setáceas. As peças bucais são do tipo mastigador. A metamorfose é incompleta. Se dividem em duas subordens: Anisópteros (Anisoptera) e Zigópteros (Zygoptera). Em alguns países os odonatos tem o nome vulgar dado para a subordem, como Libellules e Demoiselles na França e Dragonflies, Damselflies nos paises de língua inglesa, que designam respectivamente os Anisópteros e os Zigópteros.


P 10

Paurometabolia 8

É uma divisão da heterometabolia, onde o inseto recém eclodido se assemelha ao adulto, com a diferença da falta de asas e com órgãos sexuais imaturos. Sin: metamorfose gradual ou metamorfose direta. Ex: Isoptera e Hemiptera.

Pedicelo 1

O segundo artículo da antena de um inseto. A porção basal estreita (haste) de uma estrutura, como o halter em Diptera. A haste através da qual o ovo de alguns insetos é fixado ao substrato.

Placa umeral 1

Um dos escleritos articulares da base da asa.

Plano-básico 1

Reconstrução das características do ancestral mais recente de um grupo monofilético através da análise cladística. O termo é usado para o organismo todo ou para estruturas específicas, como as asas. O termo correspondente em inglês é ground plan.

Protoasas 1

Estruturas hipotéticas presentes no ancestral dos Pterygota e que deram origem às asas.

Pseudo-halteres 8

São as asas anteriores atrofiadas dos machos de Strepsiptera.

Pterigopolimórfica 1

Com várias formas de asas.

Pterigoto 1

Espécie pertencente aos Pterygota, ainda que com perda secundária das asas.

Pterostigma 1

Área alargada e pigmentada ao longo da margem costal da asa.

Pterotórax 1

Segmentos torácicos com asas; tipicamente o meso e metatórax.


R 2

Remígio 1

Porção anterior da asa, geralmente mais rígida e com mais veias que o clavo posterior.

Retináculo 1

Em Collembola, o mesmo que tenáculo; em Lepidoptera, um tufo de cerdas ou uma dobra na membrana ventral da asa anterior, geralmente na base da veia Sc; em larvas de Coleoptera, estrutura em forma de dente localizada na margem mesal da mandíbula, abaixo dos dentes distais.


S 5

Saco genital 1

Estrutura situada anteriormente ao apódema basal e que contém internamente o edeago, geralmente ornamentado com escamas, espinhos ou manchas. Também chamado saco interno ou vesícula-pênis (Psocodea/ Phthiraptera).

Subalar 1

Esclerito próximo à base da asa.

Subcosta 1

Veia longitudinal da asa, geralmente não ramificada, que corre paralela à costa.

Subimago 1

Penúltimo ínstar de Ephemeroptera, muito semelhante ao adulto e com asas funcionais.

Supra-alar 1

Posição de cerdas acima da base da asa, entre as cerdas notopleurais e pós-alares (Diptera).


T 7

Tandem 8

Indivíduos alinhados, um atrás do outro, podendo estar ligados ou presos.
1 Dois indivíduos em tandem: conectados ou um atrás do outro, geralmente em comportamento de acasalamento ou cópula.

Teca alar 1

Estrutura que corresponde ao primórdio da asa durante o desenvolvimento do imaturo.

Tectiforme 1

Em forma de telhado, usado para descrever a forma das asas de alguns insetos.

Tégmina 8

É a asa anterior espessada e coriácea. É encontrada nas ordens Blattodea, Mantodea, Orthoptera e Phasmida.

Tégula 1

Esclerito mais proximal associado à base da asa.

Tormas 1

Par de escleritos localizados nos ângulos látero-basais do labro, que se estendem pela superfície epifaringeal do clípeo (Coleoptera).

Trocantelo 1

Porção basal do fêmur, separada do restante por um sulco ou uma linha, semelhante ao trocanter (Hymenoptera).


U 2

Umeral 8

Porção do corpo localizada anterior e basilar à asa.

Úmero 8

O ângulo lateral do pronoto em hemiptera.
1Região basal anterior da asa (“ombro”).


V 6

Valvífero 1

Escleritos basais do ovipositor; o primeiro valvífero está relacionado ao segmento abdominal VIII e o segundo valvífero, ao segmento abdominal IX.

Vano 1

Área expandida do clavo na asa posterior, também denominada de área vanal ou vanus.

Veia 1

Estrutura tubular que gera sustentação e enrijecimento à asa; derivada de locais específicos da cutícula, onde duas camadas de integumento mantêm-se separadas e com cutícula mais espessa e dura.

Veia espúria 1

Dobra ou linha da superfície da asa que lembra uma veia; falsa veia (às vezes, na literatura, vena spuria).

Veia umeral 1

Veia transversal na região anterior na base da asa.

Veias gradiformes 1

Veias reticuladas (em forma de grade) das asas de Neuroptera.


1. Constantino, R. & Aguiar, A.J.C. (2024). Glossário, pp. 832-846, Cap. 37. In: Rafael, J.A.; Melo, G.A.R.; Carvalho, C.J.B. de; Casari, S. & Constantino, R. (eds). Insetos do Brasil: Diversidade e Taxonomia. 2ª ed. Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Manaus. 880 pp. URL: https://doi.org/10.61818/56330464c37

2. Brasil Escola. O que são insetos ametábolos e metábolos? URL: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/biologia/o-que-sao-insetos-ametabolos-metabolos.htm

3. Insetário da Ilha - Glossário URL: https://www.insetariodailha.ufpa.br/gloss%C3%A1rio

4. Wikipédia - Aleloquímicos URL: https://pt.wikipedia.org/wiki/Aleloqu%C3%ADmicos

5. Wikipédia - Alomônio URL: https://pt.wikipedia.org/wiki/Alom%C3%B4nio

6. Apomórfico - Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (DPLP) URL: https://dicionario.priberam.org/apom%C3%B3rfico

7. Buzzi, Z.J. (2003). Coletânea de termos técnicos de entomologia. Curitiba-PR: Editora UFPR. 222 p.

8. Eizemberg, Roberto. Glossário Entomológico Brasileiro, Atualização: Priscila F. Viana-Medeiros Loredo (LAFICAVE-IOC/Fiocruz RJ) e Bruno Gomes (LABFISI-IOC/Fiocruz) URL: https://www.inctem.bioqmed.ufrj.br/index.php/pt/publicacoes/glossario-entomologico-brasileiro

9. Wikipédia - Apomorfia URL: https://pt.wikipedia.org/wiki/Apomorfia

10. Washington State University - Department of Entomology URL: https://entomology.wsu.edu/prospective-students/the-what-why-of-entomology/

11. Wikipédia - Apêndice (entomologia) URL: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ap%C3%AAndice_(entomologia)

12. Wikipédia - Culicídeos URL: https://pt.wikipedia.org/wiki/Culic%C3%ADdeos

13. Dicio, Dicionário Online de Português, Percevejo URL: https://www.dicio.com.br/percevejo/

14. Rocha, Lucas. Pente fino: tudo o que você sempre quis saber sobre piolhos. Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz URL: https://www.ioc.fiocruz.br/noticias/pente-fino-tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-piolhos

15. Wikipédia - Pólen URL: https://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%B3len

16. Wikipédia - Palinologia URL: https://pt.wikipedia.org/wiki/Palinologia

17. Wikipédia - Eussocialidade URL: https://pt.wikipedia.org/wiki/Eussocialidade

18. Benisch, C. (2023): kerbtier.de – Beetle Fauna of Germany - Glossary of entomology terms. URL: https://www.kerbtier.de/Pages/Content/enGlossar.html

19. Projeto e-Insetos URL: https://www.ebras.bio.br/einsetos